quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Amai-vos...


Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.
Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos,
e sede alegres, mas deixai
cada um de vós estar sozinho.
Assim como as cordas da lira
são separadas e, no entanto,
vibram na mesma harmonia.
Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.
Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.
E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.
Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.
E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro.

(Gibran Kahlil Gibran)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Amizade é uma palavra pequenina...


Amizade é uma palavra pequenininha, mas que nunca vem sozinha.
Ela dá sempre a mão com o conta comigo, estou aqui, se precisar...me chame, estou feliz por você, torço por você, se precisar de um ombro...tenho dois, penso em você, gosto de você, estou te ouvindo, não te esqueço...mesmo se não nos falamos todos os dias...
Amizade é esse amor misterioso e gostoso do coração dividido e unificado ao mesmo tempo.
Quem pode entender que o coração possa amar tanto e tantos?
O coração de um amigo é um mapa mundi onde cada um se encontra em algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo.
Diferentes, especiais e importantes, cada um a sua maneira.
E são nas diferenças que nos completamos, nas desavenças que aprendemos o perdão, a paciência e a humildade.
Ser amigo é saber aceitar que os outros não sejam iguais à gente, mas que os seus valores podem enriquecer ainda mais os que temos e amá-los apesar das diferenças, como se ama uma rosa com espinhos, mas não menos bela.
Sozinho não é quem não tem ninguém; sozinho é quem não tem um amigo.
Pouco importa saber em que parte do mundo nossos amigos se encontram, se podemos sentir na alma que dentro de nós e dentro deles há um espaço reservado que nada mais poderá preencher.
Amizade, doce amizade... se somos dois, unidos seremos um elo forte; se somos muitos, seremos uma corrente que nada poderá vencer.

(Letícia Thompson)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O jardim secreto de cada um



Há dentro de todos nós essa necessidade de ter em algum lugar nosso jardim secreto, não onde vamos confinar nossos segredos, mas onde podemos ter um encontro real e exclusivo conosco.
Umas pessoas sentem mais essa necessidade que outras, mas estar consigo de vez em quando, interiorizar-se, colocar ordem nos pensamentos ou simplesmente abandonar-se, é vital ao equilíbrio de todos nós.
Em todo relacionamento onde o amor existe, esse espaço deve ser conservado como o limite de cada um.
Os relacionamentos fusionais que ultrapassam essas barreiras acabam por destruir-se, pois amar é também respeitar que a outra pessoa tenha seu recanto, seus pensamentos e, por que não, seus próprios amigos, próprias idéias e sonhos.
As pessoas não precisam estar juntas cem por cento do tempo para provarem que se amam. Elas se amam por que se amam e pronto. Dar ao outro um pouco de espaço, um pouco de ar para respirar, é dar-lhe também a oportunidade de sentir falta de estar junto. E isso vale tanto para os amores como para as amizades.
As cobranças intermináveis, resultados de carências afetivas, acabam por sufocar a outra parte e cria na que pede, espera, implora, ansiedades que a tornarão infeliz, pois ela verá como desamor qualquer gesto que não corresponda ao que espera.
Amar é deixar o outro livre para ficar ou para se retirar. É respeitar seu silêncio e seu desejo de solitude. E é deixá-lo livre para ir e voltar quando o coração pedir, que isso seja numa cidade ou dentro de uma casa.
Nada impede que um grande e lindo jardim seja construído juntos e que de mãos dadas se passeie por ele, com o peito cheio de felicidade e a cabeça cheia de sonhos... mas ainda assim, o jardim secreto de cada um deve ser mantido como lugar único e que vai, no fim das contas, enriquecer as relações.
(Letícia Thompson)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fernando de Noronha



Fernando de Noronha ou Fernão de Noronha é um Arquipélago pertencente ao estado de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal cuja sigla era FN. É gerida por um administrador-geral designado pelo governo do estado. A ilha principal tem 17 km² e fica a 545 km de Recife e a 360 km de Natal.
Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris) que lá se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta.

História
A ilha teria sido descoberta, provavelmente, por Gaspar de Lemos em 1500 ou por uma expedição da qual Duarte Leite erroneamente terá atribuído o comando a Fernão de Noronha, em 1501–1502. Porém, o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, que tomou parte na expedição de Gonçalo Coelho.
A designação do arquipélago provém, no entanto, do nome do primeiro proprietário da capitania hereditária, após doação de D. Manuel I em 16 de fevereiro de 1504 a Fernão de Noronha.
O arquipélago foi invadido algumas vezes, nomeadamente em 1534 por ingleses, de 1556 até 1612 por franceses, em 1628 e 1635 pelos holandeses, voltando ao controle português em 1700, para ser novamente conquistada pelos franceses em 1736 e definitivamente ocupada pelos portugueses em 1737.

Governo
O território de Fernando de Noronha foi criado em 9 de fevereiro de 1942 desmembrado do estado de Pernambuco. A entidade administrativa durou 46 anos, sendo extinta em 5 de outubro de 1988 e reincorporada ao seu estado de origem.
Antes de se tornar o paraíso turístico e ecológico dos dias atuais, o arquipélago foi local de detenção de condenados enviados a cumprir pena no presídio ali existente, que funcionou de 1737 a 1942, de 1938 em diante apenas para presos políticos do Estado Novo.
Reportagem da revista O Cruzeiro, de 2 de agosto de 1930, descreve o presídio como fantasma infernal para esses proscritos da sociedade, que viviam completamente alheios ao que se passava no resto mundo, apesar de o Governo proporcionar aos presos uma vida saudável de trabalho e de conforto (Fonte: O Cruzeiro, ed. 2 de agosto de 1930).

Mar de Dentro
Baía e Porto de Santo Antônio
Praia da Biboca
Praia do Cachorro, na Vila dos Remédios (no centro histórico da ilha)
Praia do Meio
Praia da Conceição ou de Italcable
Praia do Boldró, na Vila Boldró
Praia do Americano
Praia do Bode
Praia da Quixabinha
Praia da Cacimba do Padre
Baía dos Porcos
Baía do Sancho (baía de águas transparentes, cercada por falésias cobertas de vegetação)
Baía dos Golfinhos ou Enseada do Carreiro de Pedra
Ponta da Sapata

Mar de Fora
Praia do Leão
Ponta das Caracas
Baía Sueste
Praia de Atalaia
Enseada da Caeira
Buraco da Raquel
Ponta da Air France

Outros locais de interesse turístico
Forte de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha
Fortim da Praia da Atalaia de Fernando de Noronha
Reduto de Nossa Senhora da Conceição de Fernando de Noronha
Reduto de Santa Cruz do Morro do Pico de Fernando de Noronha
Reduto de Santo Antônio de Fernando de Noronha
Reduto de São João Batista de Fernando de Noronha
Reduto de São Joaquim de Fernando de Noronha
Reduto de São José do Morro de Fernando de Noronha
Reduto de São Pedro da Praia do Boldró de Fernando de Noronha
Reduto do Bom Jesus de Fernando de Noronha
Morro Dois Irmãos

Boldró
Boldró é onde está localizado o centro de convenções do Projeto TAMAR/IBAMA. Seu nome foi dado por militares americanos e é originário da expressão em inglês Bold Rock, que significa Pedra Saliente em português.

Mergulho
Fernando de Noronha é um local de Mergulho recreativo de nível internacional. Com águas quentes ao seu redor, mergulhos a profundidade de 30 a 40 metros podem ser feitos agradavelmente sem necessidade de usar roupa de neoprene.
Próximo a ilha existe a possibilidade de se fazer um mergulho avançado e visitar a Corveta Ipiranga, que repousa a 62 metros de profundidade, depois de ser afundada naquele ponto intencionalmente, após um acidente de navegação.
A ilha conta com três operadoras de mergulho, oferecendo diferentes níveis de qualidade de serviço.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

24 Toques para ser mais feliz...


01 - Seja ético.
A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

02 - Estude sempre e muito.
A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.

03 - Acredite sempre no amor.
Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.

04 - Seja grato(a) a quem participa de suas conquistas.
O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

05 - Eleve suas expectativas.
Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

06 - Curta muito a sua companhia.
Casamento dá certo para quem não é dependente.

07 - Tenha metas claras.
A História da Humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

08 - Cuide bem do seu corpo.
Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também.

09 - Declare o seu amor.
Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10 - Amplie os seus relacionamentos profissionais.
Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11 - Seja simples.
Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.

12 - Não imite o modelo masculino do sucesso.
Os homens fizeram sucesso a custa de solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco. Preserve a sensibilidade feminina - é mais natural e mais criativa.

13 - Tenha um orientador.
Viver sem é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

14 - Jogue fora o vício da preocupação.
Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem ... defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

15 - O amor é um jogo cooperativo.
Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

16 - Tenha amigos vencedores.
Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

17 - Diga adeus a quem não o(a) merece.
Alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... e deixe o espaço livre para um novo amor.

18 - Resolva!
A mulher/homem do milênio vai limpar de sua vida as situações e os problemas desnecessários.

19 - Aceite o ritmo do amor.
Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.

20 - Celebre as vitórias.
Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

21 - Perdoe!
Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22 - Arrisque!
O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

23 - Tenha uma vida espiritual.
Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer. Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

24 - Muita Paz, Harmonia e Amor... sempre!

(Roberto Shinyashiki)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Definitivo



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas.
Por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos.
Por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos.
Por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mal-Me-Quer


Mal-Me-Quer


Creio no mundo como num mal-me-quer,

porque o vejo.

Mas não penso nele...

porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele,

(Pensar é estar doente dos olhos).

Mas para olharmos para ele

e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia;

tenho sentidos...

Se falo na natureza

não é porque saiba o que ela é,

mas porque a amo,

e amo-a por isso.

Porque quem ama nunca sabe o que ama.

Nem sabe por que ama,

nem o que é amar...


(Fernando Pessoa)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

História da Sicília


História da Sicília



A Sicília é a maior das ilhas do mar Mediterrâneo, separada da Calábria, na península itálica, pelo estreito de Messina, que possui apenas três quilômetros de largura. Devido à sua posição geográfica, a Sicília sempre teve um papel de importância nos eventos históricos que tiveram como protagonistas os povos do Mediterrâneo.
A vizinhança de múltiplas civilizações enriqueceu a Sicília de assentamentos urbanos, de monumentos e de vestígios do passado que fazem da região um dos lugares privilegidos onde a história pode ser revista através das imagens dos sinais que o tempo não apagou. Trata-se de uma região riquíssima em monumentos antigos e sítios de interesse arqueológico (Agrigento, Selinunte, Siracusa, Segesta e Taormina).

