sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Palazzo Reale di Napoli
O Palazzo Reale di Napoli (Palácio Real de Nápoles) é um dos quatro palácios que serviram de residência aos reis de Nápoles e Sicília durante o seu reinado no Reino das Duas Sicílias (1730-1860); os outros palácios são o Reggia di Caserta, o Reggia di Capodimonte e o Reggia di Portici.
História
O edifício, que se situa em Nápoles, na actual Piazza del Plebiscito (Praça do Plebiscito), foi construído em 1600 por Domenico Fontana[1], sob encomenda do vice-rei espanhol de então, o Conde de Lemos. Este deveria hospedar o rei Filipe III de Espanha, esperado em Nápoles com a sua consorte para uma visita oficial que nunca aconteceu. O palácio tornou-se sucessivamente residência do vice-rei espanhol, do vice-rei austríaco e, finalmente, dos reis da Casa de Bourbon.
A residência real foi mudada para Caserta no século XVIII, uma vez que esta cidade, afastada do litoral, era mais defensável do assalto naval do que Nápoles.
No periodo compreendido entre 1806 e 1815 foi enriquecido por Gioacchino Murat e Carolina Bonaparte com decorações e adornos neoclássicos provenientes do Palácio das Tulherias. Em 1837 foi danificado por um incêndio e posteriormente restaurado entre 1838 e 1858 pela mão de Gaetano Genovese, o qual ampliou e regularizou, sem distorções, a antiga construção. Naquela época foram acrescentadas à estrutura a Ala das Festas e uma nova fachada voltada para o mar, caracterizada por uma base rusticada e por uma torre-belvedere. No ângulo com o Teatro San Carlo foi criada uma pequena fachada no lugar do palácio velho de dom Pedro de Toledo.
Depois do Risorgimento foi eleita residência napolitana dos soberanos da Casa de Sabóia. Em 1888, por vontade de Humberto I, os nichos externos foram ocupados por gigantescas estátuas dos Reis da Sicília e Nápoles: Rogério II da Sicília, Frederico II da Suábia, Carlos I de Anjou, Afonso V de Aragão, Carlos V de Habsburgo, Carlos III de Bourbon, Joachim Murat, e Vítor Emanuel II de Sabóia, primeiro rei de Itália unida.
Em 1922 foi decidido (por Decreto do Ministro Anile) transferir a Biblioteca Nacional Vitor Emanuel III (actualmente no edifício do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles) para o Palazzo Reale di Napoli; a transferência dos livros foi efectuada em 1925.
Os bombardeamentos súbitos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial e a ocupação militar que se seguiu causaram danos gravíssimos ao palácio, as quais justificaram um restauro a cargo da Superintendência dos Monumentos.
Arquitectura
A fachada possui uma base rusticada com duas ordens de janelas ao longo de 169 metros. No seu centro são visíveis os brasões reais e vice-reais. A fachada conserva a forma clássica original, com excepção do pórtico, onde na segunda metade do século XVIII, por obra de Luigi Vanvitelli, foram fechados alternadamente os arcos para aumentar a solidez do edifício, dando vida a arcadas fechadas em nichos. Em seguida, com os restauros do século XIX, foram acrescentadas arcadas fechadas em ambas as extremidades da fachada, cobertas por um terraço. Nestes nichos foram instaladas estátuas de oito reis de Nápoles, cujos bustos são reproduzidos abaixo.
Entrando no palácio, acede-se ao Pátio de Honra, o qual conserva a marca arquitectónica de Fontana. Em frente fica uma fonte oitocentista com a estátua da "Fortuna". À esquerda ficam os Jardins e à direita encontram-se o Pátio das Carruagens e o Pátio do Belvedere.
Acede-se ao Apartamento histórico pela monumental e luminosa Escadaria de Honra (Scalone d'onore), a qual foi projectada em 1651 por Francesco Antonio Picchiatti e decorada, de seguida, por Gaetano Genovese entre 1838 e 1858. A Escadaria foi decorada em mármore branco e rosado, com troféus militares e baixos relevos alegóricos. É digna de nota a rica balaustrada de mármore perfurado. Na zona superior encontram-se estátuas monumentais em gesso, as quais representam a Força, a Justiça, a Clemência e a Prudência. No final da Escadaria acede-se ao luminosíssimo Ambulacro, circundado por vitrais oitocentista. Elegantes estuques decoram as abóbadas do vestíbulo.
Apartamento Real
O Apartamento Real foi destinado a museu, a partir de 1919, com o nome de Apartamento Histórico (Appartamento Storico). Durante a visita podem admirar-se as salas Reais de aparato no andar nobre, as quais não sofreram qualquer alteração. Na década de 1970, algumas salas foram adaptadas a galeria de obras de arte e ordenadas com base em critérios temáticos e historico-estilísticos.
As salas e as mobílias usadas mais quotidianamente não estão juntas devido aos graves danos e ao saque ocorrido no palácio durante a Segunda Guerra Mundial. A guerra também danificou as vestes bourbónicas, refeitos na segunda metade do século XX nos mesmos teares antigos da Sedaria Bourbónica da Fábrica de San Leucio, próximo de Caserta.
Os testemunhos mais importantes da decoração seicentista de origem são os afrescos de conteúdo histórico e de gosto tardo-maneirista que decoram as salas mais antigas com ciclos de pintura destinados a exaltar a glória e a fortuna dos espanhóis vencedores.
Sala I: Teatro da Corte
Esta sala foi organizada por Ferdinando Fuga em 1768. Embora tenha sido muito danificada durante a Segunda Guerra Mundial (a abóbada é de meados do século XX), conserva as doze estátuas de papel machê originais, obra do escultor Angelo Viva, as quais representam Apolo, Minerva, Mercúrio e as nove Musas. Este Teatro acolheu representações de obras de Paisiello e Cimarosa. Chega-se à sala seguinte através de duas entre outras cinquenta portas em madeira pintadas sobre fundo de ouro, obra de um decorador desconhecido que viveu entre o século XVIII e o século XIX, decoradas com elegantes motivos fantásticos, vegetais e animais, de gosto Pompeiano.
