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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ostuni - Itália





Ostuni é uma bela cidade na província de Brindisi (Puglia). A região ao redor de Ostuni tem sido habitada desde a Idade da Pedra e tem a fama de ter sido originalmente estabelecida pelo Messapii , uma tribo pré-clássico, e destruído por Hannibal durante as Guerras Púnicas. Foi então reconstruída pelos gregos e o seu nome que dizer ("nova cidade").
Após a queda do Império Romano do Ocidente, em 996 a cidade tornou-se parte de Lecce. A partir de 1300-1463 era parte do Principado de Taranto e em 1507 (juntamente com Villanova e Grottaglie ) passou a Isabella, duquesa de Bari, esposa de Gian Galeazzo Sforza, duque de Milão. Sob a influência de Isabella, Ostuni desfrutou de uma idade de ouro dentro do panorama mais amplo do Renascimento italiano.
Neste período foi dada proteção aos humanistas e as pessoas da arte e letras, incluindo o bispo Giovanni Bovio. Isabella morreu em 1524 e passou Ostuni como dote a sua filha Bona Sforza. Em 1539, ela tinha torres construídas ao longo de todo o litoral, como proteção contra os ataques dos turcos.
Ostuni é considerada uma jóia arquitetônica, e é comumente referida como "Cidade Branca" ("La Città Bianca", em italiano).
No Verão Ostuni é um destino popular para turistas de todo o mundo. A população aumenta de cerca de 30.000 habitantes no inverno para cerca de 100.000.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Você sabe o que são "Trulli" ?




Os trulli são antigas construções de pedra, com telhados cônicos, comuns em uma parte da região italiana (Puglia), mais precisamente na cidade de Alberobello.
Dizem que antigamente os trulli eram utilizados para evadir a cobrança de impostos sobre as casas. Ao se aproximarem os cobradores, os tetos podiam ser facilmente desmontados com a retirada da pedra-chave do topo, fazendo uma casa passar por um depósito ou construção abandonada, e depois reconstruídos. Os trulli são decorados com figuras de significados mágico, espiritual e supersticioso.
Os trulli são considerados Patromônio da Humanidade pela UNESCO.

Site: http:// http://www.alberobello.net/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cabo Frio...




Cabo Frio é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, muito conhecido por suas atrações turísticas. Possui algumas das praias mais belas do Brasil.

Praia do Forte...
A principal praia de Cabo Frio também é conhecida como praia da Barra e tem 7,5 km de extensão.
A praia é um dos cartões-postais da cidade e point de jovens e turistas. Em seu extremo esquerdo fica o Forte de São Mateus do Cabo Frio, construção do século XVII.
De mar aberto, a praia foi considerada por velejadores internacionais como a maior raia do mundo para a prática do esporte.

Praia do Peró...
Distante 7 km do centro de Cabo Frio, a praia do Peró tem 7 km de extensão e é separada da praia das Conchas por um pequeno canal. Suas águas são límpidas e a temperatura em torno dos 22º, própria para a prática do surf.

Praia das Conchas...
É frequentada pelos aficionados pela pesca de arremesso. Os peixes mais capturados nesta praia são badejo, anchova e tainha. O lugar oferece também uma bela vista das ilhas de Cabo Frio. Em toda sua orla existem quiosques, restaurantes e música ao vivo.

Praia de São Bento...
Localizada a 700 metros do centro, de formação lacustre, banhado pelo Canal do Itajuru e têm 400 metros de extensão. A área em torno da praia é residencial. Dela se avista o bairro da Gamboa e a Ponte Feliciano Sodré e a Nova Ponte.

Praia do Siqueira...
Localizada à 5 km do centro. Nela se concentra a pesca do camarão. A praia é lacustre. Em torno dela se encontra a Igreja de São Pedro e a Praça Júlia Fonseca.
Situada às margens da Lagoa de Araruama, a praia do Siqueira possui calçadão iluminado e quiosques com música ao vivo.
A praia tem 2 km de extensão e suas águas têm temperatura entre 24°C à 26°C.

Praia do Sudoeste...
Próxima ao Aeroporto de Cabo Frio, a praia do Sudoeste faz parte da Lagoa de Araruama. Própria para piqueniques, também possui alta salinidade, o que requer muito cuidado na exposição ao sol.

Praia das Dunas...
A praia mais apropriada para a prática do surf, pela força de suas ondas, é cercada por enormes dunas de areias brancas.
O acesso pode ser feito pelo bairro do Braga ou ainda seguindo até o final da Praia do Forte. É recomendado cuidado no banho de mar nesta praia, onde é grande a presença de redemoinhos, formados por correntezas.

Praia do Foguete...
Famosa por suas águas frias, é uma praia de águas profundas e bastante perigosa por suas correntezas. No entanto, a praia é boa opção para quem quer tranquilidade, pois não é muito frequentada como a praia do Forte.
Fica no km 4 da estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo.

Praia das Palmeiras...
Situada no bairro das Palmeiras, distante 3 km do centro, a praia das Palmeiras fica na Lagoa de Araruama e é própria para a captura de camarão e siri. Em sua paisagem encontram-se muitas embarcações de pesca. No local existem quiosques e barracas com aperitivos, pescados da região e música ao vivo.
Também podem ser encontradas grandes quantidades de conchas. A praia é cercada por altas palmeiras e coqueiros, que deram nome ao bairro.


Praia Brava...
Cercada por escarpas de uns 20m de altura, e com 400m de extensão, a Praia Brava tem à sua frente a Ilha dos Papagaios, um local bastante selvagem. Com águas claras e muito agitadas, é a praia a onde se pratica o nudismo. É também muito procurada por surfistas.
Está situada entre a Ponta do Peró e o Morro do Farolete (Ogiva). O final do percurso é feito a pé, por uma trilha de pedra em terreno em declive.

Ilha do Japonês...
Entre as inúmeras ilhas de Cabo Frio, destacam-se a Ilha dos Anjos, onde se pesca o melhor camarão da região; a Ilha dos Pargos, rica em anchovas; Ilha Dois Irmãos, Ilhas dos Papagaios, Ilha do Japonês, famosa por proporcionar trilhas para caminhadas, e Ilha Comprida, apropriada para a prática do mergulho e pesca submarina. Durante a noite, em geral nos meses de verão, é comum a prática de arrasto de camarão sob a luz de lanternas.

Turismo...

Forte de São Mateus do Cabo Frio foi construído pelos portugueses entre 1616 e 1620 com o objetivo de defender a costa contra franceses, ingleses e holandeses ávidos pela imensa quantidade de Pau-Brasil que havia na região. Visitar o Forte é como dar uma volta no passado e ver um pouco da história desta terra. Os canhões, utilizados nas inúmeras batalhas, ainda se encontram voltados para o mar, como se estivessem prontos para defender o município de novos ataques.
A casa onde os soldados viviam, serve hoje como um espaço para artesãos mostrarem seus trabalhos.
Do Forte se tem uma belíssima e completa vista de toda a extensão da praia do Forte até Arraial do Cabo. Do lado oposto à praia, pode-se ver a Ilha do Japonês, local pouco explorado, com pescadores em seus barcos pequenos e coloridos e embarcações maiores que seguem para alto mar.
Uma bela visão do Forte se pode ter a noite, admirando-o de longe, com sua iluminação especial e colorida, que refletida nas águas calmas da praia é um espetáculo a parte.