Sicília grega e fenícia (735 a.C. a 241 a.C.)
No século VIII a.C., os fenícios fundaram entrepostos de comércio no oeste da ilha, enquanto os gregos colonizaram as costas leste e sul, região que se tornou conhecida como Magna Grécia, fundando prósperas colônias de comércio (Siracusa por exemplo). A Sicília tornou-se uma das regiões mais importantes do Império cartaginês. Entre os séculos V e III a.C., conflitos entre Cartago e os gregos (liderados por Siracusa) caracterizaram a história da ilha.

Sicília romana (241 a.C . a 440 d.C)
Em 264 a.C., começou a primeira guerra púnica (212 a.C.) entre Cartago e Roma, e em 210 a.C.. O banditismo e a pirataria aceleraram o declínio da ilha, que chegou a ser uma das províncias mais ricas de Roma, no tempo da República.

Sicília vândala (440 - 493)
A ilha esteve totalmente sob controle romano, até a invasão dos vândalos em 440 que dominaram a ilha até a chegada dos ostrogodos.

Sicília ostrogoda (493-555)
Depois da queda do Império Romano do Ocidente, os ostrogodos, ao dominarem toda a Península Itálica, acrescentaram a Sicília a seus domínios por mais de meio século. Em 468, sob o rei Genserico, os vândalos vindos da África conquistaram a Sicília, e a Sardenha. Os vândalos restituíram a ilha a Odoacro mediante o pagamento de grande tributo, porém mais tarde o rei Teodorico não manteve o acordo.

Sicília bizantina (535-1043) e Sicília árabe (827-1091)
No decorrer das Guerras Góticas, Belisário anexou a ilha ao Império Bizantino em 535 d.C., um domínio que durou até o século IX.

Conquista bizantina
No início do século VII, a Sicília tornou-se um thema por ordem do Imperador Heráclio de Bizâncio. Ainda no século VII, os árabes iniciaram incursões na Sicília, considerada por eles um ponto estratégico, de onde se podia controlar todo o mar Mediterrâneo.

Primeira tentativa de invasão árabe
A desagregação do Império Bizantino e sua debilidade se faziam sentir na Sicília, alimentando um descontentamento, em uma área que sempre, seja politicamente seja culturalmente, se sentia mais vizinha e atraída por Roma e pelo Império Romano do Ocidente que por Constantinopla e pelo Império Bizantino.
Entre 803 e 820, a eficiência bizantina no quadrante central do Mediterrâneo começou a decrescer vistosamente, na época do governo da Imperatriz Irene de Bizâncio.
O turmarca da frota bizantina Eufêmio de Messina, que havia tomado o poder na Sicília com a ajuda de vários nobres pede ajuda aos árabes em 825 para apoiar seu domínio sobre a ilha. Os bizantinos reagiram duramente sob a liderança de Fotino e Eufêmio, derrotado em Siracusa, escapou a Ifrigiya. Lá encontrou refúgio sob o emir Aghlabidi de Qayrawãn, Ziyãdat Allãh I, a quem pediu ajuda para realizar um desembarque na Sicília e caçar os odiados bizantinos.
Os Aghlabidi eram então dotados de um agudo contraste que contrapunha a componente indígena berbere, islamizada em seguida às primeiras conquistas islâmicas do século VII e conduzida por Mansūr al-Tunbūdhī, ao exército árabe que se juntava em Ifrīqiya (na atual Tunísia na época da instituição do Emirado, por vontade do califa Hãrun al-Rashid com o primeiro Emir Ibrahim Ibn-Aghlad.
Os muçulmanos, que talvez já tivessem planejado uma invasão da Sicília, preparavam uma frota de 70 navios, chamando ao jihad marítimo o maior número de voluntários, oficialmente para atender a uma obrigação moral mas de fato para afastar de Ifrigiya o maior número possível de súditos facínoras que criavam graves tensões, tanto enre a população árabe quanto entre os berberes, com graves problemas para a população civil.

Conquista árabe
A invasão teve início em 17 de junho de 827 e a massa em grande parte berbere, mas sob liderança árabe ou persa, foi creditada ao qãdi di Qayrawān, Asad b. al-Furãt, grande jurista malikita autor da famosa Asadiyya, de origem persa de Khorãsãn. O desembarque ocorreu em Capo Granitola, próximo a Mazara del Vallo e foi ocupada Marsala (em árabe Marsa ‘Alī, o porto de ‘Alī ou Marsa Allāh, o porto de Deus) e os centros foram fortificados e usados como cabeça de ponte e base de atracamento para os navios.
A expedição que pretendia com toda probabilidade (além do lendário imaginário cristão) efetuar uma penetração profunda na ilha, não se ilude de poder superar as formidáveis defesas de Siracusa, a capital bizantina da ilha, mas a substancial debilidade bizantina, há pouco saída de uma duro conflito contra o usurpador Tomás o Eslavo, fez Asad pensar na concreta possibilidade que a inicial tentativa estratégica pudesse ser mudada a uma expedição de verdadeira conquista.
Foi assim possível aos muçulmanos, que já haviam tomado Girgenti (atual Agrigento, sempre com a grande maioria berbere), tomar, em agosto e setembro 831, Palermo, eleita capital da Sicília islâmica (Siqilliyya), depois Messina, Modica (845) e Ragusa, enquanto Castrogiovanni (atual Enna) foi tomada somente em 859. Resistia Siracusa, sede do strategos da qual dependiam tanto o drungariato de Malta quanto os ducados de Calabria, de Otranto e, ao menos teoricamente, de Nápoles.
Foi necessário mais de uma década para vencer a resistência dos habitantes do solo Val di Mazara e para apoderar-se entre 841 e 859 de Val di Noto e Val Dèmone. Siracusa, superado o bloqueio imposto em 872 - 873 por Khafāja b. Sufyān b. Sawādan, caiu em 21 de maio de 878, a meio século do primeiro desembarque, ao término de um implacável assédio que se conclui com o massacre de 5.000 habitantes e com a escravidão dos sobreviventes, resgatados somente muitos anos mais tarde.
A última fortaleza importante da resistência bizantina a ceder foi Tauromenium (atual Taormina) em 1º de agosto de 902 sob o ataque do emir Ibrãhim b. Ahmad.
O último pedaço de terra a resistir aos muçulmanos foi Rometta que capitulou somente em 963. Ibrãhim II na sua vontade de prosseguir a jihad, tentou alcançar a Itália para depois chegar, se disse com grande fantasia, até Constantinopla. Passou portanto o Estreito de Messina e percorreu na direção norte para a Calábria. Não encontrou particular resistência mas sua marcha parou nas imediações de Cosenza que talvez tenha sido a primeira cidade a opor uma certa resistência ao invasor. Porém a parada ocorreu mais por desordens com as quais as operações militares foram envolvidas e pela carência de condução militar e de resultados concretos. Ademais Ibrāhīm, com disenteria, morreu e suas tropas, no limite da desordem, se retiraram. Assim se conclui a tentativa de conquista da "Terra grande" (al-arḍ al-kabīra).

Tentativa de reconquista bizantina
Sabe-se que Basílio II de Bizâncio em 1025 tinha planejado a reconquista da Sicília. Mas não pode iniciá-la porque morreu no mesmo ano. O plano de Basílio foi esquecido por alguns anos, mas depois o imperador Miguel IV de Bizâncio, reencontrando as cartas do projeto de Basílio, e tão logo os viu se entusiasmou, e quis iniciar logo esta campanha de reconquista, que foi confiada ao grande general bizantino Jorge Maniace.
Durante o século XI, houve na Sicília muçulmana uma profunda crise política que opôs o imã fatímida os governadores Kalbidi, que ao final foram vencidos. Do conflito se aproveitaram os bizantinos que, em 1038, empreenderam um efêmero intento de reconquista da ilha.
Ao comando da expedição bizantina estava Estêvão, irmão do imperador Miguel IV, enquanto o comando militar das tropas era confiado ao general Maniace. As tropas eram formadas de numerosos lombardos comandados por Arduíno e por uma companhia de normandos comandados pelo futuro rei da Sicília Guilherme.
A expedição usou como cabeça-de-ponte a base de Reggio Calabria e após cruzar o estreito, ocupou Messina e depois se dirigiu à antiga capital da ilha, Siracusa. Maniace foi o único comandante que conseguiu, antes dos normandos e temporariamente (provavelmente em 1043), libertar a cidade dos muçulmanos. Como testenho do fato, mandou as relíquias de Santa Lúcia a Constantinopla e construiu na cidade uma fortificação que ainda existe, embora ampliado, e tem o nome de "Castelo de Maniace". Também o transporte das relíquias de Santa Ágata durante o século XI ocorreu durante a mesma expedição.
Em 1040, entre Randazzo e Troina estavam as tropas muçulmanas de Abdallah. No local da batalha foi fundado o monastério de Santa Maria di Maniace. O antigo cenóbio se encontra hoje próximo a Maniace na província de Catânia. Abdallah por sorte ou talvez por erro de estratégia de Estevão se recusou a enfrentá-lo.
Porém uma série de eventos funestos, e uma revolta de Arduíno puseram em crise a expedição que teve que abandonar a Sicília e retirar-se até a Apúlia. Em 1043, à frente do exército Jorge Maniace repreendeu a revolta, constituída de normandos e lombardos e graças ao bom resultado da batalha, os seus soldados quiseram colocá-lo no lugar do imperador bizantino Constantino IX.
Sob o domínio árabe, Palermo floresceu. Dois séculos de domínio sarraceno encerraram-se no século XI quando a Sicília tornou-se, no século XI, um Estado normando.