Sala II: Sala Diplomática
Na segunda sala, denominada também de Antecâmara de Sua Majestade (Anticamera di Sua Maestà), reunia-se o séquito das delegações diplomáticas recebidas na Sala do Trono. Sobre a abóbada encontra-se a pintura de Francesco De Mura que representa "A alegoria da virtude de Carlos de Bourbon e Maria Amália da Saxónia". A sala, coberta com lampasso (tecido antigo, frequentemente enriquecido com tramas de ouro e prata) encarnado, está enriquecida com majestosos móveis neo-barrocos, enquanto que nas paredes se encontram duas tapeçarias Gobelins da série de alegorias dos elementos: o Fogo e o Ar. Foram tecidas por Louis La Tour sobre cartões de Charles Lebrun, destinadas à celebração do poder do Rei Luís XIV de França.
Sala III: Saleta Neoclássica
Ao centro desta sala existe uma Ninfa alada da autoria de De Crescenzo. Nas paredes encontram-se dois importantes registos respeitantes ao Palácio Real, a Escadaria, de Antonio Dominici, e a Capela Real, de Elia Interguglielmi, representadas por ocasião dos casamentos por procuração das princesas Maria Teresa e Maria Luisa de Bourbon com os primos austríacos Francisco II de Habsburgo e Fernando III de Lorena, ocorridos em 1790.
Sala IV, ou Segunda Antecâmara de Sua Majestade: Esplendor de Afonso o Magnânimo
Belisario Corenzio, ajudado por colaboradores da sua oficina, pintou na abóbada da Segunda Antecâmara um afresco que representa o Esplendor de Afonso o Magnânimo, fundador do reino aragonês de Nápoles. As várias secções, todas com uma legenda em espanhol, representam: ao centro, Investidura Real de Afonso; seguindo-se no sentido dos ponteiros do relógio, Afonso de Aragão entra em Nápoles; Cura para as artes e as letras; Submissão da cidade de Génova; Entrega a Afonso da Ordem do Tosão de Ouro. Nas paredes encontram-se duas pinturas de Massimo Stanzione, sendo uma delas "São Pedro consagra Sant'Aspreno como primeiro Bispo de Nápoles".
Sala V: Terceira Antecâmara
Sobre a parede central da sala, uma tapeçaria com o Rapto de Proserpina, de Pietro Duranti, testemunha a actividade da Real Tapeçaria de Nápoles.
O tecto, de 1818, é da autoria de Giuseppe Cammarano e representa Pallade entronizando a Fidelidade.
Sala VI: Sala do Trono
A Sala do Trono é o lugar da autoridade, no qual o Rei recebia todos os seus hóspedes. O trono de madeira dourada, com os leões de estilo Império sobre os braços, pode ser datado por volta de 1850, enquanto que o baldaquino é originário do século XVIII. Nas paredes estão retratadas personagens realmente existentes entre o século XVII e o século XIX, entre as quais se encontra Fernando I, pintado por Vincenzo Camuccini. No tecto, de 1818, encontram-se personificações das catorze províncias do Reino das Duas Sicílias com brasões heráldicos e insígnias do reino.
Sala VII
Na Sala VII encontra-se um ciclo de pinturas que representa a História bíblica de Judite, de Tommaso de Vivo.
Sala VIII: Salão dos Embaixadores
A antiga galeria tem origem no terceiro decénio do século XVII. A abóbada conserva um dos afrescos mais antigos do palácio, o esplendor da Casa de Espanha em catorze quadros, obra de Belisario Corenzio, Onofrio e Andrea de Lione. O ciclo de Maria Anna de Áustria (1634-1696), do quinto decénio do século XVII, apresenta nos ângulos o brasão dos Habsburgo, obra de Massimo Stanzione.
Sala IX: Sala de Maria Cristina de Sabóia
Esta sala, que anteriormente era denominada Sala dos Ministros, foi mais tarde rebaptizada em homenagem à rainha de Nápoles Maria Cristina de Sabóia, primeira esposa de Fernando II, a qual morreu em 1836 depois de ter dado à luz o futuro rei Francisco II e proclamada beata pela sua grande virtude cristã.
Entre as pinturas encontram-se O massacre dos inocentes, de Andrea Vaccaro, e Caminho do Calvário, atribuída a Decio Tramontano. Dois grandes vasos de Sévres, de 1820, representam "as Estações".
Sala X
A Sala X é o oratório privado da rainha Maria Cristina de Sabóia e, nas paredes, apresenta a "História do Nascimento de Cristo", de Francesco Liani.
Desta sala acede-se ao "Jardim Pênsil", chamado antes de "Loggia" ou "Belvedere", o qual foi edificado na segunda metade do século XVII. Este jardim apresenta-se, actualmente, no arranjo oitocentista efectuado pelo arquitecto Genovese, decorado com fontes, árvores floridas e, ao centro, uma mesa de mármore e bancos neoclássicos. Primeiro Carlos e depois Fernando de Bourbon tiveram lá o seu quarto, o qual avançava sobre o jardim.
No século XIX, o acesso directo ao jardim também era possível a partir da actual Sala XX mediante uma ponte em ferro forjado, mais tarde destruída pelos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial.
A partir do Jardim Pênsil é possível gozar uma das mais belas vistas sobre o Golfo de Nápoles, do Vesúvio à Península Sorrentina até Capri.
Sala XI: Sala do Grande Capitão
O teto desta sala representa um dos testemunhos mais preciosos que restaram da primitiva decoração seiscentista do palácio. Foi pintado por Battistello Caracciolo na segunda metade do século XVII e representa "A conquista do Reino de Nápoles", ocorrida em 1502, por Gonzalo Fernández de Córdoba, primeiro vice-rei espanhol de Nápoles, chamado de "Grande Capitão".
Sala XII: Sala dos Flamengos
Esta sala recebeu este nome devido aos retratos holandeses do século XVII provenientes da Galeria Real de um palácio em Chiaia e comprados em Roma por Fernando IV de Bourbon em 1802. Sobre a consola mural está colocado um raríssimo relógio de Charles Clay, proveniente de Londres e datado de 1730, com carrilhão e figuras móveis. Ao centro da sala existe uma floreira com uma gaiola para aves, atribuida à Manufactura Popov de Gorbunovo, próximo de Moscovo, oferecida pelo czar Nicolau I da Rússia a Fernando II por ocasião da sua viagem a Nápoles em 1846. O tecto carrega brasões das províncias do Reino e um afresco de G. Maldarelli: "A Magnanimidade de Tancredo d'Altavilla para com Constança de Aragão sua prisioneira".
