quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Contar Bençãos...


A natureza, caprichosa artesã, jamais repete um alvorecer ou um pôr de sol.
A cada amanhecer o céu se veste com cores e tons diferentes.
Há manhãs de sol e de muita luz, que nos convidam a despertar sorrindo.
Há manhãs cinzentas, em que nuvens escuras e densas cobrem sem piedade os raios dourados do sol.
Há tardes em que o poente assume cores que nem mesmo os mais criativos pintores jamais arriscaram usar em seus trabalhos.
Há poentes em que a garoa fina domina a paisagem, ocultando, em meio à bruma, até mesmo as árvores mais próximas.
Há noites sem luar, quando as sombras invadem nosso olhar e as estrelas distantes parecem senhoras de um brilho ainda mais intenso.
Há dias de sol e há dias de chuva.
Assim também são os momentos de nossas vidas.
Nenhum minuto repete minutos anteriores.
Nenhum dia é igual a outro que já vivemos, tampouco será idêntico a algum que ainda vamos viver.
A vida é feita de experiências únicas que, somadas, criam o arcabouço de nossa história.
Há momentos de alegria e momentos de dor.
Há conquistas que nos felicitam.
Há perdas que nos dilaceram.
Tudo que vivemos e aprendemos integra nossas existências e forma o ser que somos ou que um dia seremos.
É evidente que nem todos os momentos são fáceis.
Há dificuldades que nos parecem intransponíveis e dores infinitas.
Nesses momentos o desalento deita sobre nós o peso do sofrimento e da angústia.
Curvamo-nos, incapazes de olhar o horizonte, e só vislumbramos as pedras do caminho.
Não somos capazes de perceber a luz do sol que brilha acima das nuvens.
Tampouco notamos a beleza das flores que emolduram a nossa estrada.
Nessas ocasiões, lembremo-nos de contar as bênçãos recebidas.
Enumeremos as dádivas que iluminam nossos dias.
São tantas!
O corpo físico, instrumento bendito que nos possibilita mais essa jornada terrestre;
A família, composta por amores do passado e do presente, oportunizando-nos reconciliação e crescimento conjunto;
Os amigos, presenças que nos fortalecem e animam nas mais variadas situações;
O trabalho, fonte de recursos materiais a sustentar-nos e engrandecer-nos;
A mensagem do Cristo, guiando nossos passos por trilhas de luz, consolando-nos sempre.
A natureza exuberante, prova inequívoca da existência e da presença de Deus em nossos dias.
Pense nisso!
Não deixe que as adversidades ocultem de seus olhos as bênçãos que a vida lhe concede.
Se a saúde lhe falta, se os amores se afastaram, ou se os recursos materiais se mostram escassos, não se entregue ao desespero.
São apenas dias de chuva a preceder manhãs de sol.
São situações passageiras e necessárias para o aprendizado do espírito.
Valorize o que de bom você já conquistou.
As verdadeiras riquezas não são consumíveis pelo tempo, nem podem ser corroídas pela inveja alheia.
Ao contrário, elas integram e integrarão, para sempre, a essência de cada ser, completando-o.
Conte as bênçãos que já lhe chegaram às mãos e que hão de fazer parte da sua existência.
Levante os olhos, seque as lágrimas e prossiga sempre.
(Desc. Autor)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Experiência...


Já fiz cócegas na minha irmã só para que deixasse de chorar,
Já me queimei brincando com uma vela,
Já fiz uma bola com o chiclete que me colou na cara toda,
Já falei com o espelho,
Já fingi ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista;
Já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora;
Já estive sob o chuveiro até fazer xixi.

Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela onde foi cozido o doce,
Já me cortei fazendo barba muito apressado,
Já chorei ao escutar determinada música no carro.

Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.

Já subi às escondidas até o terraço para tentar agarrar estrelas,
Já subi na árvore para roubar fruta,
Já caí da escada.

Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei no chuveiro,
Já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.

Já corri para não ver alguém a chorar,
Já fiquei só no meio de mil pessoas sentindo falta de uma única.

Já vi o pôr-do-sol mudar de rosado ao alaranjado,
Já mergulhei na piscina e não quis sair mais,
Já tomei whisky até sentir meus lábios dormentes,
Já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.

Já senti medo da escuridão,
Já tremi de nervos,
Já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial,
Já acordei no meio do noite e senti medo de levantar.

Já apostei corrida descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num jardim,
Já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um "para sempre" pela metade.

Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua;
Já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.

Foram tantas coisas que fiz, tantos momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...

Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel:

"- Qual a sua Experiência?"

Essa pergunta fez eco no meu cérebro... "Experiência...Experiência..."
Será que cultivar sorrisos é experiência?
Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:

"Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???"

Desconheço o autor mas este texto foi escrito por um candidato, numa seleção de Pessoal em uma grande empresa.
O candidato foi aceito e este texto circula pela internet, mostrando criatividade e sensibilidade.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sobre a árvore de natal...


Um símbolo da vida, a árvore de natal é uma tradição muito mais antiga do que o Cristianismo e não é um costume exclusivo de nenhuma religião em particular. Muito antes da tradição de comemorar o Natal, os egípcios já levavam galhos de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano, em Dezembro, simbolizando o triunfo da vida sobre a morte.

Os romanos já enfeitavam suas casas com pinheiros durante a Saturnália, um festival de inverno em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Nesta época, religiosos também enfeitavam árvores de carvalho com maçãs douradas para as festividades do Solstício de Inverno.

A primeira referência à árvore de natal como a conhecemos hoje data do século XVI. Em Strasbourg, Alemanha (hoje território francês), tanto famílias pobres quanto ricas decoravam pinheirinhos de natal com papéis coloridos, frutas e doces. A tradição espalhou-se, então, por toda a Europa e chegou aos Estados Unidos no início de 1800.

De lá pra cá, a popularidade da árvore de natal só cresceu. A lenda conta que o pinheiro foi escolhido como símbolo do natal por causa da sua forma triangular, que de acordo com a tradição cristã, representa a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Na Europa, uma das tradições natalinas consiste em decorar um pinheiro com maçãs, doces e pequenos wafers brancos, representando a eucaristia. A Árvore do Paraíso, como é chamada, era o símbolo da festa de Adão e Eva, que acontecia no dia 24 de Dezembro, muito antes da tradição cristã do Natal. Hoje, a árvore não só representa o Paraíso como no início da tradição, mas também a salvação.

Segundo uma antiga tradição alemã, a decoração de uma árvore de natal deve incluir 12 ornamentos para garantir a felicidade de um lar:

Casa: proteção
Coelho: esperança
Xícara: hospitalidade
Pássaro: alegria
Rosa: afeição
Cesta de frutas: generosidade
Peixe: benção de Cristo
Pinha: fartura
Papai Noel: bondade
Cesta de flores: bons desejos
Coração: amor verdadeiro

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pensar é Transgredir...


Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos... para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo!
Então é isso, então é assim...
Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece.
Porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar... isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência.. isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui.
Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante... "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tv ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto... como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades.
Cada porta, uma escolha... muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca.
Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar... reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos!
Buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar... quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho.
É sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender... somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual.
É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história.
O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se.
A vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada.
Conscientemente executada.
Muitas vezes, ousada.
Parece fácil... "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado... e amar... e amar-se.
Ter esperança... qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez.
Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim.
Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar... porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena.
Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

(Lya Luft)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Talvez...


Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

(Pablo Neruda)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Papai Noel...


O Papai Noel atual é descendente de São Nicolau, que foi um bispo de Myra, uma cidade da Ásia Menor, localizada no que hoje é a Turquia.

Essa história de muitos "milagres" começou no ano 270 ( Século III ) em Patras, cidade á apenas alguns quilômetros de Myra, na antiga província da Lícia. Alí viviam Epifânio e sua esposa Joana; devotos cristãos ,que somente após muitas preces conseguiram um filho. Este recebeu o nome de NICOLAU, que significa " Pessoa Vitoriosa ". Nicolau ainda era jovem quando deu mostras de sua extrema bondade.

Em sua cidade vivia um homem muito pobre, que não tendo dinheiro para realizar o casamento de suas três filhas, ficou muito triste. Sabendo dessas dificuldades, Nicolau que era de família muito rica, deixou escondido um saco de ouro na janela da filha mais velha, já em idade de casar.

Nicolau repetiu a boa ação para as outras duas moças. Conta a lenda que Nicolau colocou o saco de ouro pela chaminé, onde secavam algumas meias. Daí o hábito das crianças deixarem as meias nas chaminés ou janelas à espera de presentes.
Os pais de Nicolau morreram quando ele era ainda jovem. Um tio recomendou-lhe então, que conhecesse a Terra Santa e ele embarcou num navio. Durante a viagem houve uma tempestade muito forte, que só teria parado milagrosamente quando Nicolau rezou pedindo á Papai do Céu para parar a tempestade; e a tempestade parou.

Foi por isso que ele se tornou o padroeiro dos marinheiros. Quando voltou da Terra Santa, Nicolau resolveu mudar-se para Myra, onde viveu na pobreza, pois havia doado toda a sua fortuna. Alguns anos depois, o bispo de Myra morreu. Como os anciões da cidade não conseguiam escolher um sucessor, resolveram colocar a decisão nas mãos de Deus.

Na mesma noite, o mais velho dos anciões, segundo a lenda, teve um sonho, em que Deus lhe dizia que o primeiro homem a entrar na igreja deveria ser o bispo.

Nicolau, acostumado a acordar cedo para rezar, foi indicado para ser o bispo.

São Nicolau morreu no dia 6 de dezembro - dia de sua festa litúrgica - do ano 342, cercado de respeito por todos os cristãos. Atualmente, é um dos santos mais populares do cristianismo.

Só em Roma, existem 60 igrejas com seu nome; e na Inglaterra, mais de 400.

A transformação de São Nicolau em Papai Noel começou na Alemanha e sua imagem passou definitivamente a ser associada com as festividades do Natal e as costumeiras trocas de presentes no dia 6 de dezembro (dia de São Nicolau). Como o Natal transformou-se na mais famosa e popular das festas, a lenda cresceu. Em 1822, Clement C. Moore escreveu o poema "A Visit from St. Nicholas", retratando Papai Noel passeando em um trenó puxado por oito pequenas renas, o mesmo modo de transporte utilizado na Escandinávia.

O primeiro desenho retratando a figura de Papai Noel como conhecemos nos dias atuais foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário "Harper's Weekly" no ano de 1866.

domingo, 29 de novembro de 2009

Se...


Se fosse possível transcrever as emoções e os pensamentos que agitam o espírito e cérebro de um homem, em relação ao seu caráter e destino imortal, poder-se-iam escrever trezentos e sessenta e cinco volumes por ano.
Que abundante colheita e como grande parte dela se desperdiça.
É impossível ao homem tomar nota de tão abundante fluxo de vida íntima, pois nem sequer da vida externa é capaz de dar conta.
Coisa admirável!
Em todas as grandes crises da sociedade, a misteriosa mão que rege os destinos do Universo tem como em reserva um homem extraordinário.
Chegando o momento se apresenta, caminha com passo firme para cumprir o destino que o Eterno lhe assinalou.
(Balmés)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Poema de Natal...


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

(Vinícius de Moraes)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Frases - Michael Korda...


Pratique cada ação como se fosse a única coisa que realmente importa no mundo.
Nunca revele aos outros tudo a seu respeito; guarde alguma coisa de reserva, para que eles nunca tenham certeza de que realmente lhe conhecem.

Aprenda a usar o tempo e pense nele como um amigo, não como um inimigo. Não o desperdices indo atrás de coisas que não desejas.
Aprenda a aceitar seus erros. Não seja perfeccionista a respeito de tudo.

Não crie ondas; mova-se suavemente, sem complicar as coisas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Gibran Khalil Gibran...


O Silêncio é doloroso... Mas é no silêncio que as coisas tomam forma, e existem momentos em nossas vidas que tudo o que devemos fazer é esperar.
Dentro de cada um, no mais profundo do nosso ser, está a força que vê e escuta aquilo que não podemos ainda perceber. Tudo o que somos hoje nasceu aquele silêncio de ontem.
Somos muito mais capazes do que pensamos. Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar qualquer iniciativa, não fazer nada. Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte secreta está trabalhando e aprendendo.
Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos surpresos conosco mesmos, e nossos pensamentos de inverno se transformam em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas.
A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos.

(Gibran Khalil Gibran)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Hora Certa...


De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo,
dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem
os atropelos do destino,
aquela situação que você mesmo provoca,
por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer:
Qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais.
Quando alguma coisa está para acontecer
ou chegar até sua vida,
pequenas manifestações do cotidiano
enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo,
um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará
de colocar você no lugar certo,
na hora certa, no momento certo,
diante da situação ou da pessoa certa.

Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez seja por isso que você esteja
agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais
já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o universo sempre
conspira a seu favor quando você possui um
objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

(Paulo Coelho)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A miséria do meu ser...


A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.

Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.

É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?

(Fernando Pessoa)

domingo, 1 de novembro de 2009



Feliz aniversário Jaque !!!

Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano.
Desejo a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grata, reconhecida, forte, destemida.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo.
Parabéns amiga, seja feliz hoje e sempre!!!!!
Sua amiga Mara

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Tempo...


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

(Mário Quintana)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saudade...


Começar o dia falando de saudade faz bem. Bem e mal ao mesmo tempo. Mas é um mal gostoso, desses assim que a gente gosta de sentir.
Se sentimos saudade é que tem gente habitando nosso coração, então já não estamos sozinhos.
Criamos em nós e com nossos relacionamentos episódios da vida, bons ou maus.
Escolhemos caminhos, escolhemos pessoas, escolhemos formas de vida, maneiras e jeitos e saímos por aí vendo o nascer e o pôr do sol. Nossas escolhas presentes condicionam nosso futuro, como as do passado condicionaram o que vivemos agora.
Então, baseados nessas experiências vivenciadas, podemos melhor selecionar o que nos convém, o que nos faz felizes, o que nos torna melhores. Ninguém pode e nem deve viver de arrependimentos, pois esses envenenam a vida. Mas tirando dele o proveito, vamos moldando nosso vaso diário para que a vida se torne, pelo menos a nossa volta, mais bonita.
Se o ser humano entendesse o quanto o seu poder é ilimitado, ele choraria menos, conseguiria mais. Mas esse poder nada tem a ver com força física, é algo que vem de dentro pra fora, como a água da fonte que jorra e mata a sede. E cada minuto do dia podemos decidir que será melhor, podemos decidir que dividiremos com alguém para sairmos acrescentados, deixaremos neles e carregaremos em nós pedacinhos de bons momentos, esses que costumamos chamar de saudade e que rima tão bem com felicidade...