Bairro da Passagem ainda mantém características da época da fundação do município, pois ai surgiram as primeiras construções. Suas riquezas arquitetônicas e históricas transformaram o local em um interessante ponto turístico.
O bairro surgiu como um ponto de apoio na travessia para o Canal do Itajurú.
Um belo passeio é caminhar pelas ruas estreitas e ainda com calçamento antigo, para se poder apreciar a beleza das construções antigas, as casas em estilo colonial do século passado, com suas janelinhas baixas, lampiões, todas tombadas pelo Patrimônio Histórico. Algumas destas casas ainda conservam as famosas telhas moldadas nas coxas das escravas grávidas.
A Passagem tornou-se uma vila de pescadores, após o núcleo urbano do município ter sido transferido para o Centro.
A Igreja de São Benedito, construída em 1701, faz parte do patrimônio que este bairro abriga. A capelinha foi construída especialmente para os negros, e prima pela simplicidade.
Na pracinha, onde fica a Igreja, pode-se desfrutar de barzinhos, que além de servirem sopas e aperitivos deliciosos, colocam suas mesinhas na praça com direito a música ao vivo e dança. Vale a pena conferir.
Seguindo pela Avenida Assunção até o final é só virar à direita ou seguir pela Avenida do Contorno, até o final da Praia do Forte e virar à esquerda e você chega a Passagem.

Monumento do Anjo Caído, localizado no meio do Canal do Itajurú, no bairro do Portinho. O monumento leva este nome por apresentar na coluna que o sustenta uma inclinação, devido ao movimento e força das marés. O Anjo foi esculpido em pedra sobre uma coluna de 9 metros de altura, em homenagem a abertura do Canal Artificial Palmer, no início deste século.

Espaço Charitas, Museu e Casa de Cultura José de Dome, já foi orfanato, numa época em que crianças eram abandonadas com certa freqüência, havia ai uma roda onde eram colocados esses bebês, e retirados do outro lado, onde recebiam abrigo, alimentação e educação.
Construído em 1837, recebeu este nome Charitas (pronuncia-se Cáritas) ou Casa de Caridade e é hoje, um espaço com atividades culturais permanentes. Promove oficinas, seminários e cursos durante todo o ano, além de apresentar espetáculos de teatro, música e dança. Ai se encontra também, em exposição permanente, a obra do artista plástico José de Dome, que viveu longo período em Cabo Frio.

Carnaval de Cabo Frio é um dos mais tradicionais do interior do estado do Rio de Janeiro, sendo o segundo carnaval do estado atrás apenas da capital, tem movimentando muitos foliões que se organizam no Cabofolia, no final do mês de janeiro e do desfile das escolas de samba, em fevereiro.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pico do Jaraguá - São Paulo...



Está é a visão que tenho da janela do meu quarto. Já fiz muitas fotos e com certeza não tenho duas totalmente iguais. É um privilégio morar nesse espaço em que a o concreto ainda não conseguiu alcançar.



De cima do Pico do Jaraguá, temos a visão da cidade de São Paulo.



Aqui!!! Esse malandrinho é o chefe de muitos outros que ficam atrás de comida. São muito lindos.

O pico do Jaraguá é o ponto culminante da cidade de São Paulo, elevando-se a uma altitude de 1.135 metros. Situa-se no extremo oeste da serra da Cantareira.
Nos seus arredores foi criado o Parque Estadual do Jaraguá, para conservação da área.
No topo, há duas grandes antenas, sendo uma de televisão, e pequenas instalações comerciais e locais destinados a estacionamento de veículos.
Ao se atingir o topo, tem-se uma visão principalmente da parte oeste da Grande São Paulo.
Junto à antena de televisão, existe uma grande escadaria que permite subir ainda mais, ladeada por um bondinho que se destina ao transporte de pessoas e materiais para manutenção da antena.

As primeiras notícias que se tem do local é que nele estava estabelecido o português Afonso Sardinha, caçador de índios, traficante, que descobriu vestígios de ouro no ribeirão Itaí, no pico, por volta de 1580. No entanto, como os índios dominavam a região, travaram-se numerosas guerras contra os nativos da terra. A mineração, portanto, só teve início dez anos depois. O ouro do Jaraguá foi explorado até o esgotamento, no século XIX. Os garimpeiros deixaram visíveis marcas de sulcos e escavações nas rochas do pico.

Em 1946, a Prefeitura de São Paulo transformou o pico do Jaraguá em ponto turístico da cidade. Em 1961, foi criado o Parque Estadual do Jaraguá, onde os visitantes podem conhecer as pias de lavagem manual do ouro ao lado das ruínas do grande casarão do próprio Afonso Sardinha. Esse parque foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico) em 1983.

Em 1994, o Parque Estadual do Jaraguá foi tombado pelo Patrimônio da Humanidade pela Unesco, passando a integrar a Zona Núcleo do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, Reserva da Biosfera.

Ainda hoje existem na entrada do Parque do Pico do Jaraguá uma aldeia formada pelos descendentes de tribos indígenas que moram no local.
A aldeia mantém a língua e os costumes guaranis e sobrevive do artesanato.

O parque contém oito trilhas, no entanto hoje em dia apenas uma trilha está aberta ao publico, a Trilha do Pai Zé. As outras estão fechadas para recuperação natural e poderão ser reabertas após avaliação. Algumas dessas trilhas estão em locais perigosos onde já ocorreram acidentes graves, recomendando-se não se aventurar fora das trilhas abertas ao público.

http://www.picodojaragua.com.br/

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Búzios - Rio de Janeiro...




Búzios, como é mundialmente conhecido, é um município do estado do Rio de Janeiro localizado na Região dos Lagos.
É uma península com oito quilômetros de extensão e 23 praias, recebendo de um lado correntes marítimas do Equador e do outro correntes marítimas do pólo sul, o que faz com que tenha praias tanto de águas mornas quanto de águas geladas. Entre as principais praias, destacam-se Geribá, João Fernandes, Ferradura, Ferradurinha, Armação, Manguinhos, Tartaruga, Ossos, Tucuns, Brava e Olho-de-Boi, esta última reservada para a prática do nudismo.

A exploração turística e a ocupação imobiliária do local tiveram início após a fama internacional dada a Búzios pela atriz francesa Brigitte Bardot, que a visitou em 1964. Hoje, a cidade é tão visitada por turistas do mundo inteiro.

Búzios, com seus ventos fortes, é ideal para a prática de iatismo, e vôo livre. É uma cidade que abriga diversas culturas com um grande número de estrangeiros.

A história de Búzios é antiga, pouco conhecida pelos turistas que freqüentam a região. Em Búzios há uma relação com os estrangeiros que vem desde a época do descobrimento do Brasil. Segundo Cunha (1996), no século XVI eram os índios tupinambás que ocupavam esta área, onde praticavam a pesca, a caça e o cultivo de mandioca e de milho.

Eles mantiveram estreitas relações com corsários e contrabandistas franceses, que se escondiam na localidade para contrabandear madeiras de lei principalmente o pau-brasil (Caesalpinia echinata), e vender escravos. Em meados do século XVII, a vila foi invadida por franceses e ingleses. Foi base de piratas, ponto de de tráfico de pau-brasil e desembarque de escravos africanos. Ainda na Praia de Manguinhos pode-se apreciar o cais de pedras feito pelos escravos. Mais tarde, os franceses foram expulsos pelos portugueses após sangrentas disputas que dizimaram significativamente a população indígena. No século XVII ela era uma pequena vila de pescadores com vinte casas.

No fim do século, durante a guerra dos corsos, o navio "Vingadores", de bandeira corsa Argentina, bombardeou a costa de Búzios, como mostra o óleo sobre tela no Museu Histórico de Búzios, situado na Rua das Pedras. No final do século XIX e início do século XX, Búzios começou a receber imigrantes portugueses que se uniram ao grupo de pescadores locais, ensinando-lhes novas técnicas de pesca. Neste século, foi também criada a Armação dos peixes de Búzios que consistia numa estrutura para capturar peixes, ocasionando então o nome do balneário: Armação dos Búzios.

Também se caçava baleias para a extração de seu óleo que era usado tanto para a iluminação da cidade de Rio de Janeiro quanto para exportação. Os ossos dos animais capturados eram enterrados na praia ao lado da Praia da Armação, dando origem ao nome de uma das mais famosas praias de Búzios, a Praia dos Ossos. Tempos depois, a área foi destinada para lavoura, criação de gado e as atividades das grandes fazendas, sendo a pesca, neste trecho de litoral, terminantemente proibida. Terminada a proibição, a economia local permaneceu por longo período baseada na pesca e na agricultura em pequena escala, até meados do século XX, quando começaram a surgir atividades cujas características são totalmente diferentes das tradicionais: as relacionadas com o turismo.