Sicília normanda (1060-1194)
Quase contemporaneamente à conquista da Inglaterra, grupos de normandos se dirigiram ao sul da península itálica, inicialmente como mercenários, motivados pela possibilidade que ofereciam as rebeliões anti-bizantinas na Puglia. Nessa época a maior parte da Península Itálica era dominada pelo Reino Lombardo, enquanto a Sicília estava dominada pelos árabes, lá chamados de sarracenos. Os mercenários normandos, por volta de 1025, prestavam seus serviços para várias tarefas, como a proteção dos peregrinos que iam ou retornavam de Jerusálem ou a luta aos sarracenos. Desta maneira enriqueceram, constituindo-se em senhores territoriais (o primeiro foi o condado de Aversa com Rainulfo Drengot em 1027). Logo, para dar uma direção política se aliaram à família dos Altavilla guiada por Guilherme Braço de Ferro (morto em 1046, que liderou uma mudança radical no domínio político-territorial do Mezzogiorno.
O Papa Leão IX, vendo sua Benevento ameaçado, tentou enfrentá-lo; mas o exército pontifício foi derrotado na Batalha de Civitate (1054), o Papa foi capturado, e assim Benevento permaneceu uma ilha pontifícia em terra normanda.
A conquista normanda na Itália meridional deu-se em duas frentes: por um lado continuou a erodir o poder bizantino na Apúlia e Calábria e por outro começou a luta para tomar a Sicília dos muçulmanos.
Em 1059, Roberto o Guiscardo dos Altavilla fez um pacto com o Papa Nicolau II, a Concordata de Melfi, com a qual se declarava formalmente seu vassalo, obtendo em troca os títulos (ainda somente nominais) de duque de Puglia (que compreendia também a Basilicata) e da Calábria (que estava porém ainda em parte nas mãos dos bizantinos), parte da Campânia e Sicília (que estava porém em mãos dos árabes). Os normandos conseguiram rapidamente livrar o Sul da presença bizantina com repetidas expedições que se concluíram com a conquista, por Roberto o Guiscardo da cidade de Reggio de Calabria, onde ele confirmou o título de duque de Calábria. Os Altavilla assim puderam rapidamente dedicar-se à Sicília.
Rogério Bosso Altavilla, irmão de Roberto, no comando de um grupo de cavaleiros, em 1061, desembarcou em Messina e invadiu a ilha (então sob domínio árabe). Até 1064, conseguiu instalar-se somente no canto nordeste da ilha e avançar até Cefalù e Noto. Enquanto isso, Roberto tomou Brindisi e Bari (1071) e veio então em ajuda ao irmão. Em 1072, os normandos chegaram a Palermo, que foi escolhida capital e em 1077 a Taormina. No continente, caíram em suas mãos Amalfi em 1073 e Saleno em 1077.
Em 1088, Boeundo I de Antioquia, filho da primeira esposa de Roberto, se tornou soberano incontestável do Principado de Taranto. Na noite de Natal de 1130, Rogério II, filho de Rogério de Altavilla, foi nomeado rei de Sicília e duque da Apúlia e da Calábria, criando assim na Itália meridional um Estado de dimensões consideráveis: o Reino normando da Sicília. Ele estendeu o domínio normando com a conquista do Ducado de Nápoles (1137) e, com Assise di Ariano (1140), conferiu ao seu Reino uma organização feudal rigidamente hierárquica e estreitamente ligada à pessoa do soberano.
O domínio dos normandos na Itália meridional teve fim em 1194 (morte de Tancredo de Lecce) e em 1198, quando Henrique, Imperador do Sacro Império Romano (morto em 1197), em virtude de seu matrimônio com Constança de Altavilla (morta em 1198), uniu à coroa imperial a de rei da Sicília.

Sicília suábia (1185-1266)
A dominação pela dinastia suábia dos Hohenstaufen na Sicília teve início com um matrimônio de Estado entre Henrique VI, filho do imperador Frederico Barbarossa, e Constança de Altavilla, filha de Rogério II da Sicília. Em 1185, abriu-se assim a estrada para a conquista suábia. Em 1194, com a morte de Guilherme III, a ilha foi conquistada pela soberano germânico, passando a integrar o Sacro Império. Tinha assim início a dinastia suábia na Sicília que com Frederico II, filho de Constança, atingiu seu máximo esplendor.

Sicília angevina (1266-1282)
Ao fim da dinastia dos Hohenstaufen, em 1266, a Sicília foi designada pelo Papa, que considerava a ilha patrimônio da Igreja, a Carlos I, mas o domínio angevino na Sicília teve curta duração.
No verão de 1282, Messina foi posta sob assédio por Carlos I de Anjou, que sabia que não poderia avançar ao interior da Sicília sem haver dominado a cidade sobre o estreito. O assédio durou até o final de setembro, mas a cidade não foi derrotada.
Catânia foi um dos centros da revolta contra os anjevinos: os cataneses, que haviam sofrido injustiças e danos econômicos devido ao fechamento do porto da cidade, contribuíram valorosamente para derrubar os "maus senhores". Os mais importantes nomes que conduziram a revolta em Catânia foram Palmiero, abade de Palermo, Gualtiero da Caltagirone, Alaimo da Lentini e Giobanni da Procida. Este último, em 1280, disfarçado de monge, recorreu ao papa Nicolau II, ao imperador de Bizâncio Miguel VIII Paleólogo e ao rei Pedro III de Aragão, para pedir: ao papa para não apoiar Carlos de Anjou em caso de revolta; ao imperador Miguel o apoio externo contra o inimigo comum; e ao rei de Aragão para fazer valer o seu direito ao trono da Sicília enquanto marido de Constança, filha de Manfredo, o último dos Hohenstaufen.
Nesse ínterim, os sicilianos haviam oferecido a coroa da Sicília a Pedro III de Aragão, marido de Constança, filha do falecido rei Manfredo da Suábia, transformando a insurreição em um conflito político entre sicilianos e aragoneses por uma lado e os anjevinos, o Papado, o Reino da França e as várias facções guelfas de outro lado.
Em 1282, o moto melhor conhecido como Vésperas sicilianas pôs fim ao domínio da ilha por parte da dinastia francesa. Apenas estourou a revolta na Sicília, a frota aragonesa já estava em Palermo e a ocupação da cidade por Pedro dava assim início à dominação dos aragoneses na Sicília (1282-1410).
Em 26 de setembro de 1282, o Rei Carlos, derrotado, retornou a Nápoles.

Sicília aragonesa (1282-1513)
Em 1282, imediatamente após as Vésperas Sicilianas (revolta contra os franceses que aí se haviam instalado com a casa de Anjou), o Reino da Sicilia foi dividido em duas partes (Sicília e Itália meridional), mas ambas conservaram oficialmente o nome de Reino da Sicília. Nápoles (Itália meridional) continuou sob o controle da dinastia francesa, mas a ilha da Sicília se proclamou independente e elegeu como rei Pedro III, o Grande, rei de Aragão. Seguiram-se então mais de cinco séculos de governo dos príncipes aragoneses e reis espanhóis.
Em 1442, Afonso V, príncipe de Aragão, reuniu o Reino da Sicília e o Reino de Nápoles sob o nome de Reino das Duas Sicílias, o que não foi bastante para evitar nova cisão, sobrevinda em 1458.

Os judeus na Sicília
Nesta ilha viviam várias famílias judaicas, que já tinham sido vítimas de pogroms anterioremente. Mas os judeus tinham também um papel predominante no comércio e na medicina na ilha.
Quando em 1492 os reis católicos, Fernando II (rei da Sicília desde 1468) e Isabel, ordenaram a expulsão ou a conversão dos judeusna Espanha, e a Sicília teve de fazer o mesmo. O vice-rei siciliano hesitou, mas acabou por tomar medidas lesivas dos judeus: proibiu-os de vender as suas posses e impediu-os de levar consigo quaisquer armas. Como consequência da saída dos judeus sabemos que o comércio e a economia siciliana sofreu bastante.
No século XVII alguns sicilianos pediram ao rei que fizesse alguma coisa para fomentar o comércio na ilha. Carlos II concedeu a Messina o privilégio de porto livre (ver Stadluft Macht frei) e concedeu aos judeus o direito de estabelecer o comércio ali, com a condição de eles dormirem fora da cidade e que usassem um sinal distintivo na sua roupa. Esta posição ambígua não encorajou os judeus a virem e em 1728, foi concedido aos judeus o direito do comércio em qualquer parte da ilha, que residissem em Messina, terem uma sinagoga e um cemitério e a poderem possuir e dispor de propriedade. Mesmo isto não ajudou, e em 1740 o rei convidou explicitamente os judeus a virem para a ilha. Algumas famílias aceitaram mas viram-se maltratadas pela população. Pouco depois, os judeus foram culpados por elementos da igreja católica pela incapacidade do rei em gerar um sucessor de sexo masculino. Sete anos tinham passado desde que estas últimas famílias tinham chegado e os judeus voltaram a ser expulsos.
Fernando II, o Católico, recuperou em 1504 o reino de Nápoles sob os auspícios da coroa espanhola. Com o Tratado de Utrecht (1713), a Sicília separou-se novamente de Nápoles.

Sicília espanhola (1513-1716)
A dominação espanhola na Sicília começou em 23 de janeiro de 1516, com a ascensão de Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico ao trono de Espanha, e terminou em 10 de junho de 1713, com a assinatura do Tratado de Utrecht, que sancionou a passagem da ilha de Filipe V a Vítor Amadeu II, Duque de Sabóia.

Sicília piemontesa (1713-1718)
A dominação Piemontesa na Sicília começou em 10 e junho de 1713, que marcou a passagem da ilha de Filipe V a Vítor Amadeu II, Duque de Sabóia, e se concluiu em 1720, quando Carlos VI invadiu a ilha e a trocou com a Sardenha.

Sicília burbônica (1734-1860)
Em 1720, a Sicília passou ao controle dos Habsburgos e, em seguida, foi novamente incorporada ao Reino das Duas Sicílias, já então governado pelos Bourbons (1738).
Em 1799 , o exército revolucionário francês derrotou Fernando II, rei das Duas Sicílias, e conquistou o Reino de Nápoles. Sete anos depois, Napoleão Bonaparte impôs seu irmão José Bonaparte (José I) no trono napolitano, no qual permaneceu por um breve período.
Depois do Congresso de Viena de 1815, que restaurou os monarcas europeus nos tronos que haviam perdido durante a época napoleônica, o rei Fernando I, já então rei Fernando IV de Nápoles e de Sicília, atribuiu-se o Reino de Nápoles que havia perdido em 1806 e, em 8 de dezembro de 1816 uniu os dois reinos restaurando assim o Reino das Duas Sicílias.

Sicília da Itália unificada (1860-hoje)
Freqüentemente conturbada por agitações, a Sicília foi palco, em 1820, de um levante militar, dirigido pelos carbonários, e em 1861 foi ocupada pelas tropas do nacionalista italiano Giuseppe Garibaldi. Garibaldi reconheceu Vitor Emanuel II como rei, monarca do Piemonte e Sardenha, e a Sicília se unificou-se ao novo Reino da Itália.
Após a Segunda Guerra Mundial, e mediante a Constituição de 1948, a Sicília recebeu um estatuto de autonomia, convertendo-se numa região autônoma da Itália, com amplos poderes de autogoverno.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Mude


Mude


Não guarde mágoas...

guarde lembranças.