Sala XIII: Estúdio do Rei
O Estúdio do Rei é da época de Joaquim Murat. Os móveis de estilo Império foram fabricados em Paris entre 1809 e 1811, pelo ebanista Adam Weisweiler. Nas paredes encontram-se paisagens napolitanas da Escola de Posillipo. Na abóbada pode ver-se uma têmpera sobre estuque de G. Cammarano (1840): "Afonso da Calábria liberta Otranto dos turcos".
Sala XIV: Sala do Século XVII Napolitano
Esta sala, antes pertencente à rainha, é a primeira de uma série de salas decoradas no século XVIII para formar o apartamento de Maria Amália da Saxónia, esposa de Carlos III de Bourbon; nesta sala estão expostas pinturas do século XVII Napolitano. De Andrea Vaccaro são: "A fábula de Orfeo que encanta os animais" e "O encontro de Raquel e Jacó".
Um monumento de extraordinária importância no âmbito da história e da pintura é a tela de Luca Giordano: "São Januário invoca o fim da Peste em Nápoles". Extraordinário é, também, o tecto, com uma particular decoração de "ramagens" de estuque branco e ouro datada do século XVIII. Ao centro está uma escrivaninha com pedra dura empregue sobre um fundo de pórfiro da Oficina das Pedras Duras de Florença, oferta do Grão-Duque da Toscânia Leopoldo II a Fernando I.
Sala XV: Sala da Pintura de Paisagens
Nesta sala estão pintadas paisagens do século XVI ao século XIX; ao centro encontra-se uma escrivaninha com o tampo em mármore, oferecida pelo barão Manganelli a Fernando II de Bourbon em 1830. O tecto e o espelho remontam ao tempo de Carlos de Bourbon. Nesta sala encontra-se a obra de A. De Aloysio intitulada "Colocação da primeira pedra da Igreja de São Francisco de Paula", de 1817.
Sala XVI: Sala de Luca Giordano
O refinado tecto com estuques branco-ouro é do tempo de Carlos de Bourbon; os móveis são de estilo neo-rococó e de manufactura napolitana. Entre as pinturas encontra-se a representação de uma série de batalhas inspiradas na antiguidade, obra de Luca Giordano, na sua fase barroca, inspirado em Pietro da Cortona.
Sala XVII: Sala da Pintura do Século XVII
Desta sala acedia-se, no século XVII, à Sala do Vice-Rei (actual Sala XXII). Entre as pinturas que representam o desenvolvimento meridional e romano da pintura seiscentista encontra-se o famoso Regresso do filho pródigo, de Mattia Preti, e o Cristo entre os doutores, de Giovanni Antonio Galli dito "Lo Spadarino".
Sala XVIII: Sala da Pintura Emiliana
Nesta sala estão reunidas pinturas seiscentistas da região emiliana provenientes da colecção Farnese, a qual foi herdada por Carlos de Bourbon e trasportada para Nápoles. Encontram-se presentes nesta sala as obras, de 1613, A Sagrada Família na oficina de São José e Doação de Santa Isabel, de Bartolomeo Schedoni, e O Sonho de São José, de Guercino.
Sala XIX: Sala da Natureza Morta
É possível admirar nesta sala numerosos exemplos de naturezas mortas seiscentistas e setecentistas, um género que, em Nápoles, teve grande fortuna, sobretudo no século XVII, no rasto da tradição flamenga.
Sala XX: Sala Neoclássica
Antiga Sala das Colunas, é caracterizada pelo gosto neoclássico, tanto no ambiente como nas obras expostas. Nas paredes encontram-se registos de Tischbein inspirados nos vasos gregos de Lord Hamilton. Ao centro da sala encontra-se uma escrivaninha de bronze coberto e decorado com mármore, que tomam a forma de objectos provenientes das escavações de Pompeia.
Sala XXI: (antiga Sala das Pilastras)
É notável uma mesa de centro da época napoleónica.
Sala XXII: Salão de Hércules
O salão, antiga Sala do Vice_Rei, costruído em meados do século XVII, acolhe uma série de retratos dos vice-reis. Actualmente apresenta tapeçarias da série de Cupido e Psiquê, da Real Fábrica de Nápoles, tecidas por Pietro Duranti, sobre cartões de Fedele e Alessandro Fischetti, entretra 1783 e 1789. A organização remonta a meados do século passado, quando adquiriu a função setecentista de salão de baile. Também é digno de nota o relógio do parisiense Thuret, activo na primeira metade do século XVIII, o qual representa Atlante que rege o mundo.
Sala XXIII
Nas paredes encontram-se algumas pinturas de Francesco Celebrano, as quais representam "As Estações", destinadas a um lugar campestre da Realeza Bourbónica, talvez Carditello.
Sala XXIV: Sala de Dom Quixote
Nesta sala estão expostos os esboços de pinturas realizadas por pintores napolitanos, destinados a servir de modelos para a tecelagem de uma grande série de tapeçarias da fábrica de Nápoles. Estas tapeçarias foram produzidas entre 1758 e 1779
e, actualmente, encontram-se no Palazzo del Quirinale, em Roma. O tema reproduzido é o das aventuras de Dom Quixote.
Sala XXV: Sala da Pintura de Paisagens Napolitanas do Século XIX
Nesta sala estão conservadas algumas pinturas de Pasquale Mattei representando as festas do Reino: A festa de Santa Rosália em Palermo, de 1855, A feira de São Januário em Abruzzo, de 1851, A procissão do Corpus Christi em Monte Cassino, de 1858,e A procissão ao Santuário da Senhora do poço em Capruso próximo de Bari, de 1853.
Da autoria de Salvatore Fergola encontram-se presentes algumas paisagens: A floresta ao crepúsculo e Os náufragos ao luar.
Salas XXVI, XXVII e XXVIII: Afrescos de Domenico Antonio Vaccaro
Nesta sala encontram-se vários afrescos da autoria de Domenico Antonio Vaccaro, entre as quais se destacam: A alegoria da união matrimonial e A alegoria da Majestade Régia, os quais decoram os degraus ao lado da alcova da rainha Maria Amália da Saxónia.