A pacata aldeia de pescadores aos poucos foi se transformando num lugar de veraneio. No início os turistas alugavam as casas dos pescadores. A origem do turismo em Búzios remete aos anos de 1940/1950, quando a cidade se resumia a um pequeno vilarejo de pescadores. Começou a ser apreciada por representantes das elites carioca e paulista, que fizeram surgir as primeiras casas, concentradas até a década de 60 nas praias de Manguinhos e no atual Centro (praias do Canto e Armação).

Esses visitantes recebiam em suas casas amigos ilustres, incluindo políticos e artistas, muitos deles estrangeiros. Com isso, a fama da cidade foi crescendo entre pessoas de alta classe socio-conômica e de diversos países.

A silhueta de Búzios e suas paradisíacas praias, somadas a magia de seu astral, foram magnetizando seus visitantes que voltavam à seus países contando da energia e os encantos de esta península. No ano de 1973 a aldeia ainda se ligava a Cabo Frio com uma estreita estrada de terra, que nos tempos de chuva impedia de passar seu único ônibus diário. A fama de Búzios foi atraindo estrangeiros, particularmente argentinos e franceses, que se instalaram na cidade e foram abrindo diversos negócios.

Foi assim que a localidade recebeu a mais cobiçada atriz de cinema da época, a francesa Brigitte Bardot que na ocasião namorava Bob Zaguri, um marroquino que vivia no Brasil, e com ele se hospedou na casa do russo André Mouriaev, então representante da ONU no Rio de Janeiro. Este fato foi em 1964, sendo considerado um grande marco para a cidade. Naquele momento toda a imprensa mundial direcionou atenção para a isolada vila de pescadores, acompanhando todos os passos da atriz através de um informante lá instalado. O impacto foi tamanho que até hoje existem referências à celebridade em qualquer ponto da cidade, na divulgação turística e na vida local.

Mas a cidade passou realmente a se desenvolver como "cidade turística" a partir da "tomada dos argentinos", no fim dos anos 1970. Fugindo da crise econômica em seu país, muitos argentinos chegaram em Búzios com bastante dinheiro, compraram muitas propriedades e estabeleceram residências e negócios. Até hoje uma fração significativa do comércio e da hotelaria está nas mãos de argentinos, que são também figuras comuns na cidade como turistas.

Esta "tomada" foi também o fato dos europeus instalados no Brasil que acharam em Búzios um lugar paradisíaco como eles sempre sonharam. Europeus que hoje ainda são proprietários de casas, hotéis, bares e restaurantes.

A crise na Argentina desde os anos 90 limitou a vinda dos turistas argentinos. Hoje a população é essencialmente brasileira durante a baixa estação. Na alta estação Búzios é cosmopolita e viajantes do mundo inteiro disputam as praias de Búzios.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Évora - Portugal...





Évora é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora, conhecida como a Capital do Alentejo.

Desde 1986, Évora tem o seu centro histórico classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, e é considerada uma das mais belas cidades portuguesas e uma das cidades portuguesas com maior qualidade de vida. A cidade tem o renome de "Cidade Museu".

Freguesias de Évora

Bacelo
Canaviais
Horta das Figueiras
Malagueira
Nossa Senhora da Boa Fé
Nossa Senhora da Graça do Divor
Nossa Senhora da Tourega,
Nossa Senhora de Guadalupe
Nossa Senhora de Machede
Santo Antão
São Bento do Mato
São Mamede
São Manços
São Miguel de Machede
São Sebastião da Giesteira
São Vicente do Pigeiro
Sé e São Pedro
Senhora da Saúde
Torre de Coelheiros

O nome Lusitano da cidade de Évora era Eburobrittium, provavelmente relacionado com a divindade celta Eburianus. A raiz etimológica viria do Celta *eburos, a árvore do Teixo. A cidade teve o nome de Ebora Cerealis durante a República Romana, tomando o nome de Liberalitas Julia no tempo do general Júlio César, sendo então já uma cidade importante, como o demonstram as ruínas de um templo clássico e os vestígios de muralhas romanas.

Conquistada aos Mouros em 1165 por Geraldo Sem Pavor, data em que se restaurou a sua diocese. Foi residência régia durante largos períodos, essencialmente nos reindados de D.João II, D.Manuel I e D.João III. O seu prestígio foi particularmente notável no século XVI, quando foi elevada a metrópole eclesiástica e foi fundada a Universidade de Évora (afecta à Companhia de Jesus), pelo Cardeal Infante D.Henrique, primeiro Arcebispo da cidade. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cascais...





Cascais é uma vila portuguesa. Situa-se a cerca de 30 minutos de Lisboa, junto à orla marítima. É a quinta vila mais populosa de Portugal (depois de Algueirão-Mem Martins, Corroios, Rio de Mouro e de Oeiras). Cascais tem-se recusado ser elevada a categoria honorifica de cidade, por motivos turísticos.

Há pouco mais de um século, devido aos maus acessos, costumava dizer-se que a "Cascais, uma vez e nunca mais". Porém a vila de Cascais é, desde finais do século XIX um dos destinos turísticos portugueses mais apreciados por nacionais e estrangeiros uma vez que o visitante pode desfrutar de um clima ameno, das praias, das paisagens, da oferta hoteleira e gastronómica variada, animação.

As freguesias de Cascais são as seguintes:

Alcabideche
Carcavelos
Cascais
Estoril
Parede
São Domingos de Rana

Situada junto à costa, muito do seu património monumental relaciona-se com a defesa e a navegação. Como tal, em termos de arquitectura destacam-se os muitos fortes, situadas entre a praia do Abano e São Julião da Barra (já em Oeiras) e que foram, até ao século XIX, de extrema importância para a defesa de Lisboa. Além destes, destacam-se as muitas ruínas romanas e visigóticas (vilas e necrópoles), igrejas e capelas, bem como casas senhoriais da antiga nobreza portuguesa que, a partir dos finais do século XIX, começou a utilizar esta costa como área de veraneio.

De entre vários, destacam-se os seguintes:

Azenha de Atrozela.
Bases da muralha que ligava os dois baluartes da Praia da Ribeira.
Bateria Alta ao norte da Praia da Água Doce.
Capela de Nossa Senhora da Nazaré.
Capela Nossa Senhora da Graça.
Cidadela de Cascais, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz de Cascais e a Torre de Santo António de Cascais.
Cortinas de Atiradores.
Edifício na Avenida das Acácias, nº34 ou Vila Ralph.
Estação lusitana-romana dos Casais Velhos o Ruínas dos Casais Velhos.
Capela de Nossa Senhora da Conceição da Abóboda.
Cemitério Visigótico de Alcoitão.
Farol de Santa Marta.
Forte Novo (troço de muralha).
Forte de Crismina.
Forte do Guincho.
Forte de Oitavos ou Forte de São Jorge.
Forte de Nossa Senhora da Guia.
Forte de Nossa Senhora da Conceição (restos das muralhas).
Forte de São Teodósio ou Forte da Cadaveira.
Forte de São Pedro do Estoril (Forte da Poça).
Fonte de São João ou Cantinho de São João.
Forte de Santo António da Barra ou Forte Velho.
Forte de Santa Marta.
Grutas artificiais de Alapraia ou Necrópole Eneolítica de Alapraia.
Igreja Matriz de Cascais.
Igreja de São Domingos de Rana.
Marégrafo de Cascais.
Quinta de Manique ou Casa da Quinta de Manique ou Palácio de Manique ou Casa da Quinta do Marquês das Minas ou Quinta do Marquês de Minas.
Quinta da Torre D`Aguilha.
Vigia do Facho.
Villa Romana do Alto do Cidreira.
Villa Romana de Outeiro de Polima.
Villa Romana de Miroiços.
Villa Romana de Freiria.
Villa Romana de Casais Velhos.

