domingo, 11 de janeiro de 2009

Idosos ou Velhos?


Idosos ou Velhos?


Você se considera uma pessoa idosa, ou velha?
Acha que é a mesma coisa?
Pois então ouça o depoimento de um idoso de setenta anos...
Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.
A idade causa degenerescência das células. A velhice causa a degenerescência do espírito.
Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.
Você é idoso quando sonha. É velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende. É velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando pratica esportes, ou de alguma outra forma se exercita. É velho quando apenas descansa.
Você é idoso quando ainda sente amor. É velho quando só tem ciúmes e sentimento de posse.
Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida. É velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.
Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs. É velho quando seu calendário só tem ontens.
O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência. Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram.
Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos, que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.
O idoso se renova a cada dia que começa; o velho se acaba a cada noite que termina.
O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança se ilumina. O velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram.
O idoso tem planos. O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida. O velho sofre o que o aproxima da morte.
O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos. O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.
O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega. O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam destituídas de sentido.
As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso. As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.
Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração.
A vida, com suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante.
Cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas.
Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos guardará a jovialidade de um homem sábio.
Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho.

Autor desconhecido - extraído do site: www.direitodoidoso.com.br

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Seja você mesmo...


Seja você mesmo


Quando nos recusamos a passar quem realmente somos para os outros, é a nossa imagem que eles passam a conhecer e até a amar ou não apreciar, e não aquilo que somos verdadeiramente.
Freqüentemente as pessoas têm medo do julgamento dos outros e elas preferem "seguir a maré" do que contradizer.
Talvez tenham medo de se revelar por achar que não vão ser aceitas como são, ou então para não magoar e ferir os outros, preferem agir como se estivessem de acordo com tudo.
Dizem sim quando interiormente pensam não.
E cria-se assim uma imagem falsa e errônea de si mesmo.
Mas a vida não é um palco e nós não somos todos atores que, depois do espetáculo, se despem da sua personagem.
Se fazemos isso criamos em volta de nós mesmos um mundo hipócrita.
Não digo aqui que devemos ficar jogando nossas verdades sem nos importar com a reação das pessoas.
Nós não somos uma ilha e menos ainda o centro do mundo.
Todavia, tem momento e meio pra tudo na vida.
O importante é a sinceridade.
Uma mesma coisa pode ser dita de diferentes maneiras e causar diferentes impactos naquele que ouve.
É o que chamamos de eufemismo e que não faz mal a ninguém.
Uma coisa é dizer "essa cor fica horrível em você" e outra "eu acho que aquela ficaria bem melhor em você."
Se não concordamos com uma idéia ou uma pessoa, há maneiras de expôr o que pensamos sem ser desagradáveis.
Nós somos o que somos e pensamos o que pensamos.
As pessoas que nos amam devem nos amar por aquilo que somos e não pelo que aparentamos ser.
Elas nos aceitarão apesar de nossas falhas se perceberem que somos sinceros e se nos amarem verdadeiramente.
Os verdadeiros amigos não devem estar obrigatoriamente o tempo todo de acordo, mas devem aprender a respeitar e aceitar a diferença do outro, porque são justamente as diferenças que nos enriquecem.
Qualquer que seja a situação, seja você mesmo.
Sincero, límpido, transparente.
Talvez você não seja o ideal para todo mundo, mas você saberá que aqueles que te amam, amam profundamente e de todo o coração.