Sala XXIX: Sala do Corpo da Guarda
Nesta sala encontram-se tapeçarias da manufactura napolitana: O Ar, A Terra e A Água, realizadas depois de a maquinaria e os tecelões da tapeçaria Grã-ducal de Florença, então fechada, terem sido transferidos para Nápoles para dar vida à Real Fábrica Bourbónica.
Sala XXX: Capela Real
A Capela Real, dedicada à Assunção de Maria, foi construída em meados do século XVII segundo um desenho de Cosimo Fanzago, tendo estado no centro da vida musical napolitana entre os séculos XVII e XVIII. Durante o restauro efectuado na primeira metade do século XIX por António de Simone e Gaetano Genovese, a original disposição barroca permaneceu inalterada, mas o aparato decorativo foi modificado radicalmente. São de Cammarano os caixotões em madeira na abside, com pinturas representando O Pai Eterno entre Jesús Cristo, a Virgem e os Evangelhos, os anjos e querubins, inspirado na arte bizantina, juntamente com as alegorias da Fé, da Esperança, da Religião e da Caridade, e os Anjos festejando com ramos de oliveira e palmeira na faixa em mármore fingido. Deve-se ao arquitecto António de Simone a cenográfica estrutura em madeira pintada em mármore fingido que transformou toda a parte da abside. No entanto, o fulcro da Capela é seguramente o altar barroco de Dionisio Lazzari, realizado em 1674
para a Igreja de Santa Teresa dos Descalços e trasportado para a Capela Real por Joaquim Murat. O altar é, de facto, uma preciosa obra em bronze dourado, pedra dura, ágata, lápis-lazúli, ónix, jaspe e ametista. A Capela foi danificada por uma bomba em 1943 e ainda está em restauro, embora conserve obras relevantes e actualmente esteja adaptada a museu; estão ali expostos o precioso Presépio do Banco de Nápoles, um Cristo Ressuscitado em bronze dourado atribuido a Vinaccia, São Miguel que abate os demónios de autor desconhecido oriundo de Trapani, dois baixos-relevos em bronze e ágata de Francesco Righetti representando Fernando de Castela e Francisco de Paula e, por fim, uma casula em seda branca e rosa oferecida por Fernando de Bourbon e carregando as suas iniciais.
Os Jardins Reais
A área dos jardins já estava coberta de verde desde o século XIII, na época da Dinastia Angevina. No período de domínio dos vice-reis foi organizada como parque e enriquecida com estátuas, alamedas e "jardins secretos".
Em meados do século XIX, o arquitecto Gaetano Genovese conduziu os trabalhos de ampliação e restauro do palácio, tendo confiado os jardins aos cuidados do botânico Federico Corrado Denhart, o qual inseriu numerosas magnólias, azinheiras e plantas raras, entre as quais se encontram a Persea Indica, a Strelitzia Niccolai e a Cycas Revoluta. Foi deste modo que o jardim adquiriu o seu novo aspecto "à inglesa" e se tornou num destino ao alcance dos visitantes. Às transformações oitocentistas também se deve a inserção de um gradeamento de ferro com lanças de pontas douradas, a qual dá acesso a uma alameda delimitada por estátuas dos Palafreneiros, oferecidas pelo czar Nicolau I da Rússia e mais conhecidas pelo nome de Cavalos de Bronze, e também a um outro jardim de pequenas dimensões: O Jardim d'Itália, no lado da Piazza Trieste e Trento, o qual foi decorado com camélias e "palmeiras de São Pedro", apresentando ao centro A Itália, escultura marmórea de Francesco Liberti. Ao fundo do jardim encontram-se as cavalariças oitocentistas, ladeadas por manejos da década de 1880 e destinados ao uso expositivo.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Museu Arqueológico Nacional de Nápoles
Entrada do Museu
O Museu Arqueológico Nacional é um museu de Nápoles que abriga uma extensa coleção de arte da Antigüidade. É o sucessor direto do antigo Museu Real Bourbon, um dos mais antigos e importantes da Europa.
Está instalado em um edifício histórico, inaugurado em 1615 como o Palácio dos Estudos Reais, sede da Universidade de Nápoles. Com a mudança da Universidade em 1777o Rei Fernando IV encarregou o arquiteto Ferdinando Fuga para adaptar o edifício para abrigar o Museu Bourbon e a Real Biblioteca, incluindo a construção de um piso adicional nas alas laterais.
No final do século a coleção foi grandemente ampliada com a transferência da Coleção Farnese do Museu de Capodimonte e de várias residências reais, seguida dos achados arqueológicos de Pompéia, Herculano e Stabiae. Durante o século XIX o museu continuou recebendo material novo, tanto de colecionadores privados como de escavações no sul da Itália. Com a Unificação Italiana a instituição passou ao controle estatal e foi renomeada como Museu Nacional. Em 1925 a Biblioteca foi transferida para outro local, e em 1957 foi a vez das pinturas, que se tornaram o núcleo do Museu Nacional de Capodimonte, restando em sua coleção somente a seção arqueológica.
Atualmente o prédio passa por um processo de extensivo restauro, e está programada uma completa reestruturação das salas de exposição e da museografia.
Coleção Egípcia
Composta basicamente de duas coleções privadas, Borgia (século XVIII) e Picchianti (século XIX), e inclui peças autênticas e muitos artefatos pseudo-egípcios provenientes de Pompéia e de outras cidades da Campânia. As peças egípcias datam desde o Reino Antigo (2.700 - 2.200 a.C.) até a era Ptolemaica.
Epígrafes
Com importantes inscrições gregas, oscas, etruscas e latinas de Roma, Magna Grécia e Campânia, sendo de interesse especial as inscrições jurídicas e as tabuletas de Heracléia.
O Gabinete Secreto
Criado em 1817 como Gabinete de Objetos Obscenos, para coletar uma multiplicidade de peças que só podiam ser conhecidas através de autorização especial do Ministério, e desde que o solicitante fosse do sexo masculino. Em meados de 1850 o Gabinete foi fechado à visitação, mas foi reaberto após a Unificação, quando a coleção foi publicada em catálogo em 1866. No final do século este acervo foi disperso, mas desde então tem sido reconstituído e ampliado, e futuramente deve ser novamente exposto.