Museus:

Casa Sommer.
Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal.
Palácio dos Condes de Castro Guimarães (Torre de São Sebastião).
Palácio do Duque de Palmela ou Palácio Palmela.
Quinta do Barão, incluindo o solar, jardins e adega.
Museu da Música Portuguesa.
Núcleo Museológico de Oitavos.
Torre de São Patrício (incluindo toda a área de jardim e mata), actual Casa-Museu Verdades Faria.

Nossa...um lugar que eu adoraria conhecer, um prato cheio de cultura.

domingo, 16 de agosto de 2009

Vaticano - Roma...





O Vaticano é uma cidade-estado e o menor Estado independente do mundo, encravado na zona norte de Roma.

Deve a sua existência ao fato de ser a residência oficial do Papa e de ser a sede da Igreja Católica e também da Igreja Católica de Rito Latino, a maior e a mais conhecida e numerosa das 23 Igrejas sui juris que constituem a Igreja Católica.

Originalmente, Vaticano era uma figura da mitologia romana que "abria a boca do recém nascido para que ele pudesse dar o primeiro grito, o primeiro choro". Era também o nome de uma das sete colinas de Roma onde se erguia o Circo de Nero. Lá São Pedro foi martirizado e sepultado.

A palavra Vaticanus e as suas variações, encontradas no dicionário latino-português de Geraldo de Ulhoa Cintra e José Cretela Junior, e outros dicionários de latino-português, todas elas estão relacionadas com o sentido de profecia.

Durante o processo de unificação da península, a Itália gradativamente absorveu os Estados Pontifícios. Em 1870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entram em Roma e incorporam a cidade ao novo Estado. Em 13 de março de 1871, Vítor Emanuel II ofereceu como compensação ao Papa Pio IX uma indenização e o compromisso de mantê-lo como chefe do Estado do Vaticano, um bairro de Roma onde ficava a sede da Igreja (as leis de garantia). O papa, consciente de sua influência sobre os católicos italianos e desejando conservar o poder da Igreja, recusa-se a reconhecer a nova situação e considera-se “prisioneiro” do poder laico. Além disso, proibiu os católicos italianos de votar nas eleições do novo reino.

Essa incómoda questão de disputas entre o Estado e a Igreja, chamada Questão Romana só terminou em fevereiro de 1929, quando o ditador fascista Benito Mussolini e o Papa Pio XI assinam o Tratado de Latrão, pelo qual a Itália reconhece a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano, declarado Estado soberano, neutro e inviolável.

Em 12 de fevereiro de 2009 Bento XVI participou das comemorações pelo 80º aniversário da fundação do Estado da Cidade do Vaticano. A RTE Orchestra acompanhada pela Our Lady's Choral Society, ambas de Dublín (Irlanda), interpretaram o oratório O Messias de Georg Friedrich Händel na "Aula Paulo VI". No final o Papa pronunciou um breve discurso dizendo que "se tratava de um pequeno território para uma grande missão".

A cultura do Vaticano é obviamente correspondente à cultura da Igreja Católica e o seu expoente são as obras de arquitectura como a Basílica de São Pedro, a Arquibasílica de São João Latrão, a Praça de São Pedro, a Capela Sistina e a coleção do Museu do Vaticano. O palácio onde reside o Papa tem 5 mil quartos, duzentas salas de espera, 22 pátios, cem gabinetes de leitura, trezentas casas de banho e dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas.

Visite este site: http://www.vatican.va/

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Curitiba - Brasil...




Curitiba é uma cidade brasileira, capital do estado do Paraná, localizada a 934,6 metros de altitude no primeiro planalto paranaense, a aproximadamente 90 quilômetros do Oceano Atlântico.
Segundo a revista norte-americana Reader's Digest, é a cidade com melhor qualidade de vida do Brasil. É a sétima cidade mais populosa do Brasil e a maior do sul do país, com uma população de 1.828.092 habitantes.
É a cidade principal da Região Metropolitana de Curitiba, formada por 26 municípios e que possui 3.172.357 habitantes sobre uma área de 15.447 km², o que a torna a oitava região metropolitana mais populosa do Brasil.

Um pouco da história...
Os primitivos autóctones do Primeiro Planalto Paranaense foram indígenas da tribo Tingüi, da nação Tupi-Guarani. Os primeiros povoadores de Curiliba chegaram no planalto em meados do século XVII em busca do ouro encontrado na região. Esses habitantes primitivos eram provenientes não só de São Paulo, mas também de Paranaguá, onde já haviam sido descobertas jazidas de ouro.

Além da exploração mineral, surgiu a criação de bovinos nos campos e uma lavoura de subsistência (para consumo dos próprios lavradores) nas terras de mata.

Em 1654, foi fundado o povoado de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. Ficava no local de encontro entre os mineradores e os criadores de gado. Em 1668, foi incorporado a Paranaguá. Em 1693, o povoado foi elevado a vila.

A data oficial da fundação de Curitiba é 29 de março de 1693. Fundada por Matheus Leme em razão dos "apelos de paz, quietação e bem comum", Matheus Leme fundou a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, posteriormente chamada de Curitiba. Também promoveu a primeira eleição da Câmara de Vereadores, como era exigido pelas Ordenações Portuguesas.

Mas a mineração não se desenvolveu por muito tempo e os mineradores começaram a se deslocar para Minas Gerais no fim do século XVII.

Século XVIII...
No século XVIII, a criação e o comércio de gado propiciaram a fixação de povoadores e o desenvolvimento da região de Curitiba. A vila ficava no caminho do gado, aberto em 1730, entre Rio Grande do Sul e Minas Gerais, para o comércio de bovinos e muares. Com a construção de uma nova estrada, que não cortava mais seus campos, a vila foi, por algum tempo, relegada ao isolamento.

Século XIX...
Panorama de Curitiba, em gravura de Jean-Baptiste Debret, por volta de 1850.Em 1820, já então chamada Nossa Senhora dos Pinhais de Curitiba. contava somente com 220 casas. Entretanto, o início da exploração e do comércio da erva-mate e da madeira provocou um novo impulso em seu crescimento. Vinte e dois anos depois, com 5.819 habitantes, era elevada a cidade.

Em 1853, foi criada a província do Paraná. No ano seguinte, já com o nome de Curitiba, foi escolhida para sua capital.

O governo provincial promoveu, então, a colonização através de imigrantes europeus, principalmente italianos e poloneses. Foram fundados, a partir de 1867, 35 núcleos coloniais nas terras de mata em torno dos campos de Curitiba. A cidade conheceu um novo surto de progresso. Desenvolveram-se as atividades agrícolas e iniciou-se a industrialização.

Século XX...
No século XX, após a Segunda Guerra Mundial, o progresso da cidade deveu-se, basicamente, à expansão do café, no norte do Paraná, e ao incentivo à agricultura, principalmente no oeste do estado.

Curitiba tem tradição urbanística a começar pelo Passeio Público, obra de o arquiteto Frederico Kirchgässner, iniciada no final do século XIX. Em 1943, o arquiteto e urbanista francês Donat-Alfred Agache (1875-1959), elaborou o Plano de Urbanização para Curitiba, o plano Agache, em 1943, visível ainda hoje no Centro Cívico da cidade, com um urbanismo e arquitetura arrojada para os padrões brasileiros da época. Em 1965, o prefeito Ivo Arzua Pereira cria o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba IPPUC, onde trabalhava o futuro prefeito de Curitiba Jaime Lerner, indicado em 1971.

Visite este site: http://www.artes.trilhas.com/

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Funchal - Portugal...



O Funchal é uma cidade portuguesa na ilha da Madeira, capital da Região Autónoma da Madeira, sendo a nona mais populosa cidade de Portugal, tem 76,25 km² de área, subdividindo-se em 10 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Santana, a nordeste por Machico, a leste por Santa Cruz e a oeste por Câmara de Lobos, sendo banhado pelo Oceano Atlântico a sul.