(Letícia Thompson)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Grazie e Buon Anno






Di ritorno dopo una breve pausa volevo cogliere l'occasione per ringraziarvi per l'affetto che dimostrate ogni giorno visitando questo mio angolino e augurarvi uno splendido 2009 a livello personale e professionale; spero che tutti i vostri progetti e sogni si tramutino in realtà nei prossimi 365 giorni e che ogni mattina al vostro risveglio la luce della serenità possa brillare nei vostri occhi.
Vi ringrazio per tenermi compagnia con le vostre visite in questo blog e vi invito a darmi consigli, propormi argomenti che possano interessarvi e nello stesso tempo aumentare, se possibile il mio amore per l'Italia, paese a cui sono affettivamente molto legata.
Un abbraccio affettuoso a tutti voi che quitidianamente mi fate compagnia condividendo "Un Sacco di Belle Cose ... "

Hallo my dears readers I hope yuo spent a good holidays and I would like to wish a wonderful 2009, full of personal and professional happyness.
I have to thank you to share with me my "Nice Things..."and follow this blog everyday; I hope you can appreciate the contents in the next future and if you have any suggestion fell free to write it on this post because all advices are more than welcome.
Thank you again and Happy New Year!

De volta depois de uma breve pausa, quero aproveitar a ocasião para agradecer o afeto que demonstraram visitando este meu espaço e desejar um maravilhoso 2000INOVE, à nível pessoal e profissional; espero que todos os seus projetos e sonhos se tornem realidade nos próximos 365 dias e que a cada manhã do seu despertar, a luz da serenidade possa brilhar nos seus olhos.
Agradeço por terem me feito companhia com suas visitas neste blog e os convido, a me dar sugestões, propor argumentos que possam lhes interessar.
Um abraço carinhoso à todos vocês que visitam diariamente "Un Sacco Di Belle Cose...".


Turim

Turim


Turim (Torino em italiano e Turin em piemontês) é uma comunidade italiana, capital e maior cidade da região do Piemonte, província de Turim, com cerca de 908.000 habitantes. Estende-se por uma área de 130 km2, tendo uma densidade populacional de 6596 hab/km2. Faz fronteira com Venaria Reale, Settimo Torinese, Borgaro Torinese, San Mauro Torinese, Collegno, Rivoli, Baldissero Torinese, Grugliasco, Pino Torinese, Orbassano, Pecetto Torinese, Beinasco, Moncalieri, Nichelino. A cidade de Turim tem aproximadamente 1.700.000 habitantes em sua região metropolitana e 2.200.000 em sua área urbana.
Foi a capital de Itália entre 1861 e 1864. É em Turim que se encontra o Santo Sudário.
Foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006.

Turim está localizada no noroeste da Itália. A cidade fica na extremidade ocidental da planitia do rio Po. É cercada a oeste pelos Alpes e a leste pelos morros do Monferrato.
Três grandes rios passam pela cidade: o Po e dois de seus tributários, o Dora Riparia (do celta duria, água, mais tarde alterado para "Duria Minor" pelos romanos) e o Stura di Lanzo e Sangone. Na riva oriental o Po tem como afluentes riachos que nascem nos morros.

No ano 1861, quando tornou-se a capital da Itàlia, Turim tinha 173 mil habitantes. Após uma crise, devida à mudança da capital para Florença, Turim desenvolveu uma economia industrial, tornando-se a segunda cidade industrial, atrás apenas de Milão. A cidade continuou crescendo, mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, até ultrapassar o milhão de moradores durante os anos sessenta. A partir do final dos anos setenta houve uma diminuiçao da população, devida à baixa taxa de natalidade e ao crescimento das cidades na região metropolitana.
A cidade de Turim cresceu em torno de 0,88% durante os últimos três anos, que foi atribuído a uma taxa de nascimento baixa, contribuindo para o envelhecimento da população. Cerca de 16,4% da população possui menos de 14 anos de idade, enquanto aqueles em idade de aposentadoria são 18,8%. A cidade viu um crescimento no número de imigrantes, incluindo as áreas suburbanas. A população continua na maioria italiana (96,1%), mas há grupos significantes de romenos (2,3%), marroquinos (1,5%), peruanos (0,5%), albanianaos (0,4%) e outros.