(Letícia Thompson)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sentimentos!!!




Há alguns dias,estou me sentindo encantada...encantada com a vida e com as surpresas que ela pode me proporcionar!!!
No meu peito bate o coração de uma adolescente deslumbrada com a vida e fascinada com a possibilidade de vivenciar meu primeiro e verdadeiro amor!!!
Será que eu realmente o encontrei???
Será que é ele ascenando,chegando devagarinho,batendo à porta e querendo entrar???
Como saber??? não sei!!! só sei que não vou deixar o amor passar!!!
E,como já disse Drummond: "Quando encontrar alguém e este alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos,preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida!"
"Se o primeiro e último pensamento do dia for esta pessoa,se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração,agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor!!
É assim que ando me sentindo,meu coração pára por instantes quando me pego a pensar,a sonhar ou a falar com "ele"...penso dia e noite,noite e dia em lhe encontrar,em lhe beijar,em lhe sentir,em lhe amar...
Meu coração fica apertadinho com a vontade de estar ao seu ladinho por todas as horas,por todos os dias....até quando??? não sei!!! Seria por toda a vida??? talvez!!!
Então,estou amando??? Isto só o tempo dirá!!!
Se é amor,ilusão,sonho ou paixão não sei,só sei que quero vivenciar esta emoção!!!
Então entre,invada o meu coração,me tome em seus braços,me ame,me faça mulher....que neste momento eu te confessarei baixinho: que eu te amo e que te esperei por toda a minha vida!!!

(Jaqueline Bley Franco)

Emoções




Emoções...ah,quantas emoções eu já vivi!!!
Às vezes paro para pensar o que mais tenho a experimentar...
Vou vivendo,aprendendo com a vida,desbravando caminhos,conquistando os meus sonhos,me redescobrindo dia-a-dia,hora-a-hora....
Às vezes sou forte,lutadora,guerreira,outras vezes sou um poço de sensibilidade à flor da pele.
Rio,choro,dou gargalhadas,sofro,comemoro,me entristeço...
Amo e meu coração se enche de esperanças,deixo de amar e minhas esperanças se esvaem.
Sou tudo,sou nada,sou feliz,sou triste,amarga e dócil...
Vivo contradições de mim mesma...quando penso estar bem,as lágrimas me vem,quando penso estar mal,de repente me descubro real,inteira,perfeita,verdadeiramente feliz!!
Tenho um encontro comigo todos os dias,com os meus dois lados,minhas duas facetas...
Meu lado claro é otimista,alegre,de bem com a vida e ama intensamente!!!
Meu lado obscuro é triste,desolador,desesperançado e cansado!!!
Um tenta sufocar o outro para se submergir,vir à tona...
Cada dia um vence,e então vou sendo uma pessoa diferente a cada novo amanhecer...reaprendendo a amar,reaprendendo a viver,reaprendendo a me conhecer...
Vivendo,experimentando,sentindo,se emocionando...esta sou eu,dia-a-dia,por todos os dias....
Ah,quantas emoções eu já vivi!!!

(Jaqueline Bley Franco)

A amizade!!!




Parafraseando Letícia Thompson, toda amizade é uma história particular... é uma história de conquista.
E assim começa uma amizade, nas descobertas que vamos fazendo do outro no dia-a-dia, do seu jeito de ser, de pensar, de sentir.

Há pessoas que são mais reservadas, introspectivas, sérias, tem um medo maior de demonstrar seus sentimentos!
Mas tem aquelas que são espontâneas, expansivas, brincalhonas, palhacinhas e gritam aos 4 ventos quando amam, porque tem uma enorme necessidade de demonstrar o sentimento que está guardado dentro do seu peito.

Tem aquelas ainda que são uma mistura de seriedade e bobeira...
Tem os loucos, os santos, os de cara lavada e alma exposta, todos com o seu encanto...

E devagarinho vamos conquistando-as e os seus sentimentos que estavam bem guardadinho dentro do seu coração à sete chaves!
Começam a serem desvendados, passo à passo e os seus segredos a serem revelados, porque elas vão se deixando conhecer.

Hoje descobrimos um pedacinho do seu coração!
Amanhã um punhadinho do seu sentimento!
E depois de amanhã, colheradinhas do seu pensamento e assim, vamos cativando e sendo cativados numa mágica conquista, revelando a essência do outro!

E, nesta brincadeira de se descobrir, vamos ganhando amigos para a vida inteira, que muitas vezes assumem uma importância tão grande nas nossas vidas, que mais valem que um irmão, que nos conhecem de montão, como a palma de sua mão e então, aprendemos a ver com o coração, pois o essencial é invisível para os olhos!
É o nosso coração que vai reconhecendo quais os amigos que realmente chegarão para ficar para sempre nas nossas vidas... estes são os nossos verdadeiros amigos!!!

Estes são os nossos anjos colocados por Deus nas nossas vidas!
Não importa se loucos, santos, bobeira, seriedade... o importante é que vieram para ficar, para somar, para trazer sua alegria as nossas vidas!!!
É para estes que digo: Muito obrigada por ser meu amigo!!! Jaqueline Bley Franco

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fábulas de Esopo - O Asno em pele de leão...

Um Asno, ao colocar sobre seu dorso uma pele de Leão, vagava pela floresta divertindo-se com o pavor que causava aos animais que ia encontrando pelo seu caminho.

Por fim encontra uma Raposa, e também tenta amedrontá-la. Mas a Raposa, tão logo escuta o som de sua voz, exclama com ironia:

- Eu certamente teria me assustado, se antes, não tivesse escutado o seu zurro.


Moral da História:
Um tolo pode se esconder por trás das aparências, mas suas palavras acabarão por revelar à todos quem na verdade ele é.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cabo Frio...




Cabo Frio é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, muito conhecido por suas atrações turísticas. Possui algumas das praias mais belas do Brasil.

Praia do Forte...
A principal praia de Cabo Frio também é conhecida como praia da Barra e tem 7,5 km de extensão.
A praia é um dos cartões-postais da cidade e point de jovens e turistas. Em seu extremo esquerdo fica o Forte de São Mateus do Cabo Frio, construção do século XVII.
De mar aberto, a praia foi considerada por velejadores internacionais como a maior raia do mundo para a prática do esporte.

Praia do Peró...
Distante 7 km do centro de Cabo Frio, a praia do Peró tem 7 km de extensão e é separada da praia das Conchas por um pequeno canal. Suas águas são límpidas e a temperatura em torno dos 22º, própria para a prática do surf.

Praia das Conchas...
É frequentada pelos aficionados pela pesca de arremesso. Os peixes mais capturados nesta praia são badejo, anchova e tainha. O lugar oferece também uma bela vista das ilhas de Cabo Frio. Em toda sua orla existem quiosques, restaurantes e música ao vivo.

Praia de São Bento...
Localizada a 700 metros do centro, de formação lacustre, banhado pelo Canal do Itajuru e têm 400 metros de extensão. A área em torno da praia é residencial. Dela se avista o bairro da Gamboa e a Ponte Feliciano Sodré e a Nova Ponte.