As freguesias do Funchal são as seguintes:

Imaculado Coração de Maria
Monte
Santa Luzia
Santa Maria Maior
Santo António
São Gonçalo
São Martinho
São Pedro
São Roque


As ilhas Selvagens também dependem administrativamente do concelho do Funchal, embora não constituam qualquer freguesia. As Desertas dependem da vizinha Santa Cruz.

O povoamento iniciou-se em 1424, quando a ilha da Madeira foi dividida em duas capitanias. A capitania do Funchal coube a João Gonçalves Zarco que aqui se fixou com os seus familiares. A designação de Funchal deve-se à abundância de funcho na área do primitivo burgo, que se alargava até à beira-mar. Devido à sua posição geográfica, à existência de um bom porto marítimo e à produtividade dos seus solos, desde cedo constituiu-se num importante núcleo de desenvolvimento da ilha.

A povoação recebeu o primeiro foral entre 1452 e 1454, sendo elevada a vila e a sede de concelho. Pouco depois, em 1508 foi elevada a cidade.

Entre os acontecimentos marcantes no concelho podem-se mencionar o ataque de corsários franceses em 1566, sob o comando de Bertrand de Montluc, gentil-homem da corte de Carlos IX de França e filho segundo do marechal Blaise de Montluc. No mês de Setembro, embarcou em Bordeaux uma força de cerca de mil e duzentos homens, em três navios de alto-bordo e oito embarcações menores. Esta armada saqueou o Porto Santo, notícia que logo passou à Madeira, levando as vilas de Machico e de Santa Cruz a armarem-se para a eventualidade. No Funchal, por determinação do então governador, Francisco Gonçalves da Câmara, não se tomou qualquer tentativa que fosse considerada como hostil.

A armada, entretanto, ancorou na praia Formosa, desembarcando uma força de cerca de 800 homens, que marchou sobre a cidade em três colunas, sem encontrar resistência até à ponte de São Paulo. Na altura da ponte foram confrontados por uma pequena força da fortaleza, com algumas peças de artilharia de pequeno calibre, que em pouco tempo debandaram. Na altura da rua da Carreira, foram combatidos por um pequeno grupo de franciscanos, que foi rapidamente abatido. A fortificação do Funchal foi então assaltada pelo lado de terra, onde a condição de defesa era precária e, sem que se conseguissem reposicionar as pesadas peças apontadas para o mar, sucumbiu. A cidade sofreu então um violento saque de quinze dias, a que quase nada escapou.

Após esse episódio, no ano seguinte era remetido para o Funchal o arquiteto militar Mateus Fernandes (III), tendo se procedido a partir de então a uma profunda modificação do sistema defensivo da cidade. A visão desse profissional encontra-se registada no chamado "Mapa de Mateus Fernandes" (1573), considerado a mais antiga planta conhecida do Funchal.[1] De cariz militar, esse documento enfatiza as defesas da cidade, com vistas ao planeamento de uma vasta fortificação para o morro da Pena.

A nível de património arquitectónico destacam-se: Igreja e Mosteiro de Santa Clara, construídos entre 1489 e 1496, em estilo hispano-árabe, o Fortaleza-Palácio São Lourenço da primeira metade do século XVI, a Sé Catedral, projectada por Pêro Anes a mando do rei Manuel I de Portugal e que tem um dos mais belos tectos de Portugal feitos com a madeira da Ilha, contém uma mistura de estilos arquitectónicos: o flamengo, com linhas góticas e características do estilo Manuelino foi terminada em 1514 ano em que é também elevada a bispado. Edifícios também importantes são: o paço episcopal, o palácio do governo regional, a câmara municipal do Funchal, o teatro Baltasar Dias, os museus das Cruzes, Municipal e de Arte Sacra.

No século século XVII assinala-se a instalação de comerciantes vinícolas ingleses que modificaram os modos de vida, a morfologia arquitéctonica e o desenvolvimento económico da cidade.

Algumas personalidades marcantes que passaram pelo Funchal foram: Elizabeth Wittelsbach, conhecida como Sissi imperatriz da Áustria (1837 - 1898) que procurou esta cidade por motivos de lazer e de saúde, Carlos I, Imperador da Áustria e rei da Hungria, marechal polaco Józef Piłsudski para recuperar a sua saúde, Winston Churchill que passou pelo Funchal de férias onde pintou alguns quadros, Fulgêncio Batista que fez uma escala no Funchal para o exílio em Espanha.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vasto - Itália...





Vasto é uma comuna italiana da região dos Abruzos, província de Chieti, estende-se por uma área de 70 km2. Faz fronteira com Casalbordino, Cupello, Monteodorisio, Pollutri, San Salvo.
Está localizada às margens do Mar Adriático, na costa leste italiana.

Segundo a tradição local a cidade teria sido fundada pelo herói grego Diomedes, rei da Etólia, que ali se teria auto-exilado finda a guerra de Tróia. Escavações arqueológicas na região encontraram artefatos que evidenciam a presença humana desde pelo menos 1300 A.C.

Chamada Histonium na antigüidade, constituía importante centro comercial e portuário da tribo dos Frantanianos, sendo posteriormente conquistada pelo Império Romano. Apesar de nunca ter atingido o status de colônia, permanecendo apenas como municipio, trabalhos arquelógicos no local revelam ter se tratado de uma rica e opulenta cidade, tendo sido encontrados vestígios de banhos, teatros e outros prédios públicos, além de mosaicos, colunas e estátuas de granito e mármore.

Dentre as numerosas inscrições encontradas no local, uma das mais curiosas é a que registra o episódio em que um rapaz de apenas 30 anos, L. Valerius Pudens, vencedor de um prestigioso concurso de poesia ocorrido no templo de Jupiter Capitolino, em Roma.

O nome Histonium é também encontrado em itinerários de embarcações do século IV, e muito provavelmente nunca cessou de existir navegação nesta região, a despeito de sucessivas devastações impingidas por Godos, Lombardos, Francos e posteriormente árabes à comuna.

Historiadores discutem se, quando o grego Estrabão faz referência a uma certa Ortonium, terra de piratas da pior espécie, ferozes e brutais, estaria referindo-se a Histonium, atual Vasto, ou a Ortona, também em Chietti. O fato é que com a queda do Império Romano do Ocidente, a cidade caiu sob domínio lombardo, sendo posteriormente tomada pelos francos. Em 1076 Histonium foi rebatizada Guastaymonis em homenagem ao militar francês Guasto d’Aymone de Dordona, que depois da conquista e da devastação da cidade sob o seu exército, a fez reconstruir. Seu nome gradualmente chegou a Vasto d'Ammone, continuando a sofrer variações até atingir sua forma atual, Vasto.

No século XV a cidade teve sua estrutura urbana transformada pelo condottiero Giacomo Caldora, então senhor da cidade. A família Caldora é responsável pela construção de diversas obras ainda presentes na cidade, como suas muralhas, a Torre Bassano, a Piazza Rossetti, a Torre Diomede in Vico Storto del Passero, a Torre Diamante, a Piazza Verdi e a Porta Catena, além do Castello Caldoresco e seus primeiros postos defensivos.

Sob domínio espanhol, presente em todo sul da Itália, Vasto tornou-se feudo dos Marqueses de Avalos, atingindo seu apogeu sob a administração de Cesare Michelangelo.

Além do intenso crescimento industrial e comercial observado no pós-guerra, nas últimas décadas a cidade de Vasto tem investido fortemente no setor turístico, amparado em suas belas praias, às margens do Adriático, e em seu milenar história.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Roma - Catacumbas...



Catacumbas eram os locais que serviam de cemitério subterrâneo aos primeiros aderentes do cristianismo, para quem a fé se baseava na esperança da vida eterna após a morte.
Nos primeiros 200 anos da nova religião, antes de Constantino, é provável que tenham existido vários centros artísticos com estilos artísticos próprios, como Alexandria e Antióquia, mas é em Roma que se revelam as primeiras pinturas murais em catacumbas. É nesta constante aspiração ao Paraíso que o ritual funerário do enterro, e a consequente manutenção da sepultura, vai ser o elemento chave das primeiras representações da arte cristã.