Hoje em dia a cidade é uma grande área industrial, conhecida particularmente como a sede da companhia e das principais fábricas da companhia de Fiat. A cidade é sede do edifício Lingotto, que já foi a maior fábrica de carros do mundo e que agora é centro de convenções, local para concertos, galeria de arte, centro de compras e hotel. Outras companhias fundadas em Turim incluem a Invicta, Lavaza, Martini, Kappa e a fábrica de chocolate Caffarel.
Também é um centro da indústria aeroespacial, com a Alenia. Alguns elementos principais da Estação Espacial Internacional foram produzidos na cidade. Futuros projetos europeus como Ariane 5 serão gerenciados de Turim pela nova companhia NGL, subsidiária da EADS (70%) e Finmeccanica (30%).
Em Turim também surgiram grandes companhias italianas, como a Teleco Itália do ramo das telecomunicações e a rede de televisão Rai. A maioria das indústrias de cinema moveram-se para outras partes da Itália, mas Turim continua sendo sede do Museu Nacional de Cinema.

A Mole Antonelliana
A Mole Antonelliana (pronuncia-se "môle"), é uma estrutura em Alvenaria , cuja construção se deu entre 1863 e 1897. Projetada pelo arquiteto Alessandro Antonelli, de onde seu nome provém, possui 167 metros de altura e deveria, originalmente, abrigar uma sinagoga.
Desde sua criação, a comunidade hebraica torinesa desejava construir um templo, entretanto isso só se tornou possível após a liberação de culto a religiões não católicas na Itália, no século Séc. XVX.
Havia para tal um pré-projeto, o qual foi levado à um arquiteto tão logo sua construção se tornou viável. Alessandro Antonelli ficou então encarregado de projetar e coordenar as obras da sinagoga. O arquiteto, entretanto, propôs uma série de modificações que acabaram por elevar consideravelmente os custos e tempo para a conclusão da obra. Dentre elas, a elevação da cúpula a 113 metros foi a mais notável, indo bem além dos 47 inicialmente previstos.
Iniciadas em 1863, as obras tiveram que ser interrompidas por questões financeiras seis anos depois, e um teto provisório foi então construído no lugar da cúpula. Em 1873, a prefeitura de Turim, interessada em dedicá-la ao rei Vitor Emanuel II, firmou um acordo com a comunidade judaica assumindo o prosseguimento da construção da Mole e cedendo um novo terreno para a construção de uma sinagoga. Antonelli, então, reassumiu seu posto e elevou as projeções da cúpula aos 167 metros que possui atualmente. Tal modificação a tornou no edifício em alvenaria mais alto da Europa.
Logo após sua conclusão, entretanto, a edificação sofreu de problemas estruturais devido às dimensões relativamente reduzidas de sua base em relação ao peso que deveria suportar. Além disso, o terreno sobre o qual se deu a construção havia sido ocupado por uma parte dos antigos muros da cidade, demolidas por Napoleão Bonaparte no início do Séc.IX. Era possível, portanto, que o solo ainda não estivesse em condições de suportar a nova construção.
Antonelli trabalhou na Mole até a sua morte, em 1888, e a espécie de elevador acionado por roldanas que levava o já idoso arquiteto ao topo da construção havia se tornado lendária. O arquiteto, entretanto, não pode ver a conclusão das obras, que ocorreu sob o comando de seu filho Constanzo em 1897. Posteriormente, Annibale Rigoti decorou os interiores entre 1905 e 1908.
A história da Mole é permeada por acontecimentos infelizes. Em 1887, durante sua construção, um terremoto obrigou Antonelli a modificar o projeto para concluí-lo. Em 1904 o gênio alado colocado em sua extremidade (comumente confundido com um anjo) foi derrubado por um tornado, sendo substituído por uma estrela de cerca de quatro metros de diâmetro. Um novo tornado derrubou 47 metros da torre em 1953, a qual foi reconstruída somente 8 anos depois, desta vez em estrutura metálica revestida por pedras. Enormes arcos de cimento foram cogitados para ocupar o interior do edifício no intuito de estabilizá-lo. Entretanto, tal projeto desfiguraria completamente a construção, gerando uma desagradável sensação de claustrofobia. Além disso, alguns críticos argumentavam que uma estrutura excessivamente rígida provocaria um efeito negativo, pois reduziria sua capacidade de oscilar elasticamente.
Entre as décadas de 60 e 90, a Mole foi usada como mirante, graças ao elevador que leva seus visitantes a 70 metros acima do nível do solo, e para exposições temporárias. Após permanecer alguns anos fechada para a renovação do elevador (que hoje gasta 59 segundos para fazer seu percurso) e eliminação de parte dos arcos de cimento, a Mole Antonelliana é atualmente sede doMuseu Nacional do Cinema italiano. O mesmo é composto por máquinas óticas pré-cinematográficas, peças provenientes dos set’s dos primeiros filmes italianos e outras relíquias, em uma disposição realmente sugestiva. A Mole foi uma das primeiras construções iluminadas por pequenas chamas de gás, já no fim do Século XIX, e desde 1998, na ocasião da redefinição da iluminação externa e do nascimento da manifestação “Luci d’Artista” (Luzes de Artista, em tradução livre), nota-se uma instalação ao lado da cúpula chamada de “O vôo dos números’’. Esta obra, criada por Mario Merz, é constituída pelos números do início da Sequência de Fibonacci, que prosseguem em sucessão na direção do céu.