Praia do Siqueira...
Localizada à 5 km do centro. Nela se concentra a pesca do camarão. A praia é lacustre. Em torno dela se encontra a Igreja de São Pedro e a Praça Júlia Fonseca.
Situada às margens da Lagoa de Araruama, a praia do Siqueira possui calçadão iluminado e quiosques com música ao vivo.
A praia tem 2 km de extensão e suas águas têm temperatura entre 24°C à 26°C.

Praia do Sudoeste...
Próxima ao Aeroporto de Cabo Frio, a praia do Sudoeste faz parte da Lagoa de Araruama. Própria para piqueniques, também possui alta salinidade, o que requer muito cuidado na exposição ao sol.

Praia das Dunas...
A praia mais apropriada para a prática do surf, pela força de suas ondas, é cercada por enormes dunas de areias brancas.
O acesso pode ser feito pelo bairro do Braga ou ainda seguindo até o final da Praia do Forte. É recomendado cuidado no banho de mar nesta praia, onde é grande a presença de redemoinhos, formados por correntezas.

Praia do Foguete...
Famosa por suas águas frias, é uma praia de águas profundas e bastante perigosa por suas correntezas. No entanto, a praia é boa opção para quem quer tranquilidade, pois não é muito frequentada como a praia do Forte.
Fica no km 4 da estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo.

Praia das Palmeiras...
Situada no bairro das Palmeiras, distante 3 km do centro, a praia das Palmeiras fica na Lagoa de Araruama e é própria para a captura de camarão e siri. Em sua paisagem encontram-se muitas embarcações de pesca. No local existem quiosques e barracas com aperitivos, pescados da região e música ao vivo.
Também podem ser encontradas grandes quantidades de conchas. A praia é cercada por altas palmeiras e coqueiros, que deram nome ao bairro.


Praia Brava...
Cercada por escarpas de uns 20m de altura, e com 400m de extensão, a Praia Brava tem à sua frente a Ilha dos Papagaios, um local bastante selvagem. Com águas claras e muito agitadas, é a praia a onde se pratica o nudismo. É também muito procurada por surfistas.
Está situada entre a Ponta do Peró e o Morro do Farolete (Ogiva). O final do percurso é feito a pé, por uma trilha de pedra em terreno em declive.

Ilha do Japonês...
Entre as inúmeras ilhas de Cabo Frio, destacam-se a Ilha dos Anjos, onde se pesca o melhor camarão da região; a Ilha dos Pargos, rica em anchovas; Ilha Dois Irmãos, Ilhas dos Papagaios, Ilha do Japonês, famosa por proporcionar trilhas para caminhadas, e Ilha Comprida, apropriada para a prática do mergulho e pesca submarina. Durante a noite, em geral nos meses de verão, é comum a prática de arrasto de camarão sob a luz de lanternas.

Turismo...

Forte de São Mateus do Cabo Frio foi construído pelos portugueses entre 1616 e 1620 com o objetivo de defender a costa contra franceses, ingleses e holandeses ávidos pela imensa quantidade de Pau-Brasil que havia na região. Visitar o Forte é como dar uma volta no passado e ver um pouco da história desta terra. Os canhões, utilizados nas inúmeras batalhas, ainda se encontram voltados para o mar, como se estivessem prontos para defender o município de novos ataques.
A casa onde os soldados viviam, serve hoje como um espaço para artesãos mostrarem seus trabalhos.
Do Forte se tem uma belíssima e completa vista de toda a extensão da praia do Forte até Arraial do Cabo. Do lado oposto à praia, pode-se ver a Ilha do Japonês, local pouco explorado, com pescadores em seus barcos pequenos e coloridos e embarcações maiores que seguem para alto mar.
Uma bela visão do Forte se pode ter a noite, admirando-o de longe, com sua iluminação especial e colorida, que refletida nas águas calmas da praia é um espetáculo a parte.

Bairro da Passagem ainda mantém características da época da fundação do município, pois ai surgiram as primeiras construções. Suas riquezas arquitetônicas e históricas transformaram o local em um interessante ponto turístico.
O bairro surgiu como um ponto de apoio na travessia para o Canal do Itajurú.
Um belo passeio é caminhar pelas ruas estreitas e ainda com calçamento antigo, para se poder apreciar a beleza das construções antigas, as casas em estilo colonial do século passado, com suas janelinhas baixas, lampiões, todas tombadas pelo Patrimônio Histórico. Algumas destas casas ainda conservam as famosas telhas moldadas nas coxas das escravas grávidas.
A Passagem tornou-se uma vila de pescadores, após o núcleo urbano do município ter sido transferido para o Centro.
A Igreja de São Benedito, construída em 1701, faz parte do patrimônio que este bairro abriga. A capelinha foi construída especialmente para os negros, e prima pela simplicidade.
Na pracinha, onde fica a Igreja, pode-se desfrutar de barzinhos, que além de servirem sopas e aperitivos deliciosos, colocam suas mesinhas na praça com direito a música ao vivo e dança. Vale a pena conferir.
Seguindo pela Avenida Assunção até o final é só virar à direita ou seguir pela Avenida do Contorno, até o final da Praia do Forte e virar à esquerda e você chega a Passagem.

Monumento do Anjo Caído, localizado no meio do Canal do Itajurú, no bairro do Portinho. O monumento leva este nome por apresentar na coluna que o sustenta uma inclinação, devido ao movimento e força das marés. O Anjo foi esculpido em pedra sobre uma coluna de 9 metros de altura, em homenagem a abertura do Canal Artificial Palmer, no início deste século.

Espaço Charitas, Museu e Casa de Cultura José de Dome, já foi orfanato, numa época em que crianças eram abandonadas com certa freqüência, havia ai uma roda onde eram colocados esses bebês, e retirados do outro lado, onde recebiam abrigo, alimentação e educação.
Construído em 1837, recebeu este nome Charitas (pronuncia-se Cáritas) ou Casa de Caridade e é hoje, um espaço com atividades culturais permanentes. Promove oficinas, seminários e cursos durante todo o ano, além de apresentar espetáculos de teatro, música e dança. Ai se encontra também, em exposição permanente, a obra do artista plástico José de Dome, que viveu longo período em Cabo Frio.

Carnaval de Cabo Frio é um dos mais tradicionais do interior do estado do Rio de Janeiro, sendo o segundo carnaval do estado atrás apenas da capital, tem movimentando muitos foliões que se organizam no Cabofolia, no final do mês de janeiro e do desfile das escolas de samba, em fevereiro.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Gota d'água...


Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d'água?
Sim, uma pequena gota d'água equilibrando-se na ponta de um frágil raminho...
Com graciosidade, a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor.
São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.
É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo.
Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis.

Um dia, um jornalista que a entrevistava lhe disse que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d'água no oceano.

E aquela pequena sábia mulher lhe respondeu: Sim, meu filho, mas sem essa gota d'água o oceano seria menor.

Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda, pois, sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela...
Um aperto de mão, em meio à correria do dia a dia...
Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para não cair nas malhas do desespero...
Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo...
Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida...
Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira...
O silêncio, frente a ignorância disfarçada de ciência...
A tolerância com quem perdeu o equilíbrio...
Um olhar de ternura para quem pena na amargura...
Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d'água, que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.
Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a Humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.
Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...
Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto...
Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...
Todas essas são atitudes que embelezam a vida.
E se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d'água no oceano, responda, como Madre Tereza de Calcutá, que sem essas gotas o oceano de amor seria menor.
E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.
Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.
Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.
Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.