As catacumbas de Roma serviram de local de sepultamento para os cristãos de Roma, antes do Édito de Milão. Ainda hoje algumas catacumbas estão abertas para turistas.

Uma das catacumbas mais visitadas em todo o mundo é a de São Calisto. Fica na região central de Roma, Itália. Conta-se que vinte mil pessoas estão enterradas lá. Ela ocupa cerca de cinco andares abaixo da terra. Mais de vinte quilómetros (20Km) de corredores levam aos diversos túmulos, onde descansam os corpos de pessoas que viviam na época de Jesus Cristo. Os autocarros não podem circular próximo ao local por causa do perigo de desmoronamento.
As catacumbas mais famosas são as de São Calisto e a de Santa Priscila.

As catacumbas foram construídas ao longo das estradas romanas, como a via Appia, via Ostiense, via Labicana, via Tiburtina e via Nomentana. Existiram também em Roma catacumbas hebraicas, como a da Vigna Randanini e Villa Torlonia.

Existem 40 catacumbas nos arredores de Roma, entre elas:

Catacumba de Giordani
Catacumba de São Marcelino e Pedro
Catacumba de Comodila
Catacumba de Domitila
Catacumba de Generosa
Catacumba de Pretestato
Catacumba de Priscila
Catacumba de São Calixto
Catacumba de São Lourenço
Catacumba de São Nicomede
Catacumba de São Pancrazio
Catacumba de São Sebastião
Catacumba de São Valentino
Catacumba de Santa Agnese
Catacumba de Santa Ilária
Catacumba de Santa Felicita
Catacumba de Trasone
Catacumba de Via Anapo
Catacumba de Vila Torlonia

Visite este site: http://www.catacombe.roma.it/

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Itália - Gorizia - Sacrário Militar de Redipuglia...

No final dessa escadaria, tem um túmulo, dedicado aos 30 mil soldados desconhecidos, que morreram lutando.
Estas são algumas das tricheiras, em que os soldados tentavam se esconder do bombardeio.
Estas são gavetas, com os restos mortais dos soldados.

O Sacrário Militar de Redipuglia é um cemitério militar italiano localizado no município de Fogliano Redipuglia na província de Gorizia, nordeste da Itália a poucos quilômetros da fronteira com a Eslovênia.

Este é o maior cemitério militar italiano, realizado a partir do projeto do arquiteto Giovanni Greppi e do escultor Giannino Castiglioni. Foi inaugurado em 1938 para abrigar os corpos de 100 mil caídos italianos durante a Primeira Guerra Mundial.

O sacrário estrutura numa esplanada inicial, onde está a tumba do príncipe Emanuel Filiberto, segundo Duque de Aosta, comandante da terceira armada. Ao seu lado, estão as tumbas de seus generais.

Posteriormente, erguem-se 22 grandes degraus (patamares) que contêm os restos mortais dos caídos cuja identidade se conhece, trazendo o apelido de família, o prenome e a divisão militar a que pertenciam. No último patamar em duas grandes tumbas comuns aos lados de uma capela repousam cerca de sessenta mil caídos cuja identidade se ignora.

Na capela e em duas salas adjacentes são guardados objetos pessoais de soldados italianos e austro-húngaros.

Eu estive aqui em 1994, foi um passeio diferente, uma mistura de curiosidade e melancolia...saber que tantos soldados lutaram e morreram ali.
Acho que a guerra não deveria existir, afinal de contas o ser humano se julga tão superior em relação aos animais.
Você já parou para pensar nisso...quem é pior??? Aquele que mata por instinto, ou aquele que mata para conquistar o poder???

sábado, 18 de julho de 2009

Roma - Castelo de Santo Ângelo...



O Castelo de Santo Ângelo (em língua italiana, "Castel Sant' Angelo"), também conhecido como Mausoléu de Adriano, localiza-se à margem direita do rio Tibre, diante da ponte Sant'Angelo, a pouca distância do Vaticano, em Roma, na Itália.

A sua primitiva estrutura foi iniciada em 139 pelo imperador Adriano como um mausoléu pessoal e familiar (Tumbas de Adriano), vindo a ser concluído por Antonino Pio em 139. O monumento, em travertino, era adornado por uma quadriga em bronze, conduzida por Adriano.

Em pouco tempo, entretanto, a sua função foi alterada, sendo utilizado como edifício militar. Nessa qualidade, passou a integrar a Muralha Aureliana em 403.

A sua atual designação remonta a 590, durante uma grande epidemia de peste que assolou Roma. Na ocasião, o Papa Gregório I afirmou ter visto o Arcanjo São Miguel sobre o topo do castelo, que embainhava a sua espada, indicando o fim da epidemia. Para celebrar essa aparição, uma estátua de um anjo coroa o edifício: inicialmente um mármore de Raffaello da Montelupo, e desde 1753, um bronze de Pierre van Verschaffelt sobre um esboço Gian Lorenzo Bernini.

Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas. Serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX.

De seu terraço superior, tem-se uma magnífica vista do Tibre, dos prédios da cidade e até mesmo do domo superior da Basílica de São Pedro.

A ponte de Sant'Angelo, sobre o Tibre, é ornada por doze estátuas de anjos esculpidas por Bernini.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Portugal - Um pouco da sua história "1"...


A compreensão de Portugal e da sua História é uma constante da Historiografia e do Pensamento portugueses pelo menos desde o início do século XIX. As condições que tornaram possível a autonomização de Portugal da força centrípeta de Leão e Castela e, depois, lhe permitiram construir e manter uma identidade na Península e no mundo são temas que estiveram no cerne da análise e da reflexão de historiadores e pensadores como Herculano, Oliveira Martins, Antero, Sampaio Bruno, Jaime Cortesão, António Sérgio e Joel Serrão, para citar apenas alguns nomes.

Território situado no extremo sudoeste da Europa, com uma área de cerca de 90 000 Km2 (três vezes a Bélgica mas um quinto da Espanha) e uma fachada atlântica de cerca de 840 km, Portugal tem, pelas sua posição geográfica, acentuada ainda pelas características geomorfológicas do seu território, uma posição excêntrica relativamente à Europa. A posição atlântica de Portugal, prolongada, desde o início do século XV, pelos dois arquipélagos descobertos e povoados por portugueses, o dos Açores e o da Madeira, foi a chave da sua história e da sua identidade nacional.

O Atlântico selou o destino histórico de Portugal: encravado entre um poderoso vizinho e o mar, os Portugueses souberam tirar partido da sua situação estratégica, quer construindo no mar um poderio militar, quer aliando-se à potência naval dominante (aliança inglesa), assegurando a sua sobrevivência face às pretensões hegemónicas das potências europeias. Escreve Veríssimo Serrão (História de Portugal, vol. 1) : «em face de uma Espanha superior em dimensão cinco vezes, não houve milagre no caso português, mas somente a adequada integração dos seus naturais num quadro político que lhe assegurou a existência autónoma que qualquer periferia marítima amplamente favorece.»