Curiosidades
A Mole Antoneliana é representada em uma das faces da moeda de 2 centavos de Euro italianas.




domingo, 4 de janeiro de 2009

Saber Mudar


SABER MUDAR


Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente e logo nadou até a borda do copo. Mas, como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, não conseguiu escapar. Acreditando que não havia saída, desanimou, parou de se debater e afundou. Sua companheira, apesar de não ser tão forte, era tenaz; por isso continuou a se debater e a lutar. Aos poucos, com tanta agitação, o leite ao seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga, onde ela subiu e conseguiu levantar vôo para longe.

Tempos depois, a mosca tenaz, por um descuido, caiu novamente em um copo, desta vez cheio de água. Imaginando que já conhecia a solução para aquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse. Outra mosca passando por ali e vendo a aflição da outra, pousou na beira do copo e gritou: "-Tem um canudo ali, nade até lá e suba". A mosca tenaz respondeu: "-Pode deixar que eu sei como resolver esse problema". E continuou se debatendo, mais e mais, até que, exausta, afundou na água.

Moral da história: soluções do passado, em contextos diferentes, podem se transformar em problemas.
Quantas vezes, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças ao nosso redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão? Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências. Ficamos presos a velhos hábitos que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir...
Os donos do futuro sabem reconhecer essas transformações e fazer as mudanças necessárias para acompanhar a nova situação.


Autor desconhecido

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Os limites de cada um de nós...


Os limites de cada um de nós


As pessoas julgam as forças umas das outras baseando-se naquilo que elas mesmas são capazes de suportar.
Poucos se dão conta que cada um de nós tem seu limite e que este não pode ser comparado com o de mais ninguém.
Uns suportam mais heroicamente o sofrimento, outros se entregam e morrem devagarinho como se o mundo tivesse acabado.
E a um e a outro Deus criou.
Somos infinitamente mais capazes do que pensamos, mas enquanto ignoramos essa verdade, somos o que somos sem sermos mais ou menos que ninguém.
Classificar alguém de fraco porque este não suporta a dor física, moral ou emocional é cometer uma grande injustiça, pois cada um vai até onde seus limites permitem e é devagarinho que as pessoas vão descobrindo que as asperezas da vida nos tornam pouco a pouco mais fortes e resistentes.
Seguimos até onde devemos seguir e quando cremos que as forças nos abandonam é que o Senhor nos pega nos braços e nos ensina a voar.
Vemos então horizontes que não podíamos alcançar com nossa visão plana e direcionada geralmente àquilo que nos fazia tanto mal.
Somos o que somos sim e que ninguém nos diga pequenos e falhos!
Alcançamos tudo o que está ao alcance das nossas mãos e o mais o Senhor nos dá através da nossa fé que, mesmo limitada, nos torna seres ilimitados.