Não chore sobre águas passadas...

recorde alegria.

Não viva do passado...

aproveite o presente.

Não fuja do agora...

prepare o amanhã.

Escolha o roteiro da sua vida!

Apague o que já passou e não retorna mais.

Refaça seu acervo de lembranças.

Relegue as más recordações ao esquecimento.

Às boas dê ainda mais brilho.

Não economize alegria.

Um sorriso a cada manhã...

um agradecimento ao final de cada dia!!!


(Autor desc.)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Os Pais e os Signos


OS PAIS E OS SIGNOS





Áries - 21/03 a 20/04
O pai de Áries tem o pavio curto e é movido pela paixão da realização. Alguns podem dizer que sua vontade é a lei. Mas apesar de ser um pouco mandão, ele entende o desejo de aventura dos filhos, que querem correr mundo. Ele é do tipo "eu me fiz sozinho". Independente, ele faz de tudo para ensinar aos seus descendentes a importância da autonomia. Dono de uma poderosa intuição, age rápido para defender sua cria e luta contra o mundo para proteger a ninhada. O pai de Áries facilmente se torna um exemplo, não apenas para os seus filhos, mas também para os amigos deles. Ele é romântico, mas não vai mostrar sua comoção ao ver a vitória dos filhos. Engraçado, franco e direto, o pai ariano pode não ter muita paciência para entender os motivos ocultos e subjetivos que entristecem a filha, mas será ele quem irá, num repente engraçado e iluminado, fazê-la rir de uma piada.

Touro - 21/04 a 20/05
Pode ser que o pai de Touro não tenha muito tempo para brincar com seus filhos, afinal passou tanto tempo trabalhando para proporcionar conforto e segurança para eles, que sobrou pouca energia para a diversão. O taurino quer dar o exemplo de seu esforço e determinação para os filhotes. Dono de uma intensa força de vontade, gosta de ver a família reunida para os bons momentos em que irão curtir delícias gastronômicas que ele mesmo faz. Touro é um signo de poderosa sensualidade e um sexto sentido especial para dar prazer às pessoas amadas. Se o seu pai nasceu com o Sol em Touro, prepare-se para dar a ele o melhor, pois ele gosta de qualidade. Mas ela deve vir sempre cercada de muito carinho.

Gêmeos - 21/05 a 20/06
O pai de Gêmeos se preocupa em dar a melhor educação para seus filhos. Mesmo quando não dispõe de recursos para pagar por escolas caras, ele faz de tudo para ensinar o filho a se dar bem na vida. Com uma mente prática, voltada para o cotidiano, o geminiano ensina até sem querer, com seu exemplo de curiosidade, inventividade e improvisação. Amigo dos filhos, ele pode ser um sujeito especial na hora de dividir suas paixões malucas. Ele torce pela cria no futebol, na viagem para o exterior, nas vitórias intelectuais, em tudo. Mesmo que não seja um tipo voltado à filosofia, o pai de Gêmeos gosta de uma obra que faça sua mente pensar sobre o mundo.

Câncer - 21/06 a 21/07
Este é o pai "mais família" de todo o Zodíaco, quase um rival da mãe. Preocupado demais com os filhos, ele gosta de ser bonzinho. O pai de Câncer entende, conversa e troca afeto. A não ser quando é presa de um terrível mau humor, que faz com que ele se prenda em casa como um gato, evitando o contato com o mundo externo. Contra essa nuvem perturbadora, só mesmo o carinho e a proximidade dos filhos. É difícil para um homem nascer com o Sol em câncer, pois seu reinado é o mundo do afeto, da subjetividade e de tudo que foi colocado sob a ordem do feminino. Vêm daí suas instabilidades. Sonhador, ele quer o melhor para sua família e é capaz de se virar do avesso para chegar lá. Costuma gostar de história e de romances compridos. O pai de Câncer se importa com o que é dado e feito de coração.

Leão - 22/07 a 22/08
O pai leonino tem um lado de chefe mandão, mas chora se for relegado a segundo plano. Ele vai até o inferno por quem ama, pois quer dar um exemplo de valor e honra aos seus filhos. E espera ser reconhecido por isso. Na pior das hipóteses, você está lidando com um tipo intuitivo, intenso, um pouco autoritário e controlador. Uma de suas frases preferidas é "Eu sei o que é melhor para você". E foram tantas as vezes que o tempo comprovou que ele estava certo que é melhor dar um voto de confiança para esse Leão caseiro. Ele é uma pessoa que se fez sozinha, e não admite menos do que o respeito por isso. Os leoninos são também um tanto vaidosos. Vale a pena lembrar disso na hora de presenteá-lo.

Virgem - 23/08 a 22/09
Ter um pai de Virgem não é fácil: você possui um crítico dizendo o tempo todo o que deve ou não ser feito. Para piorar, poucas vezes ele reage bem quando o criticado é ele.O virginiano não gosta de ver seus filhos perdendo tempo com ilusões, por isso distribui sermões, que às vezes podem magoar. O pai deste signo quer que o filho seja um craque. Ele dá o maior duro para proporcionar as condições para que isso aconteça. Para agradar esse pai, você precisa ter muita imaginação!

Libra - 23/09 a 22/10
Sociável, de boa paz, sensível e sempre com uma agenda cheia, este pai é amigo dos filhos e está sempre do lado deles. Mas pode ser difícil conviver com papai Libra se ele anda em um momento de escolhas difíceis. Tudo fica penoso e ele é capaz de ser atacado por crises de fúria e tristeza. Nestes momentos, o libriano prefere a solidão. Em todo o caso, o pai de Libra gosta de ver a casa cheia de gente. Ele sempre tem, também, uma palavrinha bacana para seus amigos e sabe receber como ninguém. O pai libriano quer ensinar aos filhos sobre o jogo social, ingrediente fundamental para se situar bem na vida. Justo, ele pode ficar do lado errado na hora da briga, se for por causa dos filhos. E tudo que mais quer é que sua cria seja original. O pai de Libra é capaz de aceitar toda a sorte de excentricidades por parte dos filhos, com uma tranquilidade muito maior do que os outros signos.

Escorpião - 23/10 a 21/11
O pai de Escorpião é muito devotado à família. Seu senso de eternidade e o sentido de sua vida são saboreados por meio dos filhos, pelos quais é capaz de se sacrificar. Mas nem por isso ele perde o controle e se deixa levar pelas lorotas dos pimpolhos. O escorpianino já provou a dureza da vida e desconfia de quem quer sucesso fácil. Por isso, ele prefere o amargo do remédio dado na hora certa e realiza intervenções radicais. Para o Escorpião, vale qualquer coisa para não ver seus filhos transformados em parasitas. Este é um pai exigente, inclusive consigo próprio, o que o torna respeitável. Difícil de enganar, sabe se transformar com o tempo, o que é um alívio para os filhos adolescentes. O pai de escorpião descobre o que vai na alma de suas crias porque tem um sexto sentido forte. Ele sabe exatamente quando é que algum filho corre perigo. E adora saber que é amado, respeitado e que seu sacrifício e esforço valeram a pena.

Sagitário - 22/11 a 21/12
Este é um pai atleta, desbravador e aventureiro, que leva tudo na esportiva. Mas também é bravo, pois tem "pavio curto" e não suporta a dependência dos filhos e a insegurança que eles podem apresentar. Mas ele compreende que todos têm seus momentos de hesitação e tristeza, porque é muito intuitivo. O pai sagitariano quer ver seus filhos independentes e autônomos. Ele é amigo dos pimpolhos e é sempre engraçado, até nos momentos mais difíceis. E isso é uma verdadeira benção, que dissolve mal-entendidos e caras feias. Quem tem um pai deste signo tem em casa um camarada, que adora viajar e se aventurar na companhia dos filhos.

Capricórnio - 22/12 a 20/01
Se você tem um pai capricorniano, você tem "o" pai. Consciente de seus deveres e responsabilidades, ele está pronto para fazer qualquer sacrifício para garantir uma vida confortável aos filhos. E não dá muita bola para o que não é essencial! Boas escolas, bons médicos, sapatos em ordem e dentes escovados é o suficiente. O pai de Capricórnio é a própria encarnação do símbolo do pai na astrologia. Ele quer que seus valores possam dar frutos visíveis nos filhos, por isso é devotado a eles. Talvez lhe falte um pouco da graça e da irreverência dos pais de outros signos. Contudo, ele está aí, como uma rocha firme, com suas convicções e seu tempo controlado para cada ação. Este é um pai que precisa de afeto, pois gosta de carinho, apesar de não demonstrar isso.

Aquário - 21/01 a 19/02
Se você tem um pai aquariano, possui um amigo. Ele é um ser pacífico e distraído, que adora olhar as estrelas e falar sobre como o mundo poderia ser mais feliz se houvesse justiça.Idealista, sociável e amigável, o aquariano quer ensinar o filho a compreender o mundo. Para isso, ele não poupa esforços - ou conversas. Ele gosta de falar muito sobre a juventude, um tempo especial para os filhos de Aquário. É que quanto mais velho este signo se torna, mais sábio e compreensivo fica. O pai de aquário é capaz de apelar para a história da humanidade se precisar provar a você que as conquistas da tecnologia estarão promovendo mais liberdade para as pessoas, que é o que ele mais preza. Pode ser que ele mesmo trabalhe com algo avançado, porque suas idéias estão sempre anos à frente.

Peixes - 20/02 a 20/03
Carinhoso, sensível e emotivo, o pisciano quer aconchego com os filhos. Ele perdoa tudo que eles fazem, mesmo sabendo que deveria ser mais firme. Peixes possui "infinitos emocionais", e o pai deste signo tem de exercer uma função muito complexa. de tanto afeto que dispensa aos filhos, ele acaba se tornando mais "mãe" do que muita mãe do Zodíaco. Às vezes, o pisciano se refugia em um mundo longínquo, em que só é possível entrar com amor. Nestes momentos, ele tenta ser menos absorvente com os filhos, mas mais cedo ou mais tarde sua natureza reclamará o carinho da cria. O pai de Peixes precisa sentir-se amado e quer que os filhos compreendam que ele tem de exercer um papel que está além de sua natureza. Assim, todo o esforço que faz para mostrar para seus rebentos que a vida tem limites, recebe a contrapartida de seu coração, que se move em um ritmo desconhecido dos outros.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Artesões da Vida Somos



Artesões da Vida Somos.