A leitura da História de Portugal em termos de um ciclo de apogeu e queda, de potência mundial à irrelevância geopolítica, é uma leitura marcadamente oitocentista, e que deve situar-se no contexto da reflexão política de finais do século XIX. A ideia de que certos factores como a União dinástica com a Espanha, em que Portugal perdeu a sua dinastia e por isso a sua independência política (dinastia filipina: 1580-1640), o Terramoto de 1755, as invasões francesas (Guerras Napoleónicas), a independência do Brasil em 1822 determinaram a "decadência" de Portugal releva mais de um certo inconsciente colectivo do que da necessária contextualização histórica.
A Revolução Republicana de 1910 iria dar uma feição modernizadora a Portugal, dando porém origem a um regime parlamentar instável, marcado por frequentes revoltas militares e pela trágica intervenção no teatro da Primeira Guerra Mundial.
A ditadura do Estado Novo, instaurada na sequência da Revolução militar de 1926 (Salazarismo), marcou o Século XX português pela sua excepcional duração (48 anos). Em 25 de Abril de 1974 eclodiu um golpe militar organizado pelo Movimento das Forças Armadas (Revolução dos Cravos), maioritariamente constituído por capitães do exército ("Capitães de Abril") que derrubou a ditatura.
Portugal entrou, após um conturbado período revolucionário, no caminho da Democracia Parlamentar, ao mesmo tempo que procedia à descolonização de todas as suas colónias. Membro fundador da NATO, o Portugal democrático reforçou a sua modernização e a sua inserção no espaço europeu com a sua adesão, em 1986, à Comunidade Economica Europeia (CEE).

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Itália - Região do Molise...


È uma pequena, deliciosa e pouco conhecida região do Adriático Meridional. O Molise é um território onde tudo tem ainda o sabor de uma vez: das paisagens às tradições populares, da gastronomia à vida comunitária, da hospitalidade de seus habitantes ao mar cristalino, do artesanato (celebres os sinos de Agnone) à tranqüilidade das cidades do interior.
Começando pela capital, Campobasso, com o seu sugestivo emaranhado de ruas antigas e o Castelo Monforte do ano 1400.
Em Termoli, a luminosidade mediterrânea dos lugares ilumina os antigos muros, erguidos pela vontade do imperador Frederico e onde se encontra um enorme Castelo de 1500 que se estende até o mar.
Em qualquer lugar do Molise, a natureza parece vigiar sua história, protegendo suas memórias. Como acontece nos sítios arqueológicos de Sepino, que testemunha uma antiga colonização romana e nas vizinhanças de Pietrabbondante, onde se encontram resquícios dos "sanniti", povo que ousou desafiar a potência de Roma.
Ainda, na província de Isernia (cidade dotada de uma linda Catedral e uma fonte do ano 1300), se ergue solitária e majestosa a antiguíssima Abadia de San Vincenzo al Volturno.





Visite...

www.regione.molise.it/

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Íschia...



Ischia é uma ilha italiana que fica na baía de Nápoles, no mar Tirreno, a pouca distância das ilhas de Procida e Vivara. A Ilha possui uma área de cerca de 46,3 Km2, a maior elevação da ilha é o monte Epomeo (787 m), localizado no centro da ilha.

A ilha é dividida em 6 comunas:
Ischia
Casamicciola Terme
Lacco Ameno
Forio
Serrara Fontana
Barano d'Ischia


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

República de San Marino...


San Marino é uma república da Europa, encravada na Itália, perto da cidade costeira de Rimini na costa do mar Adriático.
Este pequeno país é também a menor e mais antiga república constitucional do mundo, fundada em 3 de setembro de 301 por Marino, um canteiro cristão, diácono da ilha vizinha de Arbe (atual Rab), na Croácia, fugido da perseguição religiosa do Imperador romano Dioclesiano. Sua constituição escrita, datada de 1600, é a mais antiga em vigor.

Por volta do século XII, San Marino já tinha uma configuração política, com seus estatutos e cônsules, e devido ao isolamento geográfico conseguiu manter-se independente, apesar da rivalidade entre nobres e bispos vizinhos. Em meados do século XV, San Marino era uma república regida por um conselho de sessenta membros. No século XVI, foi ocupada temporariamente por César Bórgia. Tentativas de anexação aos Estados Pontifícios, no século XVIII, marcaram o declínio da república.
Quando Napoleão invadiu a Itália, respeitou a independência da República de São Marino e chegou a propor a extensão de seu território em 1797. Mais tarde, o Congresso de Viena (1815), no final das guerra napoleônicas, reconheceu a soberania do país. Durante o movimento de unificação da Itália, São Marino ofereceu asilo a revolucionários, entre os quais Giuseppe Garibaldi. Depois que a Itália se unificou, uma série de tratados -- o primeiro deles em 1862 -- confirmou a sua independência.
A república adotou o regime fascista, em consonância com a política italiana, e em 1944 foi invadida por soldados alemães, bombardeada e ocupada pelas forças aliadas. Recuperada a independência, San Marino foi governado por uma coligação de comunistas e socialistas até 1957, quando chegou ao poder uma aliança entre o Partido Democrático Cristão e o Partido da Democracia Socialista. Em 1978, comunistas e socialistas voltaram ao governo, no qual se mantiveram depois das eleições de 1983.

Em julho de 1986, a crise política resultante de um escândalo financeiro que envolveu socialistas levou à formação de uma nova coligação entre democrata-cristãos e comunistas. Em 1990, o Partido Comunista passou a se chamar Partido Democrático Progressista. Dois anos depois, os democrata-cristãos aceitaram formar um governo conjunto com os socialistas e decidiram não fazer novas alianças com os progressistas, devido à derrocada do comunismo na Europa.

Cultura
As Três Torres de São Marino estão localizadas nos três picos do Monte Titano na capital do país. Eles estão representados na Bandeira de São Marinho e no seu brasão de armas.As três torres são: Guaita, a mais antiga das três (foi construída no século XI); a torre Cesta (erigida no século XIII) localizada no ponto mais elevado do e Montale que data do século XIV no ponto mais baixo do Monte Titano, ainda pertence a particulares.
San Marino tem um bolo famoso conhecido como a La Torta Di Tre Monti ("Bolo dos Três/Torress"), feiro com wafer é similar às torres coberto com chocolate.
Love Orchestra, um projeto de música new age é originário de São Marinho. Durante os concertos no estrangeiro, a bandeira de São Marinho é mostrada.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Veneza - Murano...



Murano


Murano, embora descrita como uma ilha da Lagoa de Veneza, é de facto um arquipélago de sete ilhas menores, das quais duas são artificiais (Sacca Serenella e Sacca San Mattia), unidas por pontes entre si. Tem aproximadamente 5500 habitantes e fica a somente 1 km de Veneza. Murano é um local famoso pelas obras em vidro, particularmente candeeiros.
Murano foi fundada pelos romanos, e desde o século VI foi habitada por gente procedente de Altino e Oderzo.

A principio, a ilha prosperou como porto pesqueiro e graças à produção de sal. Era um centro de comércio. Com o porto controlavam a ilha de Santo Erasmo. A partir do século XI a cidade começou a decair devido a muitos habitantes se mudarem para Dorsoduro. Tinham um grande poder local, como o de Veneza, mas desde o século XIII Murano foi governada por venezianos. Contrariamente a outras ilhas da lagoa, Murano cunhava as suas próprias moedas.
Em 1291, todos os cristaleiros de Veneza foram obrigados a mudar-se a Murano devido ao risco de incêndio, porque a esmagadora maioria dos edifícios de Veneza era construída em madeira. Durante o século XIV, as exportações começaram e a ilha ganhou fama, inicialmente pelo fabrico de missangas de cristal e de espelhos. O cristal aventurine foi inventado na ilha e, durante algum tempo, Murano chegou a ser o maior produtor de cristal da Europa. O arquipélago, mais tarde, ficou conhecido pelo fabrico de lustres. Embora tenha havido grande queda durante o século XVIII, a cristalaria continuou a ser a industria mais importante da ilha.
No século XV, a cidade tornou-se popular como lugar de férias dos venezianos, e construiu-se um palácio, mas esta moda extinguiu-se depois. O campo da ilha era conhecido pelas suas árvores de fruta e jardins até ao século XIX, quando começaram a construir-se mais casas.
As atrações da ilha são a Igreja de Santa Maria e São Donato, conhecida pelos seus mosaicos bizantinos do século XII, e porque se diz que alberga os ossos de um dragão que matou São Donato; a Igreja de São Pedro Mártir e o Palácio da Mula. As atrações relacionadas com o cristal incluem muitas obras neste material, algumas delas da época medieval, em espaços abertos ao público. Há um Museu do Cristal (Museo Vetrario) que se encontra no Palácio Giustinian.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Turim

Turim


Turim (Torino em italiano e Turin em piemontês) é uma comunidade italiana, capital e maior cidade da região do Piemonte, província de Turim, com cerca de 908.000 habitantes. Estende-se por uma área de 130 km2, tendo uma densidade populacional de 6596 hab/km2. Faz fronteira com Venaria Reale, Settimo Torinese, Borgaro Torinese, San Mauro Torinese, Collegno, Rivoli, Baldissero Torinese, Grugliasco, Pino Torinese, Orbassano, Pecetto Torinese, Beinasco, Moncalieri, Nichelino. A cidade de Turim tem aproximadamente 1.700.000 habitantes em sua região metropolitana e 2.200.000 em sua área urbana.
Foi a capital de Itália entre 1861 e 1864. É em Turim que se encontra o Santo Sudário.
Foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006.