(Letícia Thompson)

Carta de um pai ao filho



CARTA DE UM PAI AO FILHO



Amado Filho,

O dia em que este velho já não for o mesmo, tenha paciência e me compreenda.

Quando eu derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e se lembre das horas que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.

Se quando conversa comigo, repito e repito as mesmas palavras e sabes de sobra como termina, não me interrompas e me escute. Quando era pequeno, para que dormisse, tive que contar-lhe milhares de vezes a mesma estória até que fechasse os olhinhos.

Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fique com vergonha e compreenda que não tenho a culpo disto, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes quando menino te ajudei e estive pacientemente a seu lado esperando que terminasse o que estava fazendo.

Não me reproves porque não queira tomar banho; não me chames a atenção por isto. Lembre-se dos momentos que te persegui e os mil pretextos que tive que inventar para tornar mais agradável o seu banho.

Quando me vejas inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário para não me machucar com o seu sorriso sarcástico.
Lembre-se que fui eu quem te ensinou tantas coisas.
Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem com o faz, são produto de meu esforço e perseverança.

Quando em algum momento, enquanto conversamos, eu chegue a me esquecer do que estávamos falando, me dê todo o tempo que seja necessário até que eu me lembre, e se não posso fazê-lo não fique impaciente; talvez não fosse importante o que falava e a única coisa que queria era estar contigo e que me escutasse nesse momento.

Se alguma vez já não quero comer, não insistas. Sei quando posso e quando não devo.

Também compreenda que, com o tempo, já não tenho dentes para morder, nem gosto para sentir.

Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar, dá-me sua mão terna para me apoiar, como eu o fiz quando começou a caminhar com suas fracas perninhas.

Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, não te enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei.

Trate de compreender que já não vivo, senão que sobrevivo, e isto não é viver.

Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que deve percorrer.

Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para você outra rota em outro tempo, porém sempre contigo.

Não se sinta triste, enojado ou impotente por me ver assim. Dá-me seu coração, compreenda-me e me apóie como o fiz quando começaste a viver.

Da mesma maneira que te acompanhei em seu caminho, te peço que me acompanhe para terminar o meu.
Dê-me amor e paciência, que te devolverei gratidão e sorrisos com o imenso amor que tenho por você.

Atenciosamente,

Teu Velho



Autor: Levi da Silva Barreto

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Amai-vos...


Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.
Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos,
e sede alegres, mas deixai
cada um de vós estar sozinho.
Assim como as cordas da lira
são separadas e, no entanto,
vibram na mesma harmonia.
Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.
Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.
E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.
Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.
E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro.

(Gibran Kahlil Gibran)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Amizade é uma palavra pequenina...


Amizade é uma palavra pequenininha, mas que nunca vem sozinha.
Ela dá sempre a mão com o conta comigo, estou aqui, se precisar...me chame, estou feliz por você, torço por você, se precisar de um ombro...tenho dois, penso em você, gosto de você, estou te ouvindo, não te esqueço...mesmo se não nos falamos todos os dias...
Amizade é esse amor misterioso e gostoso do coração dividido e unificado ao mesmo tempo.
Quem pode entender que o coração possa amar tanto e tantos?
O coração de um amigo é um mapa mundi onde cada um se encontra em algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo.
Diferentes, especiais e importantes, cada um a sua maneira.
E são nas diferenças que nos completamos, nas desavenças que aprendemos o perdão, a paciência e a humildade.
Ser amigo é saber aceitar que os outros não sejam iguais à gente, mas que os seus valores podem enriquecer ainda mais os que temos e amá-los apesar das diferenças, como se ama uma rosa com espinhos, mas não menos bela.
Sozinho não é quem não tem ninguém; sozinho é quem não tem um amigo.
Pouco importa saber em que parte do mundo nossos amigos se encontram, se podemos sentir na alma que dentro de nós e dentro deles há um espaço reservado que nada mais poderá preencher.
Amizade, doce amizade... se somos dois, unidos seremos um elo forte; se somos muitos, seremos uma corrente que nada poderá vencer.