Minha vida daria um livro!
A vida de todo mundo daria um livro!
Somos todos obras-de-arte modeladas pelo Grande Artesão.
Ninguém passa por aqui como uma folha de papel em branco, isso não teria sentido.
Seria preciso vegetar no dia-a-dia e, ainda assim, algo seria escrito.
Por mais apagada que uma pessoa possa parecer, por menos que ela pareça importante, sua história se escreve a cada minuto.
E, criados à imagem de Deus, somos todos artesãos da nossa própria existência, modelando momentos aqui e outros lá, tirando um pouquinho, acrescentando outro e dando formas, bonitas ou não, ao que se passa ao nosso redor.
Todos os nossos risos e nossas lágrimas são letrinhas da nossa história.
Nossos grandes momentos são capítulos, uns mais interessantes, outros menos.
A natureza é a decoração que com bondade o Senhor colocou à nossa disposição e a família e amigos são os protagonistas com os quais nos presenteou.
Não é preciso ser artista, político, rei ou gente conhecida para sermos alguém.
Isso já somos!
Ninguém não existe!...

(Letícia Thompson)

E tenho certeza que cada um de nós, nem que seja por uma vez na vida, já foi o protagonista do livro da vida de alguém.
E isso não é importante?!


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A elegância do comportamento



A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

Educação enferruja por falta de uso.

"LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado.

Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."
(Author Desconhecido)



quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Hino à Amizade


Hino à Amizade


Vou te ofertar
Na doçura da amizade
Estrelas que não se pode contar,
Mas que contarão
Nossas velhas histórias,
Elas brilharão
Como milhões de pirilampos
Em noites escuras...
Florirão
Como centenas de flores do campo
E falarão
Das nossas aventuras,
Dos caminhos
Que tivemos que passar
E dos mares que atravessamos,
Das barras que seguramos,
Do quanto viajamos em sonhos
À terras distantes
Buscando felicidade.
Dirão
Das noites sem lua
Em que você foi meu luar
Dos dias sem riso
Em que você foi meu sorriso...
E que quando eu pensei
Que não restava mais nada,
Você foi minha estrada,
Minhas mãos e minhas pernas,
Pra que eu pudesse caminhar.
E que quando fui embora
Seus olhos choraram sozinhos
Porque não quiseram me ver partir.
Tudo minhas estrelas
Vão te lembrar,
Mas que te lembrem,
Sobretudo,
É que não te esqueço,
Que você ainda é,
Por vezes,
Meus braços e minhas pernas
E um lindo luar,
Que enfeita minha vida,
Uma amizade tão querida,
Tão difícil de se esquecer,
Tão fácil de se guardar
Uma pessoa tão linda,
Tão fácil de se amar.

(Letícia Thompson)

Masaccio

Masaccio

Masaccio (Nasceu em 21 de dezembro de 1401 e faleceu em 1428) foi o primeiro grande pintor do Quattrocento na Renascença Italiana. Seus afrescos são monumentos ao Humanismo e introduzem uma plasticidade nunca antes vista na pintura. Foi o primeiro grande pintor italiano depois de Giotto e o primeiro mestre da Renascença italiana. Masaccio entendeu o que Giotto iniciara no fim da Idade Média e tornou essa compreensão acessível a todos. Começou a trabalhar ainda quando Gentile da Fabriano, artista do Gótico Internacional, estava em Florença. Morreu aos 27 anos, mas sua obra é madura.

Masaccio é uma versão de Tommaso (Tommaso Grandão), que foi criada para distingui-lo de seu principal colaborador, Masolino. Apesar de sua breve carreira, ele afetou profundamente a obra de outros artistas. Foi um dos primeiros a usar a perspectiva científica na pintura. Também se afastou da pintura gótica e da elaborada ornamentação de Gentile da Fabriano, voltando-se para um estilo mais naturalista e real.

Masaccio nasceu em San Giovanni Valdarno, em Arezzo, na Toscana. A família se mudou para Florença e Masaccio entrou para a guilda de artesanato na cidade. Sua primeira obra foi o Tríptico de San Giovenale e A Virgem e o Menino com Santa Ana, que na Galeria Uffizi. A segunda obra foi uma colaboração com Masolino. Não se sabe de onde Masaccio recebeu suas primeiras lições de pintura.

Em Florença, Masaccio estudou a arte de Giotto e conheceu Alberti, Brunelleschi e Donatello. De acordo com Giorgio Vasari, a partir de 1423 Masaccio se libertou de todas as tradições góticas e bizantinas, como pode ser visto no altar da Igreja Carmelita, em Pisa, cujo painel central está agora na Galeria Nacional de Londres.

A Virgem e o Menino com Anjos.
A Madonna tem traços escultóricos e seu trono tem perpectiva. O menino é desprovido de qualquer aparência régia bizantina, é apenas um menino, chupando o dedo. É a antítese do estilo Gótico Internacional, de Gentile da Fabriano, com suas versões estilizadas de cenas bíblicas.

Em 1424, Masaccio e Masolino executaram um ciclo de afrescos para a Capela Brancacci, na Igreja de Santa Maria del Carmine, em Florença. O temos dos afrescos eram as Histórias de São Pedro. O gênio de Masaccio pode aí ser admiriado. No afresco A Ressurreição do filho de Teófilo, Masaccio pintou uma calçada em perpectiva, rodeada de grandes prédios para obter uma profundidade de campo e um espaço tridimensional no qual as figuras eram colocadas proporcionalmente ao seu espaço ao redor. Masaccio foi pioneiro no uso da perspectiva.

Adão e Eva Expulsos do Paraíso, antes e depois da restauração.
As cenas de Masaccio mostram as suas referências a Giotto. A Expulsão do Jardim do Éden, mostrando uma cena terrível de Adão e Eva nus, foi crucial para a obra de Michelangelo. Outra grande obra é Dinheiro dos Tributos, na qual Jesus e os Apóstolos são mostrados como arquétipos neo-clássicos.

Em 1425, Masolino partiu para a Hungria. Algumas das cenas que pintaram juntos foram destruídas em um incêndio em 1771. Em 1426, Masaccio foi contratado por Giuliano di Colino degli Scarsi para pintar um grande altar, o Políptico de Pisa, para sua capela na Igreja de Santa Maria del Carmine, em Pisa. Com a ajuda de Brunelleschi, em 1427 Masaccio ganhou uma encomenda para produzir uma Trindade Sagrada para a Igreja de Santa Maria Novella, em Florença. O afresco, considerado por muitos como sua obra-prima, marca o uso sistemático da perspectiva linear, possivelmente desenvolvida com a ajuda de Brunelleschi. A obra apresenta três planos: no superior, a Trindade; no plano médio, a Virgem (a única a olhar para o espectador) e São João; no plano inferior, os doadores da obra, membros da Família Lenzi. Na base, o esqueleto, que representa todos os seres humanos, com uma inscrição: "Fui outrora o que você é, e sou aquilo em que você se transformará".

Masolino voltou para Itália antes da morte de Masaccio. Trabalharam juntos em Roma, na criação de afrescos para a Santa Maria Maior. Masaccio morreu em 1428. Diz a lenda que foi envenenado por um pintor rival. Hoje existem poucos afrescos que são certamente atribuídos a ele.

Masaccio influenciou profundamente a arte da Renascença. De acordo com Giorgio Vasari, todos os pintores de Florença estudaram seus afrescos para aprender como pintar bem. Ele transformou a direção da pintura italiana, desviando-se das idealizações da arte gótica e voltando a arte para um mundo mais profundo, natural e humanista.

Obras

Tríptico de San Giovenale
Está hoje na Igreja de Cascia di Reggello, em Pieve de San Pietro, perto de Florença. Foi encomendado pela Família Castellani para a Basílica de São Lourenço, em Florença e depois transportado. Foi descoberto em 1961, em um péssimo estado de conservação. A complexa perspectiva do painel central deve ter sido nova para a época. Foi a primeira obra assinada em caracteres não-medievais.

Madonna e Menino com Santa Ana
É uma obra com colaboração de Masolino. Mais uma vez o uso da perspectiva é claro, especialmente na mão de Santa Ana. Jesus é novamente uma criança comum. É também uma das primeiras obras a mostrar o efeito da luz natural sobre as figuras. A sucessão de planos em perspectiva mostra uma estrutura quase piramidal.

A Virgem com Menino e Anjos
Encontra-se hoje na Galeria Nacional de Londres. Foi criado para o altar da Igreja Carmelita em Pisa. Outros painéis do altar estão espalhados pelo mundo. Mostra o desejo de Masaccio de pintar com realismo. Mostra também os estudos de Masaccio em relação à luz (ver a sombra e a luz dos instrumentos dos anjos) e a influência da arquitetura romana (no trono da Virgem).

Expulsão do Paraíso
Feita para a Capela Brancacci. Três séculos após sua criação, o Grande Duque da Toscana exigiu que fossem colocadas folhas para esconder a nudez das figuras. Nos anos de 1980, as folhas foram removidas e o quadro restaurado. O quadro foi inspirador para Michelangelo.
Masaccio inspirou-se em figuras gregas e romanas, além de escultras de Donatello para a elaboração do afresco.

O Pagamento do Tributo
Representa a história de São Pedro e o coletor de impostos. A importãncia da obra está na caracterização de Jesus como uma figura humana, com a mesma altura dos Apóstolos, uma rejeição à perspectiva hierárquica, que marcou a arte bizantina. Masaccio enfatiza os diferentes espaços com a clássica teoria da cor.

A Natividade
Pintada em um prato. Foi o primeiro da tradição renascentista. Novamente se percebe a influência de Bruneleschi no retrato dos arcos do prédio. São Geronimo e São João Batista. Feito para um políptico da Igreja de Santa Maria Maior, em Roma. Foi o último trabalho de Masaccio antes de morrer. Mais uma vez Masaccio e Masolino trabalharam juntos, mas Masolino teve de finalizar a obra. É a única obra que revela a presença de Masaccio em Roma.

São Pedro curando Doentes com sua Sombra
Sobre a vida de São Pedro. Se acredita que as figuras na obras são representações de Masolino ou Donatello. A rua de Florença é elaborada em perspectiva e o desenho das casas revela novamente a influência da arquitetura.

A Ressurreição do Filho de Teófilo
Outro afresco da Capella Brancacci sobre a vida de São Pedro. Masaccio representa o episódio em um abiente da época, com figuras como Masolino, Leon Battista Alberti,Brunelleschi e ele mesmo, em um auto-retrato (são os quatro homens bem à direita)..