Turim está localizada no noroeste da Itália. A cidade fica na extremidade ocidental da planitia do rio Po. É cercada a oeste pelos Alpes e a leste pelos morros do Monferrato.
Três grandes rios passam pela cidade: o Po e dois de seus tributários, o Dora Riparia (do celta duria, água, mais tarde alterado para "Duria Minor" pelos romanos) e o Stura di Lanzo e Sangone. Na riva oriental o Po tem como afluentes riachos que nascem nos morros.

No ano 1861, quando tornou-se a capital da Itàlia, Turim tinha 173 mil habitantes. Após uma crise, devida à mudança da capital para Florença, Turim desenvolveu uma economia industrial, tornando-se a segunda cidade industrial, atrás apenas de Milão. A cidade continuou crescendo, mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, até ultrapassar o milhão de moradores durante os anos sessenta. A partir do final dos anos setenta houve uma diminuiçao da população, devida à baixa taxa de natalidade e ao crescimento das cidades na região metropolitana.
A cidade de Turim cresceu em torno de 0,88% durante os últimos três anos, que foi atribuído a uma taxa de nascimento baixa, contribuindo para o envelhecimento da população. Cerca de 16,4% da população possui menos de 14 anos de idade, enquanto aqueles em idade de aposentadoria são 18,8%. A cidade viu um crescimento no número de imigrantes, incluindo as áreas suburbanas. A população continua na maioria italiana (96,1%), mas há grupos significantes de romenos (2,3%), marroquinos (1,5%), peruanos (0,5%), albanianaos (0,4%) e outros.

Hoje em dia a cidade é uma grande área industrial, conhecida particularmente como a sede da companhia e das principais fábricas da companhia de Fiat. A cidade é sede do edifício Lingotto, que já foi a maior fábrica de carros do mundo e que agora é centro de convenções, local para concertos, galeria de arte, centro de compras e hotel. Outras companhias fundadas em Turim incluem a Invicta, Lavaza, Martini, Kappa e a fábrica de chocolate Caffarel.
Também é um centro da indústria aeroespacial, com a Alenia. Alguns elementos principais da Estação Espacial Internacional foram produzidos na cidade. Futuros projetos europeus como Ariane 5 serão gerenciados de Turim pela nova companhia NGL, subsidiária da EADS (70%) e Finmeccanica (30%).
Em Turim também surgiram grandes companhias italianas, como a Teleco Itália do ramo das telecomunicações e a rede de televisão Rai. A maioria das indústrias de cinema moveram-se para outras partes da Itália, mas Turim continua sendo sede do Museu Nacional de Cinema.

A Mole Antonelliana
A Mole Antonelliana (pronuncia-se "môle"), é uma estrutura em Alvenaria , cuja construção se deu entre 1863 e 1897. Projetada pelo arquiteto Alessandro Antonelli, de onde seu nome provém, possui 167 metros de altura e deveria, originalmente, abrigar uma sinagoga.
Desde sua criação, a comunidade hebraica torinesa desejava construir um templo, entretanto isso só se tornou possível após a liberação de culto a religiões não católicas na Itália, no século Séc. XVX.
Havia para tal um pré-projeto, o qual foi levado à um arquiteto tão logo sua construção se tornou viável. Alessandro Antonelli ficou então encarregado de projetar e coordenar as obras da sinagoga. O arquiteto, entretanto, propôs uma série de modificações que acabaram por elevar consideravelmente os custos e tempo para a conclusão da obra. Dentre elas, a elevação da cúpula a 113 metros foi a mais notável, indo bem além dos 47 inicialmente previstos.
Iniciadas em 1863, as obras tiveram que ser interrompidas por questões financeiras seis anos depois, e um teto provisório foi então construído no lugar da cúpula. Em 1873, a prefeitura de Turim, interessada em dedicá-la ao rei Vitor Emanuel II, firmou um acordo com a comunidade judaica assumindo o prosseguimento da construção da Mole e cedendo um novo terreno para a construção de uma sinagoga. Antonelli, então, reassumiu seu posto e elevou as projeções da cúpula aos 167 metros que possui atualmente. Tal modificação a tornou no edifício em alvenaria mais alto da Europa.
Logo após sua conclusão, entretanto, a edificação sofreu de problemas estruturais devido às dimensões relativamente reduzidas de sua base em relação ao peso que deveria suportar. Além disso, o terreno sobre o qual se deu a construção havia sido ocupado por uma parte dos antigos muros da cidade, demolidas por Napoleão Bonaparte no início do Séc.IX. Era possível, portanto, que o solo ainda não estivesse em condições de suportar a nova construção.
Antonelli trabalhou na Mole até a sua morte, em 1888, e a espécie de elevador acionado por roldanas que levava o já idoso arquiteto ao topo da construção havia se tornado lendária. O arquiteto, entretanto, não pode ver a conclusão das obras, que ocorreu sob o comando de seu filho Constanzo em 1897. Posteriormente, Annibale Rigoti decorou os interiores entre 1905 e 1908.
A história da Mole é permeada por acontecimentos infelizes. Em 1887, durante sua construção, um terremoto obrigou Antonelli a modificar o projeto para concluí-lo. Em 1904 o gênio alado colocado em sua extremidade (comumente confundido com um anjo) foi derrubado por um tornado, sendo substituído por uma estrela de cerca de quatro metros de diâmetro. Um novo tornado derrubou 47 metros da torre em 1953, a qual foi reconstruída somente 8 anos depois, desta vez em estrutura metálica revestida por pedras. Enormes arcos de cimento foram cogitados para ocupar o interior do edifício no intuito de estabilizá-lo. Entretanto, tal projeto desfiguraria completamente a construção, gerando uma desagradável sensação de claustrofobia. Além disso, alguns críticos argumentavam que uma estrutura excessivamente rígida provocaria um efeito negativo, pois reduziria sua capacidade de oscilar elasticamente.
Entre as décadas de 60 e 90, a Mole foi usada como mirante, graças ao elevador que leva seus visitantes a 70 metros acima do nível do solo, e para exposições temporárias. Após permanecer alguns anos fechada para a renovação do elevador (que hoje gasta 59 segundos para fazer seu percurso) e eliminação de parte dos arcos de cimento, a Mole Antonelliana é atualmente sede doMuseu Nacional do Cinema italiano. O mesmo é composto por máquinas óticas pré-cinematográficas, peças provenientes dos set’s dos primeiros filmes italianos e outras relíquias, em uma disposição realmente sugestiva. A Mole foi uma das primeiras construções iluminadas por pequenas chamas de gás, já no fim do Século XIX, e desde 1998, na ocasião da redefinição da iluminação externa e do nascimento da manifestação “Luci d’Artista” (Luzes de Artista, em tradução livre), nota-se uma instalação ao lado da cúpula chamada de “O vôo dos números’’. Esta obra, criada por Mario Merz, é constituída pelos números do início da Sequência de Fibonacci, que prosseguem em sucessão na direção do céu.

Curiosidades
A Mole Antoneliana é representada em uma das faces da moeda de 2 centavos de Euro italianas.