(Letícia Thompson)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O jardim secreto de cada um



Há dentro de todos nós essa necessidade de ter em algum lugar nosso jardim secreto, não onde vamos confinar nossos segredos, mas onde podemos ter um encontro real e exclusivo conosco.
Umas pessoas sentem mais essa necessidade que outras, mas estar consigo de vez em quando, interiorizar-se, colocar ordem nos pensamentos ou simplesmente abandonar-se, é vital ao equilíbrio de todos nós.
Em todo relacionamento onde o amor existe, esse espaço deve ser conservado como o limite de cada um.
Os relacionamentos fusionais que ultrapassam essas barreiras acabam por destruir-se, pois amar é também respeitar que a outra pessoa tenha seu recanto, seus pensamentos e, por que não, seus próprios amigos, próprias idéias e sonhos.
As pessoas não precisam estar juntas cem por cento do tempo para provarem que se amam. Elas se amam por que se amam e pronto. Dar ao outro um pouco de espaço, um pouco de ar para respirar, é dar-lhe também a oportunidade de sentir falta de estar junto. E isso vale tanto para os amores como para as amizades.
As cobranças intermináveis, resultados de carências afetivas, acabam por sufocar a outra parte e cria na que pede, espera, implora, ansiedades que a tornarão infeliz, pois ela verá como desamor qualquer gesto que não corresponda ao que espera.
Amar é deixar o outro livre para ficar ou para se retirar. É respeitar seu silêncio e seu desejo de solitude. E é deixá-lo livre para ir e voltar quando o coração pedir, que isso seja numa cidade ou dentro de uma casa.
Nada impede que um grande e lindo jardim seja construído juntos e que de mãos dadas se passeie por ele, com o peito cheio de felicidade e a cabeça cheia de sonhos... mas ainda assim, o jardim secreto de cada um deve ser mantido como lugar único e que vai, no fim das contas, enriquecer as relações.
(Letícia Thompson)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fernando de Noronha



Fernando de Noronha ou Fernão de Noronha é um Arquipélago pertencente ao estado de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal cuja sigla era FN. É gerida por um administrador-geral designado pelo governo do estado. A ilha principal tem 17 km² e fica a 545 km de Recife e a 360 km de Natal.
Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris) que lá se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta.

História
A ilha teria sido descoberta, provavelmente, por Gaspar de Lemos em 1500 ou por uma expedição da qual Duarte Leite erroneamente terá atribuído o comando a Fernão de Noronha, em 1501–1502. Porém, o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, que tomou parte na expedição de Gonçalo Coelho.
A designação do arquipélago provém, no entanto, do nome do primeiro proprietário da capitania hereditária, após doação de D. Manuel I em 16 de fevereiro de 1504 a Fernão de Noronha.
O arquipélago foi invadido algumas vezes, nomeadamente em 1534 por ingleses, de 1556 até 1612 por franceses, em 1628 e 1635 pelos holandeses, voltando ao controle português em 1700, para ser novamente conquistada pelos franceses em 1736 e definitivamente ocupada pelos portugueses em 1737.

Governo
O território de Fernando de Noronha foi criado em 9 de fevereiro de 1942 desmembrado do estado de Pernambuco. A entidade administrativa durou 46 anos, sendo extinta em 5 de outubro de 1988 e reincorporada ao seu estado de origem.
Antes de se tornar o paraíso turístico e ecológico dos dias atuais, o arquipélago foi local de detenção de condenados enviados a cumprir pena no presídio ali existente, que funcionou de 1737 a 1942, de 1938 em diante apenas para presos políticos do Estado Novo.
Reportagem da revista O Cruzeiro, de 2 de agosto de 1930, descreve o presídio como fantasma infernal para esses proscritos da sociedade, que viviam completamente alheios ao que se passava no resto mundo, apesar de o Governo proporcionar aos presos uma vida saudável de trabalho e de conforto (Fonte: O Cruzeiro, ed. 2 de agosto de 1930).