Pense nisso!

E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício.
Lembre-se da minúscula gota d'água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.
E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d'água que, com insistência e perseverança, conseguem esculpir a mais sólida rocha.

(Desc.Autor)

sábado, 17 de outubro de 2009

Amor e Perseguição...


“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”.
(Norman Mailer)

Copiem... decorem... aprendam!!!
Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor em bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus.
Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento...
Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará, e, caso o faça vai frustrar suas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.
Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”.
Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.

“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”.
(Normal Mailer)

Divulguem... repitam... convençam-se!!!
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida.
Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo.
Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscaras e sem fantasia.
É esta a condição.
É pegar ou largar.
Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada.
Felizes aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados.
O amor é o prêmio para quem relaxa.

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Aninha e suas pedras...


Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

(Cora Coralina)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Balada de Lisboa...


Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo

Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Esta é a cidade onde chegas
Nas manhãs de tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente

Esta e a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais

Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem

Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém

(Manuel Alegre)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pico do Jaraguá - São Paulo...



Está é a visão que tenho da janela do meu quarto. Já fiz muitas fotos e com certeza não tenho duas totalmente iguais. É um privilégio morar nesse espaço em que a o concreto ainda não conseguiu alcançar.



De cima do Pico do Jaraguá, temos a visão da cidade de São Paulo.



Aqui!!! Esse malandrinho é o chefe de muitos outros que ficam atrás de comida. São muito lindos.

O pico do Jaraguá é o ponto culminante da cidade de São Paulo, elevando-se a uma altitude de 1.135 metros. Situa-se no extremo oeste da serra da Cantareira.
Nos seus arredores foi criado o Parque Estadual do Jaraguá, para conservação da área.
No topo, há duas grandes antenas, sendo uma de televisão, e pequenas instalações comerciais e locais destinados a estacionamento de veículos.
Ao se atingir o topo, tem-se uma visão principalmente da parte oeste da Grande São Paulo.
Junto à antena de televisão, existe uma grande escadaria que permite subir ainda mais, ladeada por um bondinho que se destina ao transporte de pessoas e materiais para manutenção da antena.

As primeiras notícias que se tem do local é que nele estava estabelecido o português Afonso Sardinha, caçador de índios, traficante, que descobriu vestígios de ouro no ribeirão Itaí, no pico, por volta de 1580. No entanto, como os índios dominavam a região, travaram-se numerosas guerras contra os nativos da terra. A mineração, portanto, só teve início dez anos depois. O ouro do Jaraguá foi explorado até o esgotamento, no século XIX. Os garimpeiros deixaram visíveis marcas de sulcos e escavações nas rochas do pico.

Em 1946, a Prefeitura de São Paulo transformou o pico do Jaraguá em ponto turístico da cidade. Em 1961, foi criado o Parque Estadual do Jaraguá, onde os visitantes podem conhecer as pias de lavagem manual do ouro ao lado das ruínas do grande casarão do próprio Afonso Sardinha. Esse parque foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico) em 1983.

Em 1994, o Parque Estadual do Jaraguá foi tombado pelo Patrimônio da Humanidade pela Unesco, passando a integrar a Zona Núcleo do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, Reserva da Biosfera.

Ainda hoje existem na entrada do Parque do Pico do Jaraguá uma aldeia formada pelos descendentes de tribos indígenas que moram no local.
A aldeia mantém a língua e os costumes guaranis e sobrevive do artesanato.

O parque contém oito trilhas, no entanto hoje em dia apenas uma trilha está aberta ao publico, a Trilha do Pai Zé. As outras estão fechadas para recuperação natural e poderão ser reabertas após avaliação. Algumas dessas trilhas estão em locais perigosos onde já ocorreram acidentes graves, recomendando-se não se aventurar fora das trilhas abertas ao público.

http://www.picodojaragua.com.br/

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Haja Paciência...


Haja paciência mesmo!!!
Só no dia de hoje, 4 pessoas com quem conversei colocaram a culpa dos últimos acontecimentos metereológicos, sabe em quem????
Acertou!!!!...em Deus.
Mas isso chega a ser natural, porque o ser humano acha desculpa para tudo e sempre um culpado para tudo o que acontece de errado, de mal sobre a face da terra.
A vez agora é de Deus.
Terremotos e tsunamis???
Castigo de Deus... não dos testes nucleares que uns e outros andam realizando no mar.
Chove demais???
Deus está muito zangado... não tem nada a ver com as devastações florestais e poluições...imagina!!!!
O homem faz o que quer e o que quer, mas quem paga o pato....é sempre Deus.
Quando vão usar a dita "inteligência" para o bem da humanidade.
O que vai restar para nossos filhos e os filhos "deles"....amanhã!!!
Haja muita paciência...

(Mara)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mamãe Noel...


Sabe por que Papai Noel não existe?
Porque é homem.
Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias?
Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor?
Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho?
Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag?
Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas?
Ele não faria isso nem pelo sorriso de um musa!

Mamãe Noel, sim, existe!!!

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas?

Não é o bom velhinho!!!

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa?
Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes?
E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis!!!

Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe?
Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?
Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista?
Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel?...
Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado "Natal" existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

(Martha Medeiros)

sábado, 3 de outubro de 2009

Os Ombros Suportam o Mundo...


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Frases - Martin Luther King...


O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios.

É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver.


É errôneo servir-se de meios imorais para alcançar objetivos morais.

Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira.
O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.
Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.

O que vale não é o quanto se vive...mas como se vive..

Nós nao podemos nos concentrar somente na negatividade da guerra, mas tambem na positividade da paz.

Nós não somos o que gostaríamos de ser.
Nós não somos o que ainda iremos ser.
Mas, graças a Deus,
Não somos mais quem nós éramos.

Saiba que seu destino é traçado pelos seus próprios pensamentos, e não por alguma força que venha de fora.
O seu pensamento é a planta concebida por um arquiteto para construir um edifício denominado prosperidade.
Você deve tornar o seu pensamento mais elevado, mais belo e mais próspero.

Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida.
A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo.
Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: "O que fiz hoje pelos outros?".

Quando os nossos dias se tornarem obscurecidos por nuvens negras e baixas, quando as nossas noites forem mais negras do que mil noites.
Lembremo-nos, que no universo a um grande e benigno poder, que e capaz de abrir caminho onde não há caminho, e de transformar o ontem sombrio num luminoso amanhã.

Não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo.
Que tal mudarmos o mundo começando por nós mesmos?.

Assaltei o Entardecer...


Ontem, roubei as palavras que não tinha, ao entardecer.
Ele nem se deu conta de tão atarefado que andava a arrumar a casa depois da festa de mais um dia.
Era preciso arrumar tudinho nos lugares certos, limpar o que restou do reboliço imprevisto da chuva, pintar o céu de vermelho, aproveitando os raios de sol já tão enfraquecidos pelo cansaço da luta, contra as nuvens pesadas e poderosas.
Era preciso adormecer as campainhas amarelas da Primavera, os brincos de princesa dos canteiros das casas da aldeia toda; convencer os passarinhos tagarelas, a calarem-se e a sossegarem nos seus ninhos, feitos lá nos ramos cimeiros das árvores.
E as estrelas?
Ninguém se lembrou ainda de as acender?
É preciso acender as estrelas e já!
Tudo tinha de estar perfeito para ela...
Por fim ela chegou, cintilante e arrebatadora, com o seu vestido de prata e o encanto dos olhares de espanto de todos, espelhado no brilho dos seus cabelos esvoaçantes de deusa da noite.
Foi por ela que o entardecer se distraiu e deixou que lhe roubasse estas palavras, com que agora vos descrevo o que realmente se passou.
A lua foi deusa e rainha, brilhou e encantou as almas mais sensíveis.
E mais uma vez, foi musa de poetas e aprendizes...
Até surgir este novo dia!
(Desc.Autor)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fábulas de Esopo - O Cavalo e o Lobo...