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Amigos São Flores e Poemas



Amigos São Flores e Poemas

Amigos são flores...
São flores plantadas ao longo do nosso caminho para que saibamos encontrar primavera o ano todo.
Quando o outono chega, cheio de beleza e melancolia, os amigos estão presentes nos trazendo alegria.
E, quando o inverno vem frio e escuro, trazendo saudades e noites longas, os amigos nos trazem calor e luz com o brilho da sua presença.
Essas flores belas perfumam nossa existência e nos fazem ver que não estamos sozinhos.
Se amigos são flores que duram um ano ou um dia não faz diferença, porque o importante são as marcas que deixam nas nossas vidas.
São as horas compartilhadas, horas de carinho, horas de amor e cuidado... um amigo que se doa sem esperar um retorno, que se entrega pelo prazer de ver a felicidade do outro, é uma flor que merece cuidados especiais; um ser grande e importante que nos emociona só pelo fato de existir.
É alguém que consegue chegar até nossa alma... um presente de Deus.
Se todo o mundo nos virar as costas e, no meio desse mundo, uma flor, nem que seja uma única flor de amizade nascer em nosso jardim, então toda a vida já terá valido a pena.

Amigos são poemas...
Os verdadeiros amigos são a poesia da vida.
Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos, e nos seguram a mão quando caminhar parece difícil.
Eles nos mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar, e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar nas noites solitárias e vazias.
Um amigo é alguém que nunca nos deixa só, mesmo quando não pode estar presente, pois sabemos que um pedacinho do seu coração está conosco.
Um amigo é alguém que pensa na gente mesmo estando separado por mil mares...
É alguém por quem a gente sabe que vale a pena viver...
Um amigo nem sempre diz sim, quando dizemos sim, e não, quando dizemos não.
Mas ele vai nos fazer entender com mais clareza aquilo que não conseguimos entender sozinhos. Um amigo é um bem precioso que não devemos deixar guardado numa caixinha de jóias, para usá-lo quando precisamos, mas tê-lo sempre presente junto a nós, mostrando ao mundo que riqueza mesmo é ter um verdadeiro amigo.

Amigos são flores... Amigos são poemas...
Como flores, devem ser cultivadas com carinho e dedicação, para que as tempestades da vida não esfacelem suas pétalas e para que possamos ter seu perfume em todas as estações.
Como poemas, devem ser sentidos nas fibras mais sutis da alma, com respeito e gratidão, para que sejam a melodia risonha a embalar nossas horas em todos os períodos do ano.

(Letícia Thompsom)

Cora Coralina


Cora Coralina


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literário, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás.

Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.

Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nas cidades de Avaré e Jaboticabal, e depois na cidade de São Paulo, para onde se mudaria em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.

Ao completar cinqüenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.

Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada.

Cora Carolina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.

Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Livros e outras obras
Estórias da casa velha da ponte
Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais
Meninos verdes (Infantil)
eu livro de cordel
O tesouro da casa velha
A moeda de ouro que o pato engoliu (Infantil)
Vintém de cobre



Humildade

Senhor,

fazei com que eu aceite minha pobreza

tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.

Não lamente o que podia ter

e se perdeu por caminhos errados

e nunca mais voltou.

Dai, Senhor,

que minha humildade seja como a chuva

desejada caindo mansa,

longa noite escura

numa terra sedenta e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,

minha cama estreita,

minhas coisinhas pobres,

minha casa de chão,

pedras e tábuas remontadas.

E ter sempre um feixe de lenha

debaixo do meu fogão de taipa,

e acender, eu mesma,

o fogo alegre da minha casa

na manhã de um novo dia que começa.


(Cora Coralina)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A Impontualidade do Amor


A Impontualidade do Amor

Você está sozinho...
Você e a torcida do Flamengo...
Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar.
Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia.
Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios.
Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras.
O amor dá meia-volta, volver.
Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans.
Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema.
Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz.
Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você.
Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros.
Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.
O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste.
Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro....
Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole.
O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente.
Agora a segunda: mas é imprevisível.
Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa.
O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza.
Idealizar é sofrer.
Amar é surpreender.


(Marta Medeiros)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Espetáculo da Vida


O Espetáculo da Vida
Que você seja um grande empreendedor.
Quando empreender, não tenha medo de falhar.
Quando falhar, não tenha receio de chorar.
Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue.
Dê sempre uma nova chance para si mesmo.
Encontre um oásis em seu deserto.
Os perdedores vêem os raios.
Os vencedores vêem a chuva e a oportunidade de cultivar.
Os perdedores paralisam-se diante das perdas e dos fracassos.
Os vencedores começam tudo de novo.
Saiba que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo.
Não seja escravo dos seus pensamentos negativos.
Liberte-se da pior prisão do mundo: o cárcere da emoção.
O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha.
Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente.
Sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo.
Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida.
Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão.
Ninguém é igual a você no palco da vida.
Você é um ser humano insubstituível.
Jamais desista das pessoas que ama.
Jamais desista de ser feliz.
Lute sempre pelos seus sonhos.
Seja profundamente apaixonado pela vida.
Pois a vida é um espetáculo imperdível.
(Augusto Cury)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Papai Noel



Papai Noel


O personagem Papai Noel foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.

Uma das pessoas que ajudaram a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova Iorque, que lançou o poema Uma visita de São Nicolau, em 1822, escrito para seus seis filhos. Nesse poema, Moore divulgava a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato dele entrar pela chaminé.

O caso da chaminé, inclusive, é um dos mais curiosos na lenda de Papai Noel. Alguns estudiosos defendem que isso se deve ao fato de que várias pessoas tinham o costume de limpar as chaminés no Ano Novo para permitir que a boa sorte entrasse na casa durante o resto do ano.

No poema, várias tradições foram buscadas de diversas fontes e a verdadeira explicação da chaminé veio da Finlândia. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, semelhantes a iglus, que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa “casa” era um buraco no telhado.

A última e mais importante característica incluída na figura do Pai Natal é sua blusa vermelha e branca. Antigamente, ele usava cores que tendiam mais para o marrom e costumava usar uma coroa de azevinhos na cabeça, mas não havia um padrão.

Seu atual visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1886, na edição especial de Natal. Em alguns lugares na Europa, contudo, algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo, em vez do gorro vermelho, uma mitra episcopal.

É amplamente divulgado pela internet e por outros meios que a Coca-Cola seria a responsável pelo atual visual do Papai Noel (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto), mas é historicamente comprovado que o responsável por sua roupagem vermelha foi o Cartunista americano Thomas Nast, em 1866 na revista Harper's Weeklys.

Papai Noel até então era representado com roupas de inverno, porém na cor verde. O que ocorre é que em 1931 a Coca-Cola teria realizado uma grande campanha publicitária vestindo Papai Noel ao mesmo modo de Nast, com as cores vermelha e branco o que foi bastante conveniente já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo. Portanto a Coca-Cola foi responsável por ajudar a difundir o mito tal qual ele é, mas, de forma alguma por criar a figura tão conhecida de Papai-Noel.

Nos países do norte da Europa, diz a tradição que o Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o "escritório do Papai Noel" bem como o parque conhecido como "Santa Park", que se tornou uma atração turística do local. Criou-se inclusive um endereço oficial como a residência do Papai Noel, a saber:

Santa Claus
FIN-96930 Arctic Circle -
Rovaniemi - Finlândia
http://www.santaclausoffice.fi/

Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se auto-declarou como a "residência de verão" do Pai Natal.


As renas do Papai Noel ou de o Pai Natal são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel ou o Pai Natal entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel ou o Pai Natal pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas. O mito das renas foi inventado na Europa, no século XIX.

A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas. Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998).

O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Limoncello


Limoncello



Limoncello é um licor de limão produzido originalmente no sul da Itália, especialmente na região do golfo de Nápoles, na costa Amalfitana e nas ilhas de Ischia e Capri, havendo também produção na Sícilia e na Sardenha. É feito à base de limão, álcool, água e açúcar; deve ser mantido no congelador e, conseqüentemente, bebido bem gelado.


O limoncello é apreciado pela cantora canadense Avril Lavigne, que escreveu, na música "I Can do Better" de seu mais recente álbum, "The Best Damn Thing", "I will drink as much Limoncello as I can and I'll dp it again and again and...", o que significa "Eu vou beber o quanto de Limoncello eu quiser de novo e de novo e...".


No Brasil é produzido na cidade gaúcha de Xangri-lá e é denominado de "Citroncello Positano". É fabricado a partir da excelência do limão siciliano, em processo artesanal de infusão de suas cascas em álcool de cereais.


Também é produzido na cidade paranaense de São José dos Pinhais um licor denominado "Limãogelo" que tem clara inspiração no Limoncello, tanto no nome quanto no seu conteúdo.


Receita:


1 litro de álcool de cereais ou vodka não aromatizada

1 litro água

15 limões sicilianos

500g de açucar


Lave os limões. Seque. Descasque-os sem atingir a parte branca.Ponha uma parte do álcool e os limões num vidro. Tampe. Guarde no escuro por 72 horas. Ferva a água com o acúcar por 1/2 hora. Deixe esfriar. Junte a mistura de álcool e limões. Misture bem. Coe o líquido em filtro de papel, desprezando os limões. Ponha o restante do álcool. Tampe de novo. Reserve por 36 horas em local escuro. Coe várias vezes. Ponha em licoreira. Guarde durante uma semana. Sirva bem gelado.

Borboletas


Borboletas



Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!


(Mário Quintana)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Palazzo Reale di Napoli



Palazzo Reale di Napoli


O Palazzo Reale di Napoli (Palácio Real de Nápoles) é um dos quatro palácios que serviram de residência aos reis de Nápoles e Sicília durante o seu reinado no Reino das Duas Sicílias (1730-1860); os outros palácios são o Reggia di Caserta, o Reggia di Capodimonte e o Reggia di Portici.