Sala do Meridiano
Originalmente ocupada pela Real Biblioteca, esta sala foi decorada com afrescos de Pietro Bardellino no teto, mostrando A Virtude coroando Ferdinando e Maria Carolina. As paredes receberam 18 telas de Giovan Evangelista Draghi ilustrando a atuação de Alessandro Farnese nos Países Baixos. Recentemente a sala recebeu um grupo de pinturas da escola napolitana da primeira metade do século XIX. O meridiano instalado no piso data do século XVIII, quando estava sendo cogitado instalar um observatório astronômico no edifício, e é uma peça notável pela beleza do desenho dos signos do Zodíaco.
A batalha de Issus, mosaico
Esta seção é formada por fragmentos de decoração de pisos e paredes de Herculano, Pompéia e Stabiae, com emblemas, cenas e figuras de inspiração grega. São importantes as cenas de autoria de Dioscórides de Samos e os mosaicos da Casa do Fauno de Pompéia, com uma famosa cena da Batalha de Issus, entre Alexandre Magno e as tropas de Dario, além de itens na rara técnica de opus sectilium, uma composição com mármores de várias cores.
Numismática
O museu possui uma extensa e preciosa coleção de moedas e medalhas, em sua maior parte integrantes da Coleção Farnese, com cerca de duzentos mil itens, que vão desde as mais antigas cunhagens da Grécia até o fim do Império Romano, e outra seção compreende a Idade Média até a era Bourbon.
Perseu e Andrômeda, afresco pompeano da Casa dos Dióscuros
Embora com reduzido número de exemplares, removidos de casas daquela cidade, é de grande importância por apresentar um rico panorama da pintura decorativa romana dentre os séculos II a.C. e I d.C., a qual é sucessora direta da pintura grega, hoje praticamente toda desaparecida. As peças mostram temas mitológicos, literários, naturezas-mortas, paisagens, retratos e cenas da vida diária e das cerimônias religiosas relativas aos lares e penates, além de alguns exemplares com motivos arquiteturais.
As jóias Farnese
A coleção Farnese de gemas gravadas foi originada com a coleção reunida por Cosimo de' Medici e Lorenzo, o Magnífico durante o século XV, e ampliada mais tarde pela família Farnese. Entre suas atrações está a Taça Farnese, um dos maiores camafeus do mundo, feito de uma peça de sardônica proveniente da corte dos Ptolomeus.
Pré-história
Nesta seção são exibidos artefatos do Paleolítico até a Idade do Bronze provenientes de diversos locais na Itália.
Dionísio e Ariadne, painel em vidro, Pompéia
Na prataria se encontra uma notável reunião de peças encontradas na Casa de Menandro em Pompéia, única por sua variedade e qualidade da artesania. Os marfins incluem peças de jogos, objetos de uso diário, ornamentos e peças de toucador. Nos vidros se destacam dois painéis com representações de Dionísio e o famoso Vaso Azul, todos de Pompéia. Por fim, as terracotas mostram lâmpadas, vasilhas de cozinha e vasos ornamentais.
Culturas gregas da Baía de Nápoles
Apresentando os achados relativos às civilizações que floresceram na Baía de Nápoles e arredores no período da colonização grega desde o século VIII a.C., do assentamento de Pithekoussai em Ísquia, até a sofisticada cultura helenística tipificada pela Villa dei Papyri em Herculano, origem das cidades gregas de Cumae e Neapolis, que continuaram a prosperar até os dias de hoje como a moderna Nápoles. As peças mais importantes desta seção são a reconstituição de uma casa grega da Punta Chiarito (séculos VIII-VII a.C.), achados da Villa dei Papyri (século I), e itens provenientes de grandes escavações empreendidas no século XVIII, com estatuária em bronze e mármore, e cerca de 2 mil rolos de papiro. Futuramente serão mostrados objetos originários de Cumae e da antiga Neapolis que ora estão em depósito.
Atlas
Esta seção é particularmente rica em obras gregas e romanas, de várias procedências, muitas delas também originalmente na Coleção Farnese, o que serve como precioso testemunho do colecionismo renascentista. Possui esculturas honorárias de Pompéia e Herculano, bustos e retratos gregos e romanos, obras originais da Grécia antiga desde o Período Severo até o Helenismo e uma série ainda mais extensa de cópias romanas.
Magna Grécia
Com grande número de objetos encontrados na região da Magna Grécia entre 1700 e 1800, além de importantes acréscimos de coleções privadas, com terracotas, vasos, pinturas funerárias, joalheria, moedas e uma diversidade de outros materiais provenientes de Paestum, Metaponto, Locri, Ruvo e Canosa.
Povos Etruscos e Italiotas na Campânia
Ainda esperando reorganização dos seus espaços, esta coleção compreende objetos de povoamentos etruscos e italiotas na região da Campânia (Nola, Santa Maria Capua Vetere, Calvi, Sant'Agata dei Goti, Alife e Teano), mostrando especialmente a influência grega.
Templo de Ísis em Pompéia
Aqui se mostram as pinturas murais removidas do Templo de Ísis em Pompéia, realizadas num estilo helenístico de tradição romana mas com muitas características egípcias, além de esculturas, inscrições e objetos de culto.
Modelo de Pompéia
Um grande modelo da cidade em seu apogeu, construído em madeira, cortiça e papel, constituindo um precioso testemunho da erudição acadêmica do século XIX, com grande minúcia de detalhes e mostrando testemunhos únicos de diversos elementos decorativos encontrados nas escavações da cidade, como mosaicos e pinturas, que mais tarde foram destruídos.
Arenas e Banhos
Um espaço destinado à apresentação de armaduras de gladiadores, afrescos e objetos de casas de banho de Pompéia.
Serviços
Além de suas coleções permanentes o museu oferece uma série de programas educativos e didáticos relativos às coleções do museu e de sítios arqueológicos mantidos pela Soprintendenza per i Beni Archeologici di Napoli e Caserta. Oferece ainda consultorias especializadas, e organiza cursos e palestras.