Um Lobo vindo de um campo de aveia encontrou no caminho um Cavalo, e assim falou para ele:

“Gostaria de dar uma sugestão ao senhor para ir até aquele campo. Ele está cheio de grãos de aveia selecionados, que eu guardei com cuidado apenas para lhe servir, pois sendo meu amigo, terei o maior prazer ao vê-lo mastigando.”

Ao que o cavalo lhe responde:

“Se aveia tem sido alimento para os Lobos, você jamais poderia alimentar sua barriga, apenas satisfazendo os seus ouvidos.”

(Esopo)


Moral da História:
Homens de má reputação, quando se prestam a fazer uma boa ação, não conseguem ter crédito.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Qual é o sentido da vida...?


( Um Vídeo para se entender o sentido da vida )

O sentido da vida; é viver em comunhão interior, em comunhão com o mundo e o cosmos...

Em comunhão com as forças da natureza, permitindo assim que a suave brisa do vento; que os aromas das flores; a beleza do arco-iris e a graça do colibri, exulte a melodia harmonioza de vosso coração...
O sentido da vida...
É perceber nos sorrisos inocentes das crianças a graça e a esperança da vida... É ver na alvorada de um novo dia a continuidade do canto dos pássaros, o movimento das nuvens e o alegre despertar de toda mãe natureza. Reconhecendo o eterno processo do renascimento da semente da vida em nós e nosso redor nos refletindo e nos dando o reconhecimento do nosso caminho.

É a vida dentro da fé, da luz, da unidade e do Amor Divino que existe em nós...
O sentido da vida seria, esta capacidade de reconhecer, sentir e viver este amor, esta luz, esta unidade em nós...e nos outros que nos trazem a complementação do reflexo divino e irradiar esta vibração a todas formas de vida nesta planeta...

Somos, portanto, o ponto focal onde se convergem as forças benéficas do Universo e a ele retornamos esta energia processada em nossa abertura de alma e receptividade ao amor supremo que se converge a nos. Podemos ser os Vaga-lumes da portabilidade de infinitas criações que se expandem no cosmos...
E assim teremos uma inexplicável sensação do amor divino e gratidão eterna pela nossas vidas e pela humanidade e ao criador/criatura da origem de tudo.

O sentido da vida pode ser entendido como o mergulho dos Albatroz, que se atiram das falésias marinhas, ao infinito oceano repleto de vida...
Ou a imagem da infinitude imensidão das águas jorrando dos céus em ciclos de constantes benções renovadoras, alimentando rios, lagoas, florestas e mares...
O sentido seria...a percepção da beleza contida em cada espécie de vida e no conjunto desta grande orquestra em sintonia no entrelace carmico, de um ordem incrivelmente harmoniza da. Teia de destinos que se cruzam como um tear arisco e assertivo.

Podemos ver o sentido da existência, na sombra que vai caminhante e lentamente se enfumaçando e dissolvendo ao contraste de um pôr do sol, por trás das montanhas que demarcam o horizonte...

Ou o sentido da vida pode ser algo tão simples como o fato de inspiração e expiração do ar para os nossos pulmões, como a sístole e diástole de nosso coração, ou como as mares...no sincronico ritmo de expansão e contração, tal como o universo. Sendo assim entramos neste mundo por uma inspiração profunda e choro de libertação e alegria e saímos dele com um último suspiro suave ou penoso conforme como vivemos, e tomamos consciência de nossas bagagens de vidas e vidas afins...Entramos e nos despedimos pelo sopro de Deus!

O sentido da vida, pode ser percebido e visto nos olhos dos apaixonados que cintilam como jóias raras e ígneas no enlace do amor; na devoção genuína e entregue dos fieis em suas preces, louvores e orações....Nos cânticos mântricos de tantas nações, e ou, no silêncio da meditação serena.

Vejo o sentido da vida, nos pequenos ou grandes gestos de solidariedade nobre e espontânea, na gratidão, no perdão e esquecimento de todo o passado marcado, na humildade de servir, e no sagrado direito de ser...quem tu és!

A vida aqui nesta dimensão é um pequenina parcela, é uma breviedade, e um grande oportunidade de realização e intregração com o todo. É dar a nossa contribuição, nosso pão de alma nutrida e nutrir outrem...

Temos uma eternidade pela frente, somos seres de uma grandeza e nobreza como o Sol, a Lua e as estrelas...Somos imortais; naturais e ao mesmo tempo de uma fragilidade que não tem idade, ou maturidade para vence-la, é melhor descobrir a força por detras da asa ferida...

A vida é um presente de Deus, do cosmo de um Amor Incondicional, seria,pois então o sentido dela o simples fato de Vive-lá. De se estar presente e se tornar um presente à vosso Deus...
Viver esta expressão divina de luz dentro deste maravilhoso templo de carne e ossos, com pele e todas as suas células em contínua ordenação para viver e aprender o máximo da vida, da existência e de si mesma...Esta expressão de Luz eterna contido em nós, o tempo todo!

O sentido da vida é a própria vida em si mesmo...viver com a vida, pela vida em nós, por nós e por " Ele "...

ALL - LOVE!
Autoria:
Rodrigo Goston D' Fernand
OM Shanty!

Enfim a Primavera...


"Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem,no momento que quiserem independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que outrora se entendeu e amou."
(Cecília Meireles)

sábado, 19 de setembro de 2009

Romeu e Julieta...


Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor ?
São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo,se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno ?
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora.
Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão.
Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool.
Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.
Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela especial e depois sumiu por semanas.
Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM.
Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta).
Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estria e celulite, histérica com muita coisa para fazer.
Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém.
Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.
Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro.
Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado.
Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta.
Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu.
Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo.
Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela.
Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas.
Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança.
Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta.
Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu.
Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha.
Por estas e outras que eles morreram se amando.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Búzios - Rio de Janeiro...




Búzios, como é mundialmente conhecido, é um município do estado do Rio de Janeiro localizado na Região dos Lagos.
É uma península com oito quilômetros de extensão e 23 praias, recebendo de um lado correntes marítimas do Equador e do outro correntes marítimas do pólo sul, o que faz com que tenha praias tanto de águas mornas quanto de águas geladas. Entre as principais praias, destacam-se Geribá, João Fernandes, Ferradura, Ferradurinha, Armação, Manguinhos, Tartaruga, Ossos, Tucuns, Brava e Olho-de-Boi, esta última reservada para a prática do nudismo.

A exploração turística e a ocupação imobiliária do local tiveram início após a fama internacional dada a Búzios pela atriz francesa Brigitte Bardot, que a visitou em 1964. Hoje, a cidade é tão visitada por turistas do mundo inteiro.

Búzios, com seus ventos fortes, é ideal para a prática de iatismo, e vôo livre. É uma cidade que abriga diversas culturas com um grande número de estrangeiros.