História
O edifício, que se situa em Nápoles, na actual Piazza del Plebiscito (Praça do Plebiscito), foi construído em 1600 por Domenico Fontana[1], sob encomenda do vice-rei espanhol de então, o Conde de Lemos. Este deveria hospedar o rei Filipe III de Espanha, esperado em Nápoles com a sua consorte para uma visita oficial que nunca aconteceu. O palácio tornou-se sucessivamente residência do vice-rei espanhol, do vice-rei austríaco e, finalmente, dos reis da Casa de Bourbon.
A residência real foi mudada para Caserta no século XVIII, uma vez que esta cidade, afastada do litoral, era mais defensável do assalto naval do que Nápoles.
No periodo compreendido entre 1806 e 1815 foi enriquecido por Gioacchino Murat e Carolina Bonaparte com decorações e adornos neoclássicos provenientes do Palácio das Tulherias. Em 1837 foi danificado por um incêndio e posteriormente restaurado entre 1838 e 1858 pela mão de Gaetano Genovese, o qual ampliou e regularizou, sem distorções, a antiga construção. Naquela época foram acrescentadas à estrutura a Ala das Festas e uma nova fachada voltada para o mar, caracterizada por uma base rusticada e por uma torre-belvedere. No ângulo com o Teatro San Carlo foi criada uma pequena fachada no lugar do palácio velho de dom Pedro de Toledo.
Depois do Risorgimento foi eleita residência napolitana dos soberanos da Casa de Sabóia. Em 1888, por vontade de Humberto I, os nichos externos foram ocupados por gigantescas estátuas dos Reis da Sicília e Nápoles: Rogério II da Sicília, Frederico II da Suábia, Carlos I de Anjou, Afonso V de Aragão, Carlos V de Habsburgo, Carlos III de Bourbon, Joachim Murat, e Vítor Emanuel II de Sabóia, primeiro rei de Itália unida.
Em 1922 foi decidido (por Decreto do Ministro Anile) transferir a Biblioteca Nacional Vitor Emanuel III (actualmente no edifício do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles) para o Palazzo Reale di Napoli; a transferência dos livros foi efectuada em 1925.
Os bombardeamentos súbitos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial e a ocupação militar que se seguiu causaram danos gravíssimos ao palácio, as quais justificaram um restauro a cargo da Superintendência dos Monumentos.

Arquitectura
A fachada possui uma base rusticada com duas ordens de janelas ao longo de 169 metros. No seu centro são visíveis os brasões reais e vice-reais. A fachada conserva a forma clássica original, com excepção do pórtico, onde na segunda metade do século XVIII, por obra de Luigi Vanvitelli, foram fechados alternadamente os arcos para aumentar a solidez do edifício, dando vida a arcadas fechadas em nichos. Em seguida, com os restauros do século XIX, foram acrescentadas arcadas fechadas em ambas as extremidades da fachada, cobertas por um terraço. Nestes nichos foram instaladas estátuas de oito reis de Nápoles, cujos bustos são reproduzidos abaixo.
Entrando no palácio, acede-se ao Pátio de Honra, o qual conserva a marca arquitectónica de Fontana. Em frente fica uma fonte oitocentista com a estátua da "Fortuna". À esquerda ficam os Jardins e à direita encontram-se o Pátio das Carruagens e o Pátio do Belvedere.
Acede-se ao Apartamento histórico pela monumental e luminosa Escadaria de Honra (Scalone d'onore), a qual foi projectada em 1651 por Francesco Antonio Picchiatti e decorada, de seguida, por Gaetano Genovese entre 1838 e 1858. A Escadaria foi decorada em mármore branco e rosado, com troféus militares e baixos relevos alegóricos. É digna de nota a rica balaustrada de mármore perfurado. Na zona superior encontram-se estátuas monumentais em gesso, as quais representam a Força, a Justiça, a Clemência e a Prudência. No final da Escadaria acede-se ao luminosíssimo Ambulacro, circundado por vitrais oitocentista. Elegantes estuques decoram as abóbadas do vestíbulo.

Apartamento Real
O Apartamento Real foi destinado a museu, a partir de 1919, com o nome de Apartamento Histórico (Appartamento Storico). Durante a visita podem admirar-se as salas Reais de aparato no andar nobre, as quais não sofreram qualquer alteração. Na década de 1970, algumas salas foram adaptadas a galeria de obras de arte e ordenadas com base em critérios temáticos e historico-estilísticos.
As salas e as mobílias usadas mais quotidianamente não estão juntas devido aos graves danos e ao saque ocorrido no palácio durante a Segunda Guerra Mundial. A guerra também danificou as vestes bourbónicas, refeitos na segunda metade do século XX nos mesmos teares antigos da Sedaria Bourbónica da Fábrica de San Leucio, próximo de Caserta.
Os testemunhos mais importantes da decoração seicentista de origem são os afrescos de conteúdo histórico e de gosto tardo-maneirista que decoram as salas mais antigas com ciclos de pintura destinados a exaltar a glória e a fortuna dos espanhóis vencedores.

Sala I: Teatro da Corte
Esta sala foi organizada por Ferdinando Fuga em 1768. Embora tenha sido muito danificada durante a Segunda Guerra Mundial (a abóbada é de meados do século XX), conserva as doze estátuas de papel machê originais, obra do escultor Angelo Viva, as quais representam Apolo, Minerva, Mercúrio e as nove Musas. Este Teatro acolheu representações de obras de Paisiello e Cimarosa. Chega-se à sala seguinte através de duas entre outras cinquenta portas em madeira pintadas sobre fundo de ouro, obra de um decorador desconhecido que viveu entre o século XVIII e o século XIX, decoradas com elegantes motivos fantásticos, vegetais e animais, de gosto Pompeiano.

Sala II: Sala Diplomática
Na segunda sala, denominada também de Antecâmara de Sua Majestade (Anticamera di Sua Maestà), reunia-se o séquito das delegações diplomáticas recebidas na Sala do Trono. Sobre a abóbada encontra-se a pintura de Francesco De Mura que representa "A alegoria da virtude de Carlos de Bourbon e Maria Amália da Saxónia". A sala, coberta com lampasso (tecido antigo, frequentemente enriquecido com tramas de ouro e prata) encarnado, está enriquecida com majestosos móveis neo-barrocos, enquanto que nas paredes se encontram duas tapeçarias Gobelins da série de alegorias dos elementos: o Fogo e o Ar. Foram tecidas por Louis La Tour sobre cartões de Charles Lebrun, destinadas à celebração do poder do Rei Luís XIV de França.

Sala III: Saleta Neoclássica
Ao centro desta sala existe uma Ninfa alada da autoria de De Crescenzo. Nas paredes encontram-se dois importantes registos respeitantes ao Palácio Real, a Escadaria, de Antonio Dominici, e a Capela Real, de Elia Interguglielmi, representadas por ocasião dos casamentos por procuração das princesas Maria Teresa e Maria Luisa de Bourbon com os primos austríacos Francisco II de Habsburgo e Fernando III de Lorena, ocorridos em 1790.

Sala IV, ou Segunda Antecâmara de Sua Majestade: Esplendor de Afonso o Magnânimo
Belisario Corenzio, ajudado por colaboradores da sua oficina, pintou na abóbada da Segunda Antecâmara um afresco que representa o Esplendor de Afonso o Magnânimo, fundador do reino aragonês de Nápoles. As várias secções, todas com uma legenda em espanhol, representam: ao centro, Investidura Real de Afonso; seguindo-se no sentido dos ponteiros do relógio, Afonso de Aragão entra em Nápoles; Cura para as artes e as letras; Submissão da cidade de Génova; Entrega a Afonso da Ordem do Tosão de Ouro. Nas paredes encontram-se duas pinturas de Massimo Stanzione, sendo uma delas "São Pedro consagra Sant'Aspreno como primeiro Bispo de Nápoles".

Sala V: Terceira Antecâmara
Sobre a parede central da sala, uma tapeçaria com o Rapto de Proserpina, de Pietro Duranti, testemunha a actividade da Real Tapeçaria de Nápoles.
O tecto, de 1818, é da autoria de Giuseppe Cammarano e representa Pallade entronizando a Fidelidade.

Sala VI: Sala do Trono
A Sala do Trono é o lugar da autoridade, no qual o Rei recebia todos os seus hóspedes. O trono de madeira dourada, com os leões de estilo Império sobre os braços, pode ser datado por volta de 1850, enquanto que o baldaquino é originário do século XVIII. Nas paredes estão retratadas personagens realmente existentes entre o século XVII e o século XIX, entre as quais se encontra Fernando I, pintado por Vincenzo Camuccini. No tecto, de 1818, encontram-se personificações das catorze províncias do Reino das Duas Sicílias com brasões heráldicos e insígnias do reino.

Sala VII
Na Sala VII encontra-se um ciclo de pinturas que representa a História bíblica de Judite, de Tommaso de Vivo.

Sala VIII: Salão dos Embaixadores
A antiga galeria tem origem no terceiro decénio do século XVII. A abóbada conserva um dos afrescos mais antigos do palácio, o esplendor da Casa de Espanha em catorze quadros, obra de Belisario Corenzio, Onofrio e Andrea de Lione. O ciclo de Maria Anna de Áustria (1634-1696), do quinto decénio do século XVII, apresenta nos ângulos o brasão dos Habsburgo, obra de Massimo Stanzione.

Sala IX: Sala de Maria Cristina de Sabóia
Esta sala, que anteriormente era denominada Sala dos Ministros, foi mais tarde rebaptizada em homenagem à rainha de Nápoles Maria Cristina de Sabóia, primeira esposa de Fernando II, a qual morreu em 1836 depois de ter dado à luz o futuro rei Francisco II e proclamada beata pela sua grande virtude cristã.
Entre as pinturas encontram-se O massacre dos inocentes, de Andrea Vaccaro, e Caminho do Calvário, atribuída a Decio Tramontano. Dois grandes vasos de Sévres, de 1820, representam "as Estações".

Sala X
A Sala X é o oratório privado da rainha Maria Cristina de Sabóia e, nas paredes, apresenta a "História do Nascimento de Cristo", de Francesco Liani.
Desta sala acede-se ao "Jardim Pênsil", chamado antes de "Loggia" ou "Belvedere", o qual foi edificado na segunda metade do século XVII. Este jardim apresenta-se, actualmente, no arranjo oitocentista efectuado pelo arquitecto Genovese, decorado com fontes, árvores floridas e, ao centro, uma mesa de mármore e bancos neoclássicos. Primeiro Carlos e depois Fernando de Bourbon tiveram lá o seu quarto, o qual avançava sobre o jardim.
No século XIX, o acesso directo ao jardim também era possível a partir da actual Sala XX mediante uma ponte em ferro forjado, mais tarde destruída pelos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial.
A partir do Jardim Pênsil é possível gozar uma das mais belas vistas sobre o Golfo de Nápoles, do Vesúvio à Península Sorrentina até Capri.

Sala XI: Sala do Grande Capitão
O teto desta sala representa um dos testemunhos mais preciosos que restaram da primitiva decoração seiscentista do palácio. Foi pintado por Battistello Caracciolo na segunda metade do século XVII e representa "A conquista do Reino de Nápoles", ocorrida em 1502, por Gonzalo Fernández de Córdoba, primeiro vice-rei espanhol de Nápoles, chamado de "Grande Capitão".

