quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Acho maravilhoso...
Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito. Todo encontro que verdadeiramente nos toca é uma espécie de milagre num mundo de bilhões de seres humanos. Algumas pessoas a gente nem imaginava que existiam, mas, meu Deus, que agrado bom é para a alma descobrir que vivem. Que estão por aqui conosco. Pessoas que fazem muita diferença na nossa jornada, com as quais trocamos figurinhas raras para o nosso álbum...
( Ana Jácomo)
terça-feira, 24 de julho de 2012
Música em nossas vidas...
Conta-se que, um dia, ao ouvir o silvo do vento passar pelo tronco oco de uma árvore, o homem o desejou imitar. E inventou a flauta.
Tudo na natureza tem musicalidade.
O vento dedilha sons na vasta cabeleira das árvores e murmura melodias enquanto acarinha as pétalas das flores e os pequenos arbustos.
Quando se prepara a tempestade, ribombam os trovões, como o som dos tambores marcando o passo dos soldados, em batidas ritmadas e fortes.
Quando cai a chuva sobre a terra seca pela estiagem, ouve-se o burburinho de quem bebe com pressa.
Cantam os rios, as cachoeiras, ulula o mar bravio.
Tudo é som e harmonia na natureza.
Mesmo quando os elementos parecem enlouquecidos, no prenúncio da tormenta. E lembramos das poderosas harmonias do Universo, gigantesca harpa vibrando sob o pensamento de Deus, do canto dos mundos, do ritmo eterno que embala a gênese dos astros e das humanidades.
Em tudo há ritmo, harmonia, musicalidade. Em nosso corpo, bate ritmado o coração, trabalham os pulmões em ritmo próprio, escorre o sangue pelas veias e artérias.
Tudo em tempo marcado. Harmonia.
Nosso passo, nosso falar é marcado pelo ritmo. A música está na natureza e, por sermos parte integrante dela, temos música em nossa intimidade.
Somos música. Por isso é que o homem, desde o princípio, compôs melodias para deliciar as suas noites, amenizar a saudade, cantar amores, lamentar os mortos.
Também aprendeu que, através das notas musicais, podia erguer hinos de louvor ao Criador de todas as coisas. E surgiu a música mística, a música sacra, o canto gregoriano.
Entre os celtas, era considerada bem inalienável a harpa, junto ao livro e à espada. Eles viam na música o ensinamento estético por excelência, o meio mais seguro de elevar o pensamento às alturas sublimes.
Os cristãos primitivos, ao marcharem para o martírio, o faziam entre hinos ao Senhor.
Verdadeiras preces que os conduziam ao êxtase e os fortaleciam para enfrentar o fogo, as feras, a morte, sem temor algum.
O rei de Israel, Saul, em suas crises nervosas e obsessivas, chamava o pastor Davi que, através dos sons de sua harpa, o acalmava.
A música é a mais sublime de todas as artes.
Desperta na alma impressões de arte e de beleza. Melhor do que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida. Por isso ela é a própria voz do mundo superior.
A voz humana possui entonações de uma flexibilidade e de uma variedade que a tornam superior a todos os instrumentos. Ela pode expressar os estados de espírito, todas as sensações de alegria e da dor, desde a invocação de amor até às entonações mais trágicas do desespero. É por isso que a introdução dos coros na música orquestrada e na sinfonia enriqueceu a arte de um elemento de encanto e de beleza.
É por isso que a sabedoria popular adverte: Quem canta, seus males espanta!
(Redação com trechos do livro "O espiritismo na arte" de Léon Denis)
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sábado, 21 de julho de 2012
Ponte Vecchio - Florença...