O museu possui uma biblioteca especializada em Arqueologia, com muitas obras raras datando do século XV em diante, além de periódicos e outras publicações.
Nápoles

Nápoles (Napoli em italiano; Napule en Napolitano) é uma comuna italiana do sul de Itália, da região da Campania, província de Nápoles, com cerca de 1.000.000 habitantes (cens. 2001) e com cerca de 4.400.000 habitantes na região metropolitana (que compreende áreas na província de Caserta, Avellino e Salerno. Nápoles é a terceira cidade mais populosa da Itália após Roma e Milão e tem a segunda maior região metropolitana após a de Milão. Estende-se por uma área de 117 km2, de densidade populacional 8.490 h/km2. É conhecida mundialmente pela sua história e por ser a terra natal da pizza.
Tem origem na antiga cidade grega de Neapolis. Foi conquistada pelos romanos no século IV a.C. No século VI passou para domínio bizantino e no século VIII constituiu-se em ducado independente. Em 1139 passou a pertencer ao reino da Sicilia. A universidade foi fundada em 1224 e passou a ser, no final do século XIII, a capital do reino. Em 1282 passou para a coroa de Aragão, sendo denominado reino de Nápoles. No séculoXVIII passou a ser independente, sendo anexado ao reino da Sardenha em 1860 e de Itália em 1861. Nesta Cidade Nasceram os Papas: Bonifácio V, Urbano VI, Bonifácio IX, Paulo IV, Inocêncio XII.
Nápoles é reputada como uma das cidades mais perigosas da Europa, por causa de sua elevada taxa de pobreza (32%) e a elevada taxa de criminalidade e desemprego. Todos os anos, as centenas de mortes são lamentar por causa das guerras de clãs dentro da máfia local, la Camorra..
Em 2008, o filme italiano "Gomorra" de Matteo Garrone, relata os graves problemas da cidade, causados pela máfia - a elevada taxa de criminalidade, em grande parte resultante da guerra entre clãs; e a corrupção, muito presente dentro dos órgãos de soberania local.
Localiza-se na baía de Nápoles, no mar Tirreno. É um porto importante e o principal centro industrial e comercial do sul do país. É também um centro turístico pois nos seus subúrbios localizam-se vários locais de interesse: o vulcão do monte Vesúvio, as ruínas de Pompeia e Herculano, as ilhas de Capri e Ischia. O seu centro histórico foi declarado patrimonio mundial pela UNESCO.
Nápoles tem um clima tipicamente mediterrânico, com invernos moderados e chuvosos e verões quentes e secos, porém sempre refrescados pela brisa marítima que raramente falta no seu golfo. O sol esplende mediamente por 250 dias por ano. A classificação climática das comunas italianas insere a cidade na zona climática C. A particular conformação morfológica do território leva a que a cidade apresente diferentes microclimas, com a possibilidade de encontrar variações climatéricas significativas movimentando-se apenas de poucos quilómetros.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Skank

Skank é uma banda brasileira de pop rock e ska formada por Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferreti (bateria), em março de 1991 em Belo Horizonte. Em 16 anos de carreira, vendeu 5,5 milhões de discos.
Álbuns
Skank (1993) 250.000 (Ouro)
Calango (1994) 1.200.000 (Diamante)
O Samba Poconé (1996) 1.800.000 (Diamante)
Siderado (1998) 800.000 (3x Platina)
Maquinarama (2000) 300.000 (Platina)
MTV ao Vivo em Ouro Preto (2001) 600.000 (2x Platina)
Cosmotron (2003) 400.000 (3x Platina)
Radiola (2004) 250.000 (Platina)
Carrossel (2006) 200.000 (Platina)
Estandarte (2008)
Dois Rios
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção.
A Pessoa Certa
A Pessoa CertaAmor e Amizade

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida companheira.
Mas quando o Amor é sincero,
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração.
(William Shakespeare)
Giotto
Giotto di Bondone mais conhecido simplesmente por Giotto, (Colle Vespignano, 1266 — 1337) foi um pintor e arquiteto italiano. Nasceu perto de Florença foi discípulo de Cimabue, e o introdutor da perspectiva na pintura, durante o renascimento.Devido ao alto grau de inovação de seu trabalho (ele é considerado o introdutor da perspectiva na pintura da época), Giotto é considerado por Bocaccio o precursor da pintura renascentista. Ele é considerado o elo entre o renascimento e a pintura medieval e a bizantina.
A característica principal do seu trabalho é a identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se firmando até ao Renascimento.
Giotto, forma diminutiva de Ambrogio ou Angiolo, não se sabe ao certo, adotou a linguagem visual dos escultores, procurando obter volume e altura realista nas figuras em suas obras. Comparando suas obras com as do seu mestre, elas são muito mais naturalistas, sendo Giotto o pioneiro na introdução do espaço tridimensional na pintura européia. Em seus trabalhos pela Itália, Giotto fez amizades como o Rei de Nápoles e Bocaccio, que o menciona em seu livro, Decameron.
O Papa Benedito XI quis empregar Giotto, que passaria então dez anos em Roma. Posteriormente, trabalharia para o Rei de Nápoles. Em 1320, ele retornou à Florença, onde chefiaria a construção da Catedral de Florença. Giotto morreu quando pintava "O Juízo Final" para a capela de Bargello, em Florença. Durante uma escavação na Igreja de Santa Reparata, em Florença, foram descobertos ossos na mesma área que Vasari tinha relatado como o túmulo de Giotto. Um exame forense parece ter confirmado que a ossada era mesmo de Giotto.
Os osso era de um homem baixo, que pode ter sofrido de uma forma de nanismo. Isso apóia uma tradição da Igreja da Santa Cruz de que um anão que aparece em um dos afrescos é um auto-retrato de Giotto.
De acordo com o historiador Giorgio Vasari, ele teria começado a desenhar ainda com 11 anos, quando era um pastor de ovelhas, fazendo desenhos em rochas. O artista Cimabue, um dos maiores pintores da Toscana, junto com Duccio (em Siena), o teria visto desenhando uma ovelha e pediu ao pai de Giotto para levá-lo para ser o seu aprendiz. Posteriormente, Giotto teria pintado uma mosca no nariz de uma figura com tanta habilidade que seu mestre teria tentado afugentar o inseto várias vezes antes de perceber que se tratava de uma pintura.