A história de Búzios é antiga, pouco conhecida pelos turistas que freqüentam a região. Em Búzios há uma relação com os estrangeiros que vem desde a época do descobrimento do Brasil. Segundo Cunha (1996), no século XVI eram os índios tupinambás que ocupavam esta área, onde praticavam a pesca, a caça e o cultivo de mandioca e de milho.

Eles mantiveram estreitas relações com corsários e contrabandistas franceses, que se escondiam na localidade para contrabandear madeiras de lei principalmente o pau-brasil (Caesalpinia echinata), e vender escravos. Em meados do século XVII, a vila foi invadida por franceses e ingleses. Foi base de piratas, ponto de de tráfico de pau-brasil e desembarque de escravos africanos. Ainda na Praia de Manguinhos pode-se apreciar o cais de pedras feito pelos escravos. Mais tarde, os franceses foram expulsos pelos portugueses após sangrentas disputas que dizimaram significativamente a população indígena. No século XVII ela era uma pequena vila de pescadores com vinte casas.

No fim do século, durante a guerra dos corsos, o navio "Vingadores", de bandeira corsa Argentina, bombardeou a costa de Búzios, como mostra o óleo sobre tela no Museu Histórico de Búzios, situado na Rua das Pedras. No final do século XIX e início do século XX, Búzios começou a receber imigrantes portugueses que se uniram ao grupo de pescadores locais, ensinando-lhes novas técnicas de pesca. Neste século, foi também criada a Armação dos peixes de Búzios que consistia numa estrutura para capturar peixes, ocasionando então o nome do balneário: Armação dos Búzios.

Também se caçava baleias para a extração de seu óleo que era usado tanto para a iluminação da cidade de Rio de Janeiro quanto para exportação. Os ossos dos animais capturados eram enterrados na praia ao lado da Praia da Armação, dando origem ao nome de uma das mais famosas praias de Búzios, a Praia dos Ossos. Tempos depois, a área foi destinada para lavoura, criação de gado e as atividades das grandes fazendas, sendo a pesca, neste trecho de litoral, terminantemente proibida. Terminada a proibição, a economia local permaneceu por longo período baseada na pesca e na agricultura em pequena escala, até meados do século XX, quando começaram a surgir atividades cujas características são totalmente diferentes das tradicionais: as relacionadas com o turismo.

A pacata aldeia de pescadores aos poucos foi se transformando num lugar de veraneio. No início os turistas alugavam as casas dos pescadores. A origem do turismo em Búzios remete aos anos de 1940/1950, quando a cidade se resumia a um pequeno vilarejo de pescadores. Começou a ser apreciada por representantes das elites carioca e paulista, que fizeram surgir as primeiras casas, concentradas até a década de 60 nas praias de Manguinhos e no atual Centro (praias do Canto e Armação).

Esses visitantes recebiam em suas casas amigos ilustres, incluindo políticos e artistas, muitos deles estrangeiros. Com isso, a fama da cidade foi crescendo entre pessoas de alta classe socio-conômica e de diversos países.

A silhueta de Búzios e suas paradisíacas praias, somadas a magia de seu astral, foram magnetizando seus visitantes que voltavam à seus países contando da energia e os encantos de esta península. No ano de 1973 a aldeia ainda se ligava a Cabo Frio com uma estreita estrada de terra, que nos tempos de chuva impedia de passar seu único ônibus diário. A fama de Búzios foi atraindo estrangeiros, particularmente argentinos e franceses, que se instalaram na cidade e foram abrindo diversos negócios.

Foi assim que a localidade recebeu a mais cobiçada atriz de cinema da época, a francesa Brigitte Bardot que na ocasião namorava Bob Zaguri, um marroquino que vivia no Brasil, e com ele se hospedou na casa do russo André Mouriaev, então representante da ONU no Rio de Janeiro. Este fato foi em 1964, sendo considerado um grande marco para a cidade. Naquele momento toda a imprensa mundial direcionou atenção para a isolada vila de pescadores, acompanhando todos os passos da atriz através de um informante lá instalado. O impacto foi tamanho que até hoje existem referências à celebridade em qualquer ponto da cidade, na divulgação turística e na vida local.

Mas a cidade passou realmente a se desenvolver como "cidade turística" a partir da "tomada dos argentinos", no fim dos anos 1970. Fugindo da crise econômica em seu país, muitos argentinos chegaram em Búzios com bastante dinheiro, compraram muitas propriedades e estabeleceram residências e negócios. Até hoje uma fração significativa do comércio e da hotelaria está nas mãos de argentinos, que são também figuras comuns na cidade como turistas.

Esta "tomada" foi também o fato dos europeus instalados no Brasil que acharam em Búzios um lugar paradisíaco como eles sempre sonharam. Europeus que hoje ainda são proprietários de casas, hotéis, bares e restaurantes.

A crise na Argentina desde os anos 90 limitou a vinda dos turistas argentinos. Hoje a população é essencialmente brasileira durante a baixa estação. Na alta estação Búzios é cosmopolita e viajantes do mundo inteiro disputam as praias de Búzios.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Os Quatro Fantasmas...


.Sabemos que vamos morrer.
.Somos livres para viver como desejamos.
.Nossa solidão é intrínseca.
.A vida não tem sentido.

Basicamente, isso. Nossas maiores angústias e dificuldades advêm da maneira como lidamos com nossa finitude, com nossa liberdade, com nossa solidão e com a gratuidade da vida.
Sábio é aquele que, diante dessas quatro verdades, não se desespera.
Realmente, não são questões fáceis. A consciência de que vamos morrer talvez seja a mais desestabilizadora, mas costumamos pensar nisso apenas quando há uma ameaça concreta: o diagnóstico de uma doença ou o avanço da idade. As outras perturbações são mais corriqueiras.
Somos livres para escolher o que fazer de nossas vidas, e isso é amedrontador, pois coloca responsabilidade em nossas mãos.
A solidão assusta, mas sabemos que há como conviver com ela: basta que a gente dê conteúdo à nossa existência, que tenhamos uma vontade incessante de aprender, de saber, de se autoconhecer.
Quanto à gratuidade da vida, alguns resolvem com religião, outros com bom humor e humildade.
O que estamos fazendo aqui?
Estamos todos de passagem...
Portanto, não aborreça os outros e nem a si próprio, trate de fazer o bem e de se divertir, que já é um grande projeto pessoal.
Volto a destacar: bom humor e humildade são essenciais para ficarmos em paz.
Os arrogantes são os que menos conseguem conviver com a finitude, a liberdade, com a solidão e com a falta de sentido da vida. Eles se julgam imortais, eles querem ditar as regras para os outros, eles recusam o silêncio e não vivem sem os aplausos e holofotes, dos quais são patéticos dependentes.
A arrogância e a falta de humor conduzem muita gente a um sofrimento que poderia ser bastante minimizado: bastaria que eles tivessem mais tolerância diante das incertezas.
Tudo é incerto, a começar pelo dia e a hora da nossa morte. Incerto é o nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só.
Enfim, incerta é a vida e tudo o que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos.
Tivemos a chance de existir.
De se relacionar.
De fazer tentativas.
O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte.
Muitos têm uma dificuldade tremenda em aceitar essa transitoriedade. Por isso a psicoterapia é tão benéfica. Ela estende a mão e ajuda a domar nosso medo.
Só convivendo com esses quatro fantasmas - finitude, liberdade, solidão e falta de sentido da vida - é que conseguiremos atravessar os dias de forma mais alegre e desassombrada.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Primavera está chegando...