A Ponte Vecchio é uma Ponte em arco medieval sobre o Rio Arno, em Florença, na Itália, famosa por ter uma quantidade de lojas (principalmente ourivesarias e joalherias).
Acredita-se que tenha sido construída ainda na Roma Antiga, feita originalmente de madeira. Foi destruída pelas cheias de 1333 e reconstruída em 1345, com projeto da autoria de Taddeo Gaddi. Consiste em três arcos, o maior deles com 30 metros de diâmetro. Desde sempre alberga lojas e mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas, sempre com a autorização do Bargello, a autoridade municipal de então. Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a ponte não foi danificada pelos alemães. Acredita-se que tenha sido uma ordem direta de Hitler.
Ao longo da ponte, há vários cadeados, especialmente no gradeamento em torno da estátua de Benvenuto Cellini.
O fato é ligado à antiga ideia do amor e dos amantes: ao trancar o cadeado e lançar a chave ao rio, os amantes tornavam-se eternamente ligados. Graças a essa tradição e ao turismo desenfreado, milhares de cadeados tinham de ser removidos com frequência, estragando a estrutura da ponte. Devido a isso, o município estipulou uma multa de 50euros para quem for apanhado, em flagrante, a colocar cadeados na ponte.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Tempo...
Tempo de fazer uma faxina na alma,
Se desfazer de velhas lembranças
abrir as janelas e deixar o sol invadir,
aquecer os espaços...
(autor desc.)
Dia do Amigo...
O verdadeiro amigo é aquele que sabe se alegrar com todas as conquistas. Oferece o amparo na hora da dor e da luta. Também sabe sorrir e partilhar alegrias.
O amigo se faz presente nas datas significativas e deixa seu abraço como doação de si próprio ao outro. Incentiva sempre. Sabe calar e falar no momento oportuno. Pode estar muito distante, mas sua presença, sempre perto...
FELIZ DIA DO AMIGO !!!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Desejo que...
Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.
(Ana Jácomo)
Um lindo dia à todos vocês que passam por "Quatro Estações"...beijos...
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Porque a vida segue...
Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás...
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pessoas são como sentimentos...
Você não é o que você pensa. Você não é o que você diz, nem muito menos o que você faz. Deste modo,não faz a menor diferença se você é uma pessoa bonita ou feia, rica ou pobre, ultra inteligente ou se só possui o tico e o teco funcionando. Nada disso definirá quem você é. Por que pessoas são como sentimentos. Alguns casais e pessoas muito carinhosas parecem ter uma boa compreensão disto. Não é por que esqueceu o nome da esposa que o marido à chama de “anjinho” ou de “meu bem”. É por que essas palavras são o que ela o faz sentir em seu coração.É isto que define as pessoas para a gente. E é assim que devemos pautar nossas escolhas sempre: unicamente por aquilo que as pessoas nos fazem sentir, por que é isto que verdadeiramente importa. Você não vai querer relacionar-se com alguém que te faz sentir mal, por mais bem sucedida, bela ou inteligente que ela seja; nem certas pessoas quererão relacionar-se com você se agires de igual maneira. Portanto, procure escolher bem quais sentimentos você vai passar e quais sentimentos você quer receber, por que isto define quem você é e, em especial, o que as pessoas serão pra você. (Augusto Branco)
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar...
Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros...
(Clarice Lispector)
terça-feira, 10 de julho de 2012
Algumas pessoas se destacam para nós...
Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco.
É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam.
É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é...
Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações.
Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor...
(Ana Jácomo)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O espetáculo da vida...

Que você seja um grande empreendedor. Quando empreender, não tenha medo de falhar. Quando falhar, não tenha receio de chorar. Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue. Dê sempre uma nova chance para si mesmo.
Encontre um oásis em seu deserto. Os perdedores vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva e a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante das perdas e dos fracassos. Os vencedores começam tudo de novo.
Saiba que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo. Não seja escravo dos seus pensamentos negativos. Liberte-se da pior prisão do mundo: o cárcere da emoção. O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha. Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente.
Sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo. Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida. Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão. Ninguém é igual a você no palco da vida. Você é um ser humano insubstituível.
Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.
(Augusto Cury)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Desejos de natal...

Desejo à vocês uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
(Caio Fernando Abreu)
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Qual é a cor da sua vida...