Em 1280, Giotto foi com Cimabue para Roma onde havia uma escola de pintores de afrescos, onde o mais famoso era Pietro Cavallini. O famoso escultor florentino Arnolfo di Cambio, de quem Giotto se inspirou bastante em seus afrescos, também estava trabalhando em Roma. De Roma, Cimabue foi para Assis para pintar vários grandes afrescos na recém-construída Basílica de São Francisco de Assis. É possível, mas não certo, que Giotto tenha ido com ele. O primeiro trabalho importante de Giotto teria sido a série de afrescos que contam a vida de São Francisco no teto da Basílica. Há, no entanto, dúvidas quanto à autoria da obra. Percebe-se a influência da pintura romana no trabalho de Giotto, assim como a influência do gótico francês, bem como da arte bizantina. A aparência realista das figuras causou controvérsia na época. A cena da Crucificação pintada em Florença mostra a clara distinção entre o trabalho de Giotto e o de seu mestre.
De acordo com Vasari, outra obra da fase inicial de Giotto foram os afrescos da Santa Maria Novella e o enorme crucifixo, também na mesma igreja, de 5 metros de altura. A obras foram datas de 1290 e, portanto, contemporâneas aos afrescos de Assis.
Em 1287, aos 20 anos, Giotto se casou e foi para Roma. Há poucos traços de sua presença na cidade. A Basílica de São João de Latrão tem uma pequena série de afrescos, pintados a pedido do Papa Bonifácio VIII. A fama de Giotto como pintor se espalhou. Ele foi chamado para trabalhar em Pádua e também em Riini, onde somente um Crucifixo permanece no Templo Malatestiano. Esse trabalho influenciou a chamada Escola de Rimini, de Giovanni e Pietro da Rimini.
A Capella degli scrovegni, também chamada Arena Chapel, em Pádua, é considerada o maior trabalho de Giotto. Ele retrata cenas da Virgem Maria e da Paixão de Cristo e foi criada entre 1303 e 1310.
Aqui, ele quebra as tradições da narração de cenas medievais. A cena da morte de Cristo foi admirada por muitos artistas renascentistas pela força dramática da cena em seu trabalho. Michelangelo, que estudou a obra de Giotto, inspirou-se nesse trabalho para a pintura da Capela Sistina.
Como era comum na decoração do período medieval, a porção oeste da parede é dominada pelo Julgamento Final. São muitos os painéis famosos da Capela, incluindo um com a Adoração dos Magos, em que aparece uma Estrela de Belém semelhante a um cometa. Giotto viu o Cometa Halley em sua aparição em 1301 no céu italiano e é bem provável que esse objeto astronômico tenha influenciado a estrela da Adoração.
Vários outros pintores do norte da Itália foram influenciados por Giotto, incluindo Guariento, Giusto de' Menabuoi, Jacopo Avanzi e Altichiero.
Um documento de 1313 mostra a presença de Giotto em Roma, onde ele executou um mosaico para a antiga Basílica de São Pedro, encomendado pelo Cardeal Jacopo Stefaneschi.
Em 1318, ele começou a pintar quatro capelas para quatro diferentes famílias de Florença na Igreja da Santa Cruz. As composições de Giotto influenciaram mais tarde a Cappela Brancacci, de Masaccio.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Romero Britto
Romero é conhecido como artista pop brasileiro, sendo radicado em Miami. Suas obras caíram no gosto das celebridades por sua alegria, colorido e imaginação, tendo sido alçado para a fama ao realizar a ilustração de uma campanha publicitária para a vodka Absolut. Começou no mundo do "grafite" e hoje é o artista preferido de vários atores e atrizes hollywoodianos. Porém nunca obteve sucesso com a crítica especializada.
Aos oito anos começou a mostrar interesse e talento pelas artes. Com muita imaginação e criatividade, pintava em sucatas, papelão e jornal. Sua família o ajudava a desenvolver seu talento natural, dando-lhe livros de arte para estudar.
Aos 14 anos fez sua primeira exibição pública e vendeu seu primeiro quadro à Organização dos Estados Americanos. Embora encorajado por este sucesso precoce, as circunstâncias modestas de sua vida o motivaram a estabelecer metas e a criar seu próprio futuro: "Na condição de criança pobre no Brasil, tive contato com o lado mais sombrio da humanidade. Como resultado, passei a pintar para trazer luz e cor para minha vida."
Freqüentou escolas públicas, recebeu bolsa de estudos para uma escola preparatória e, aos 17 anos, entrou na Universidade Católica de Pernambuco, no curso de Direito. Viajou para a Europa para visitar lugares novos e ver a arte que só conhecia nos livros.
Na maioria das obras de Romero Britto, ele usa textura gráfica e, geralmente, elas tratam de assuntos importantes para o dia-a-dia. Suas obras, na maioria das vezes, não são exatamente iguais à realidade, pois apresentam linhas, pontos, divisões e fragmentos de sua assinatura (em grande parte das obras).
Atualmente, Romero mora nos Estados Unidos da América, e é casado com a estadunidense Sharon, com quem tem um filho.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Ao Amor Antigo...
Horóscopo Cigano
Horóscopo CiganoPunhal (21/03 a 20/04) - Áries
O Punhal é a imagem da luta e vontade de vencer. Representa honra, vitória e êxitos. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, símbolo de superação e pioneirismo. A pessoa sob esta influência é uma pessoa irrequieta, firme e dona de si mesma. Ousada, tem uma personalidade forte e odeia ser subestimada. Quando isso ocorre, torna-se agressiva. Ama demais, é fiel e adora sexo. Não é econômica, mas sabe controlar o dinheiro. Se sai bem em esportes, artes marciais e cargos de chefia e liderança.
Coroa (21/04 a 20/05) - Touro
Relaciona-se ao ouro e a nobreza. É símbolo de amor puro, força, poder e elegância, o que torna a pessoa desse elemento valorizada e importante. A pessoa sob esta influência luta pelo que quer, pois a estabilidade financeira lhe é fundamental. Nasceu para administrar e querer ser dono de seu próprio trabalho. É fiel no amor, sensível e não suporta que brinquem com seus sentimentos. Gosta das artes e tem grande criatividade para trabalhar nesse setor.