Sala XII: Sala dos Flamengos
Esta sala recebeu este nome devido aos retratos holandeses do século XVII provenientes da Galeria Real de um palácio em Chiaia e comprados em Roma por Fernando IV de Bourbon em 1802. Sobre a consola mural está colocado um raríssimo relógio de Charles Clay, proveniente de Londres e datado de 1730, com carrilhão e figuras móveis. Ao centro da sala existe uma floreira com uma gaiola para aves, atribuida à Manufactura Popov de Gorbunovo, próximo de Moscovo, oferecida pelo czar Nicolau I da Rússia a Fernando II por ocasião da sua viagem a Nápoles em 1846. O tecto carrega brasões das províncias do Reino e um afresco de G. Maldarelli: "A Magnanimidade de Tancredo d'Altavilla para com Constança de Aragão sua prisioneira".

Sala XIII: Estúdio do Rei
O Estúdio do Rei é da época de Joaquim Murat. Os móveis de estilo Império foram fabricados em Paris entre 1809 e 1811, pelo ebanista Adam Weisweiler. Nas paredes encontram-se paisagens napolitanas da Escola de Posillipo. Na abóbada pode ver-se uma têmpera sobre estuque de G. Cammarano (1840): "Afonso da Calábria liberta Otranto dos turcos".

Sala XIV: Sala do Século XVII Napolitano
Esta sala, antes pertencente à rainha, é a primeira de uma série de salas decoradas no século XVIII para formar o apartamento de Maria Amália da Saxónia, esposa de Carlos III de Bourbon; nesta sala estão expostas pinturas do século XVII Napolitano. De Andrea Vaccaro são: "A fábula de Orfeo que encanta os animais" e "O encontro de Raquel e Jacó".
Um monumento de extraordinária importância no âmbito da história e da pintura é a tela de Luca Giordano: "São Januário invoca o fim da Peste em Nápoles". Extraordinário é, também, o tecto, com uma particular decoração de "ramagens" de estuque branco e ouro datada do século XVIII. Ao centro está uma escrivaninha com pedra dura empregue sobre um fundo de pórfiro da Oficina das Pedras Duras de Florença, oferta do Grão-Duque da Toscânia Leopoldo II a Fernando I.

Sala XV: Sala da Pintura de Paisagens
Nesta sala estão pintadas paisagens do século XVI ao século XIX; ao centro encontra-se uma escrivaninha com o tampo em mármore, oferecida pelo barão Manganelli a Fernando II de Bourbon em 1830. O tecto e o espelho remontam ao tempo de Carlos de Bourbon. Nesta sala encontra-se a obra de A. De Aloysio intitulada "Colocação da primeira pedra da Igreja de São Francisco de Paula", de 1817.

Sala XVI: Sala de Luca Giordano
O refinado tecto com estuques branco-ouro é do tempo de Carlos de Bourbon; os móveis são de estilo neo-rococó e de manufactura napolitana. Entre as pinturas encontra-se a representação de uma série de batalhas inspiradas na antiguidade, obra de Luca Giordano, na sua fase barroca, inspirado em Pietro da Cortona.

Sala XVII: Sala da Pintura do Século XVII
Desta sala acedia-se, no século XVII, à Sala do Vice-Rei (actual Sala XXII). Entre as pinturas que representam o desenvolvimento meridional e romano da pintura seiscentista encontra-se o famoso Regresso do filho pródigo, de Mattia Preti, e o Cristo entre os doutores, de Giovanni Antonio Galli dito "Lo Spadarino".

Sala XVIII: Sala da Pintura Emiliana
Nesta sala estão reunidas pinturas seiscentistas da região emiliana provenientes da colecção Farnese, a qual foi herdada por Carlos de Bourbon e trasportada para Nápoles. Encontram-se presentes nesta sala as obras, de 1613, A Sagrada Família na oficina de São José e Doação de Santa Isabel, de Bartolomeo Schedoni, e O Sonho de São José, de Guercino.

Sala XIX: Sala da Natureza Morta
É possível admirar nesta sala numerosos exemplos de naturezas mortas seiscentistas e setecentistas, um género que, em Nápoles, teve grande fortuna, sobretudo no século XVII, no rasto da tradição flamenga.

Sala XX: Sala Neoclássica
Antiga Sala das Colunas, é caracterizada pelo gosto neoclássico, tanto no ambiente como nas obras expostas. Nas paredes encontram-se registos de Tischbein inspirados nos vasos gregos de Lord Hamilton. Ao centro da sala encontra-se uma escrivaninha de bronze coberto e decorado com mármore, que tomam a forma de objectos provenientes das escavações de Pompeia.

Sala XXI: (antiga Sala das Pilastras)
É notável uma mesa de centro da época napoleónica.

Sala XXII: Salão de Hércules
O salão, antiga Sala do Vice_Rei, costruído em meados do século XVII, acolhe uma série de retratos dos vice-reis. Actualmente apresenta tapeçarias da série de Cupido e Psiquê, da Real Fábrica de Nápoles, tecidas por Pietro Duranti, sobre cartões de Fedele e Alessandro Fischetti, entretra 1783 e 1789. A organização remonta a meados do século passado, quando adquiriu a função setecentista de salão de baile. Também é digno de nota o relógio do parisiense Thuret, activo na primeira metade do século XVIII, o qual representa Atlante que rege o mundo.

Sala XXIII
Nas paredes encontram-se algumas pinturas de Francesco Celebrano, as quais representam "As Estações", destinadas a um lugar campestre da Realeza Bourbónica, talvez Carditello.

Sala XXIV: Sala de Dom Quixote
Nesta sala estão expostos os esboços de pinturas realizadas por pintores napolitanos, destinados a servir de modelos para a tecelagem de uma grande série de tapeçarias da fábrica de Nápoles. Estas tapeçarias foram produzidas entre 1758 e 1779
e, actualmente, encontram-se no Palazzo del Quirinale, em Roma. O tema reproduzido é o das aventuras de Dom Quixote.

Sala XXV: Sala da Pintura de Paisagens Napolitanas do Século XIX
Nesta sala estão conservadas algumas pinturas de Pasquale Mattei representando as festas do Reino: A festa de Santa Rosália em Palermo, de 1855, A feira de São Januário em Abruzzo, de 1851, A procissão do Corpus Christi em Monte Cassino, de 1858,e A procissão ao Santuário da Senhora do poço em Capruso próximo de Bari, de 1853.
Da autoria de Salvatore Fergola encontram-se presentes algumas paisagens: A floresta ao crepúsculo e Os náufragos ao luar.

Salas XXVI, XXVII e XXVIII: Afrescos de Domenico Antonio Vaccaro
Nesta sala encontram-se vários afrescos da autoria de Domenico Antonio Vaccaro, entre as quais se destacam: A alegoria da união matrimonial e A alegoria da Majestade Régia, os quais decoram os degraus ao lado da alcova da rainha Maria Amália da Saxónia.

Sala XXIX: Sala do Corpo da Guarda
Nesta sala encontram-se tapeçarias da manufactura napolitana: O Ar, A Terra e A Água, realizadas depois de a maquinaria e os tecelões da tapeçaria Grã-ducal de Florença, então fechada, terem sido transferidos para Nápoles para dar vida à Real Fábrica Bourbónica.

Sala XXX: Capela Real
A Capela Real, dedicada à Assunção de Maria, foi construída em meados do século XVII segundo um desenho de Cosimo Fanzago, tendo estado no centro da vida musical napolitana entre os séculos XVII e XVIII. Durante o restauro efectuado na primeira metade do século XIX por António de Simone e Gaetano Genovese, a original disposição barroca permaneceu inalterada, mas o aparato decorativo foi modificado radicalmente. São de Cammarano os caixotões em madeira na abside, com pinturas representando O Pai Eterno entre Jesús Cristo, a Virgem e os Evangelhos, os anjos e querubins, inspirado na arte bizantina, juntamente com as alegorias da Fé, da Esperança, da Religião e da Caridade, e os Anjos festejando com ramos de oliveira e palmeira na faixa em mármore fingido. Deve-se ao arquitecto António de Simone a cenográfica estrutura em madeira pintada em mármore fingido que transformou toda a parte da abside. No entanto, o fulcro da Capela é seguramente o altar barroco de Dionisio Lazzari, realizado em 1674
para a Igreja de Santa Teresa dos Descalços e trasportado para a Capela Real por Joaquim Murat. O altar é, de facto, uma preciosa obra em bronze dourado, pedra dura, ágata, lápis-lazúli, ónix, jaspe e ametista. A Capela foi danificada por uma bomba em 1943 e ainda está em restauro, embora conserve obras relevantes e actualmente esteja adaptada a museu; estão ali expostos o precioso Presépio do Banco de Nápoles, um Cristo Ressuscitado em bronze dourado atribuido a Vinaccia, São Miguel que abate os demónios de autor desconhecido oriundo de Trapani, dois baixos-relevos em bronze e ágata de Francesco Righetti representando Fernando de Castela e Francisco de Paula e, por fim, uma casula em seda branca e rosa oferecida por Fernando de Bourbon e carregando as suas iniciais.

Os Jardins Reais
A área dos jardins já estava coberta de verde desde o século XIII, na época da Dinastia Angevina. No período de domínio dos vice-reis foi organizada como parque e enriquecida com estátuas, alamedas e "jardins secretos".
Em meados do século XIX, o arquitecto Gaetano Genovese conduziu os trabalhos de ampliação e restauro do palácio, tendo confiado os jardins aos cuidados do botânico Federico Corrado Denhart, o qual inseriu numerosas magnólias, azinheiras e plantas raras, entre as quais se encontram a Persea Indica, a Strelitzia Niccolai e a Cycas Revoluta. Foi deste modo que o jardim adquiriu o seu novo aspecto "à inglesa" e se tornou num destino ao alcance dos visitantes. Às transformações oitocentistas também se deve a inserção de um gradeamento de ferro com lanças de pontas douradas, a qual dá acesso a uma alameda delimitada por estátuas dos Palafreneiros, oferecidas pelo czar Nicolau I da Rússia e mais conhecidas pelo nome de Cavalos de Bronze, e também a um outro jardim de pequenas dimensões: O Jardim d'Itália, no lado da Piazza Trieste e Trento, o qual foi decorado com camélias e "palmeiras de São Pedro", apresentando ao centro A Itália, escultura marmórea de Francesco Liberti. Ao fundo do jardim encontram-se as cavalariças oitocentistas, ladeadas por manejos da década de 1880 e destinados ao uso expositivo.