A vida é um acontecimento que merece ser comemorado.
Há cada dia, a cada instante, ela se renova generosa nos pequenos espaços.
A vida é miúda, feita de pequenas partes.
Viver é construir um mosaico, parte por parte, dia após dia.
A beleza de um momento unida à tristeza de outras horas passa a ocupar o mesmo espaço no quadro.
As cores se misturam e se arquitetam em busca da harmonia tão desejada.
Há dias em que as cores são frias... a vida pede calma, silêncio, pausas...
Há dias em que as cores são quentes... a vida rompe com toda forma de calma...
Não suportaríamos permanecer em um só lado dessas possibilidades.
O que nos torna felizes é justamente a dinâmica que nos envolve com suas eternas variações.
A vida é semelhante à trama dos teares. Fios se entrelaçam para construirem juntos o mesmo tecido.
A diferença das cores é que garante a beleza final do tecido...
Hoje eu não sei qual é a cor da sua vida. A minha é marinho. Não é alegre, nem triste.
Espero pelo dia em que será vermelho. Espero que seja breve.
O marinho, lado a lado com o vermelho torna-se capaz de expressar uma profundidade que sozinho ele não é capaz de demonstrar.
Ninguém pode saber o que é a felicidade, se ainda não tiver passado pela decepção.
Só pode saborear bem a vitória aquele que já sentiu o amargo da derrota.
O avesso é repleto de ensinamentos, a vida também...
(Pe. Fábio de Melo)
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terça-feira, 14 de junho de 2011
A felicidade possível...

Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia aceita provar o gosto da verdade, seja ela qual for.
O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano para o amadurecimento.
A forma de amadurecer é viver. Viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz deles (impulsos). A pessoa é impelida para a aventura ou peripécia, como forma de se machucar para aprender, de cair para saber levantar-se e aprender a andar. É um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial.
A solução de toda situação de impasse só se dá quando uma das partes aceita perder ou aceita renunciar (e perder ou renunciar não é igual, mas é muito parecido; é da mesma natureza). Sem haver quem aceite perder ou renunciar, jamais haverá o encontro com a verdade de cada relação. E muitas vezes a verdade de cada relação pode estar na impossibilidade, por mais atração que exista. Como pode estar na possibilidade conflitiva, o que é sempre difícil de aceitar.
Só a renúncia no tempo certo devolve as pessoas a elas mesmas e só assim elas amadurecem e se preparam para os verdadeiros encontros do amor, da vida e da morte. Só quem está disposto a perder consegue as vitórias legítimas.
Amadurecer acaba por se relacionar com a renúncia, não no sentido restrito da palavra (renúncia como abandono), porém no lato (renúncia da onipotência e das formas possessivas do viver).
Viver é renunciar porque viver é optar e optar é renunciar.
Renunciar à onipotência e às hipóteses de felicidade completa, plenitude etc é tudo o que se aprende na vida, mas até se descobrir que a vida se constrói aos poucos, sobre os erros, sobre as renúncias, trocando o sonho e as ilusões pela construção do possível e do necessário, o ser humano muito erra e se embaraça, esbarra, agride, é agredido.
Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.
(Artur da Távola)
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terça-feira, 5 de abril de 2011
Voz do Brasil...

A voz do povo nascido neste país
Não é voz, é grito
Não é forte, é infeliz
Grita por uma palavra: Liberdade!
Mas não sabe como se diz...
A voz do povo nascido nesta terra
É um grito, sem teto, sem terra
Sem guerra...
É ser um ignorante comum
É ser habitante de um país e ao mesmo tempo de lugar nenhum...
A voz do povo nascido neste lugar,
Fala de sonhar e sambar...
De uma gente que vive por bem ou por mal
Que faz de sua desgraça um eterno carnaval...
A voz do povo nascido neste chão...
Fala de morte, medo, corrupção...
De riso de mulata nua,
De criança morrendo na rua...
A voz do povo nascido nesta nação...
Fala de gente sem nome, com fome,
De futebol, sua paixão...
Grita seu desespero e proclama sua esperança
Sob o azul do céu anil,
De suas praias morenas, de sua beleza infindável
Disso é feito o Brasil...
(Wanderley Assis de Melo Jr.)
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