Candeias (21/05 a 20/06) - Gêmeos
Representa as luzes e a verdade, portanto a sabedoria e a clareza de idéias. As candeias eram usadas para iluminar os acampamentos. Também simbolizam a esperteza e a vivacidade. A pessoa sob esta influência é comunicativa e tem uma inteligência brilhante, fazendo muitos amigos. Adora estudar e pesquisar, principalmente, o que se relaciona a ela mesma. É romântica e nunca desiste de uma conquista, mesmo que não se envolva por completo. Quando quer algo, consegue.
Roda (21/06 a 21/07) – Câncer
Por representar o ir e vir e estar relacionada à Lua, pela sua forma arredondada, as pessoas regidas por esse signo tem uma forte ligação com as mulheres e gestantes em geral. A emoção é a palavra que traduz seu jeito. A Roda move sua vida na alegria e na tristeza. É dócil e tranqüila, mas, quando se irrita, sai de baixo. É um pouco insegura e tem uma certa tendência à nostalgia. Ama com intensidade e sente muito ciúme.
Estrela (22/07 a 22/08) - Leão
A estrela cigana possui seis pontas, formando dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está a cima e o que está a baixo. Representa sucesso e evolução interior. A pessoa que nasce sob esta influência é otimista e alto astral, nasceu para brilhar. Curte a vida intensamente e tem um talento especial para atrair as pessoas. Vive rodeada de amigos, mas tem mania de querer que tudo seja como ela deseja. Conseguirá ótimas oportunidades como atriz, dançarina, modelo, cantora, etc.
Sino (23/08 a 22/09) - Virgem
Exatidão e perfeição. Nos séculos passados, era usado como relógio, e os ciganos o associaram à pontualidade, à disciplina e à firmeza. A pessoa sob esta influência é bastante organizada, ambiciosa, que supera sempre suas próprias expectativas. Acha que a vida é para ser aproveitada nos mínimos detalhes, porém, com consciência e sem exageros. Muito inteligente, analisa e critica tudo o que está ao seu redor. Se sai bem trabalhando com administração.
Moeda (23/09 a 22/10) - Libra
A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada à riqueza material e espiritual, que é representada pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual. A pessoa sob esta influência é sensível, charmosa, vive de amores e sentimentos. Tem que estar apaixonada sempre. As atenções se voltam para você facilmente. Tem talentos artísticos e decorativos. Adora ajudar as pessoas e vive para isso. Razão pela qual está sempre cercada de amigos e companheiros.
Adaga (23/10 a 21/11) - Escorpião
A adaga é entregue ao cigano quando ele sai da adolescência e ingressa na vida adulta. Por isso, é associada também à morte, ou seja, às mudanças necessárias que a vida nos oferece para crescermos. A pessoa sob esta influência tem um temperamento forte e enigmático, se torna irresistível e respeitada. Possui uma mente analítica, percebendo tudo o que está ao seu redor. Sempre procura se aprofundar no que está à sua volta, seja no amor ou no trabalho. Ama de maneira sensual e arrebatadora.
Machado (22/11 a 21/12) - Sagitário
O machado é o destruidor de bloqueios e barreiras. Ele simboliza a liberdade, pois rompe com todas os obstáculos que a natureza impõem. A pessoa sob esta influência tem a "liberdade" como a palavra que mais gosta de falar e curtir. Aventureira, jamais permanece parada em um só lugar. É como o vento, que tudo toca, em tudo está, mas em nada fica. Otimista, até as dores para ela são sinais de alegria. Apaixona-se e desapaixona-se facilmente. Se dá bem com trabalhos sem rotinas em que possa aprender sempre.
Ferradura (22/12 a 20/01) - Capricórnio
A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta o azar. A pessoa sob esta influência tem seu bom senso, às vezes se torna séria demais. Tem, então, que se soltar um pouco mais. Raramente, confia em alguém. Busca amores estáveis e concretos. Pretende casar e ter filhos. É completamente familiar, ama os poucos amigos e se dedica à profissão.
Taça (21/01 a 19/02) - Aquário
União e receptividade, pois qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão. A pessoa sob esta influência sente uma grande preocupação com os assuntos à sua volta. Inteligente, humana, inquieta, tem vários amigos sinceros. Original, está sempre inovando. Vive atrás da felicidade. No amor, aprecia a sinceridade e a fidelidade.
Capela (20/02 a 20/03) - Peixes
Representa o grande Deus. É sinal de religiosidade e fé. É o local em que todos entram em contato com seu Deus interno e desperta a força e o amor. A pessoa sob esta influência é emotiva, sensível, leal, justa, espiritualizada e sonhadora, é o próprio amor encamado. Tem muita força espiritual e dons para a clarividência. Ama cegamente e, às vezes, se desilude. É romântica e carinhosa. Quanto ao trabalho, gosta de tudo o que se relaciona a ajudar ao próximo.
(Extraido do site: textos_legais.sites.uol.com.br)
domingo, 30 de novembro de 2008
Quadros Adormecidos

A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos,
os seus rostos envolvidos pela sombra.
Sua beleza é triste e nostálgica porque,
sonhos,
Vez por outra, entretanto,
ou será apenas uma voz...
que, sem razões, faz a bela cena acordar.
E somos possuídos pela certeza de que este rosto
é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra.
O corpo estremece.
Está apaixonado.
Acontece, entretanto,
do nosso amor.
A nossa fome de beleza é grande demais.
o rosto não é aquele.
E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma.
E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...
(Rubem Alves)
sábado, 29 de novembro de 2008
Vivendo em Confiança
(Clarice Lispector)
Para reflectir um pouco....
Metade
Esse poema é maravilhoso, ele é de autoria de Ferreira Gullar, mas aqui na voz de Oswaldo Montenegro é perfeito.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Metade...

Que a força do medo que eu tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo seja para sempre amada mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas,como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor, e a outra metade...também.
(Ferreira Gullar)
Corpo Feminino
SOBRE O CORPO FEMININO

'Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas.... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de
passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a
feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu
reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com
sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que
usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade
com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus
existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto. '