A impressão que se tem é que com a chegada da Primavera a vida começa a voltar com mais intensidade.
A própria natureza se encarrega de deixar os dias mais bonitos, alegres, coloridos.
Os dias são mais claros e com temperaturas muito mais amenas.
Os pássaros anunciam com mais vigor a chegada de um novo dia.
As flores se encarregam em enfeitar todo e qualquer espaço.
As pessoas se tornam mais simpáticas e, como por encanto, começam a reaparecer.
Por incrível que pareça, tudo fica mais leve mais bonito e muito mais charmoso.
É hora então de voltar à vida com mais entusiasmo, disposição e dinamismo.
Hora de arrumar gavetas, guarda-roupas, armários, pois o cenário que está se apresentando pede roupas mais leves, tecidos menos pesados.
O tom escuro é substituído pelo colorido, a sobriedade pela descontração.
É interessante observar como nesta estação as pessoas se redescobrem...
A sensação é a de terem hibernado durante um longo período e, agora que a vida começa novamente se apresentar.

Que chegue a primavera!!!!!!!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Como Ser Legal...


Todo mundo quer ser legal, e todo mundo se ferra na empreitada.
É difícil ser legal o tempo inteiro.
A gente consegue ser legal a maior parte do tempo, mas aí faz uma besteira e pronto: tudo o que você fez de bom é imediatamente esquecido e você se torna apenas aquele que fez a grande besteira.
Aí você precisa de mais uns dois meses sendo exclusivamente legal para todo mundo esquecer da besteira.
E quando eles esquecem... você faz outra, claro.
Mas você é legal.
Você é simpático com os amigos, dá sempre uma força quando eles precisam.
Você puxa papo com o garçom, abre a porta do elevador para sua vizinha entrar, você acaricia a cabeça das criancinhas, você é fiel à sua namorada, você até empresta seus discos.
Você é 24 horas por dia legal, até o momento em que sua mãe pede para você almoçar na casa dela, você vai e diz que o suflê está intragável.
Está mesmo!!!
Mas ela diz que você fala isso só para implicar, aí você pede desculpas, aí ela diz que você nunca aparece e quando aparece é para reclamar, aí você diz para ela parar de fazer chantagem emocional e aí ela corre para o quarto chorando e você, que achava que sua mãe já estava na menopausa, descobre que ela ainda sofre de TPM.
Tem hora que é imprescindível chutar o balde.
Tem hora que é fundamental deixar a verdade nua e crua vir à tona.
Tem hora que você precisa dizer para sua namorada: eu te adoro, mas quero ficar sozinho hoje à noite, qual é o problema?
O problema é que ela passa a te odiar.
E você passa a achar que não tem vocação pra ser legal o tempo inteiro...
E é verdade!!!
Ninguém tem.
É cansativo... Desgastante...
Já somos legais à beça por tentar.
Tem gente que nem isso!!!

(Martha Medeiros)

Évora - Portugal...





Évora é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora, conhecida como a Capital do Alentejo.

Desde 1986, Évora tem o seu centro histórico classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, e é considerada uma das mais belas cidades portuguesas e uma das cidades portuguesas com maior qualidade de vida. A cidade tem o renome de "Cidade Museu".

Freguesias de Évora

Bacelo
Canaviais
Horta das Figueiras
Malagueira
Nossa Senhora da Boa Fé
Nossa Senhora da Graça do Divor
Nossa Senhora da Tourega,
Nossa Senhora de Guadalupe
Nossa Senhora de Machede
Santo Antão
São Bento do Mato
São Mamede
São Manços
São Miguel de Machede
São Sebastião da Giesteira
São Vicente do Pigeiro
Sé e São Pedro
Senhora da Saúde
Torre de Coelheiros

O nome Lusitano da cidade de Évora era Eburobrittium, provavelmente relacionado com a divindade celta Eburianus. A raiz etimológica viria do Celta *eburos, a árvore do Teixo. A cidade teve o nome de Ebora Cerealis durante a República Romana, tomando o nome de Liberalitas Julia no tempo do general Júlio César, sendo então já uma cidade importante, como o demonstram as ruínas de um templo clássico e os vestígios de muralhas romanas.

Conquistada aos Mouros em 1165 por Geraldo Sem Pavor, data em que se restaurou a sua diocese. Foi residência régia durante largos períodos, essencialmente nos reindados de D.João II, D.Manuel I e D.João III. O seu prestígio foi particularmente notável no século XVI, quando foi elevada a metrópole eclesiástica e foi fundada a Universidade de Évora (afecta à Companhia de Jesus), pelo Cardeal Infante D.Henrique, primeiro Arcebispo da cidade. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Povoar a Solidão...


Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância.
A sua é de que tamanho?
Difícil encontrar alguém que tenha uma solidão pequena, ajustada, do tipo baby look. Geralmente, a solidão é larga, esgarçada, como uma camiseta que poderia vestir outros corpos além do nosso. E costuma ser com outros corpos que se tenta combatê-la, mas combatê-la por quê?
Se nossa solidão pudesse ser visualizada, ela seria um vasto campo abandonado, um estádio de futebol numa segunda-feira de manhã.
Dói, mas tem poesia. Talvez seja por aí que devamos reavaliá-la: no reconhecimento do que há de belo na sua amplitude.
A solidão não precisa ser aniquilada, ela só precisa de um sentido.
Eu não saberia dizer que outra coisa mais benéfica há para isso do que livros. Uma biblioteca com mil volumes é um exército que não combate a solidão, mas a ela se alia.
A solidão costuma ser tratada como algo deslocado da realidade, como um tumor que invade um órgão vital.
Ah, se todos os tumores pudessem ser curados com amigos. Uma pessoa que não fez amigos não teve pela sua vida nenhum respeito.
Nossa solidão é nossa casa e necessita abrir horários de visita, hospedar, convidar para o almoço, cozinhar com afeto, revelar-se uma solidão anfitriã, que gosta de ouvir as histórias das solidões dos outros, já que todos possuem seus descampados.
A solidão não precisa se valer apenas do monólogo. Pode aprender a dialogar e deve exercitar isso também através da arte.
Há sempre uma conversa silenciosa entre o ator no palco e o sujeito no escuro da platéia, entre o pintor em seu ateliê e o visitante do museu, entre o escritor e o seu leitor desconhecido.
Ah, os livros, de novo. De todos os que preenchem nossa solidão, são os livros os mais anárquicos, os mais instigantes.
Leia, e seu silêncio ganhará voz...
Às vezes, tratamos nosso isolamento com certa afetação. Acendemos um cigarro na penumbra da sala, botamos um disco dilacerante e aguardamos pelas lágrimas. Já fizemos essa cena num final de domingo - tem dia mais solitário?
É comum que a gente entre na fantasia de que nossa solidão daria um filme noir, mas sem esquecer que ela continuará conosco amanhã e depois de amanhã, deixando de ser charmosa e nos acompanhando até o supermercado.
Suporte-a com bom humor ou com mau humor, mas não a despreze.
Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância. Em vez de tentar expulsá-la, habite-a com espiritualidade, estética, memória, inspiração, percepções.
Não será menos solidão, apenas uma solidão mais povoada.
Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão, escreveu Baudelaire.

Ah, os livros, outra vez.

(Martha Medeiros)