Mar de Dentro
Baía e Porto de Santo Antônio
Praia da Biboca
Praia do Cachorro, na Vila dos Remédios (no centro histórico da ilha)
Praia do Meio
Praia da Conceição ou de Italcable
Praia do Boldró, na Vila Boldró
Praia do Americano
Praia do Bode
Praia da Quixabinha
Praia da Cacimba do Padre
Baía dos Porcos
Baía do Sancho (baía de águas transparentes, cercada por falésias cobertas de vegetação)
Baía dos Golfinhos ou Enseada do Carreiro de Pedra
Ponta da Sapata

Mar de Fora
Praia do Leão
Ponta das Caracas
Baía Sueste
Praia de Atalaia
Enseada da Caeira
Buraco da Raquel
Ponta da Air France

Outros locais de interesse turístico
Forte de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha
Fortim da Praia da Atalaia de Fernando de Noronha
Reduto de Nossa Senhora da Conceição de Fernando de Noronha
Reduto de Santa Cruz do Morro do Pico de Fernando de Noronha
Reduto de Santo Antônio de Fernando de Noronha
Reduto de São João Batista de Fernando de Noronha
Reduto de São Joaquim de Fernando de Noronha
Reduto de São José do Morro de Fernando de Noronha
Reduto de São Pedro da Praia do Boldró de Fernando de Noronha
Reduto do Bom Jesus de Fernando de Noronha
Morro Dois Irmãos

Boldró
Boldró é onde está localizado o centro de convenções do Projeto TAMAR/IBAMA. Seu nome foi dado por militares americanos e é originário da expressão em inglês Bold Rock, que significa Pedra Saliente em português.

Mergulho
Fernando de Noronha é um local de Mergulho recreativo de nível internacional. Com águas quentes ao seu redor, mergulhos a profundidade de 30 a 40 metros podem ser feitos agradavelmente sem necessidade de usar roupa de neoprene.
Próximo a ilha existe a possibilidade de se fazer um mergulho avançado e visitar a Corveta Ipiranga, que repousa a 62 metros de profundidade, depois de ser afundada naquele ponto intencionalmente, após um acidente de navegação.
A ilha conta com três operadoras de mergulho, oferecendo diferentes níveis de qualidade de serviço.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

24 Toques para ser mais feliz...


01 - Seja ético.
A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

02 - Estude sempre e muito.
A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.

03 - Acredite sempre no amor.
Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.

04 - Seja grato(a) a quem participa de suas conquistas.
O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

05 - Eleve suas expectativas.
Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

06 - Curta muito a sua companhia.
Casamento dá certo para quem não é dependente.

07 - Tenha metas claras.
A História da Humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

08 - Cuide bem do seu corpo.
Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também.

09 - Declare o seu amor.
Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10 - Amplie os seus relacionamentos profissionais.
Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11 - Seja simples.
Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.

12 - Não imite o modelo masculino do sucesso.
Os homens fizeram sucesso a custa de solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco. Preserve a sensibilidade feminina - é mais natural e mais criativa.

13 - Tenha um orientador.
Viver sem é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

14 - Jogue fora o vício da preocupação.
Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem ... defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

15 - O amor é um jogo cooperativo.
Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

16 - Tenha amigos vencedores.
Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

17 - Diga adeus a quem não o(a) merece.
Alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... e deixe o espaço livre para um novo amor.

18 - Resolva!
A mulher/homem do milênio vai limpar de sua vida as situações e os problemas desnecessários.

19 - Aceite o ritmo do amor.
Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.

20 - Celebre as vitórias.
Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

21 - Perdoe!
Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22 - Arrisque!
O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

23 - Tenha uma vida espiritual.
Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer. Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

24 - Muita Paz, Harmonia e Amor... sempre!

(Roberto Shinyashiki)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Definitivo



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas.
Por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos.
Por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos.
Por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mal-Me-Quer


Mal-Me-Quer


Creio no mundo como num mal-me-quer,

porque o vejo.

Mas não penso nele...

porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele,

(Pensar é estar doente dos olhos).

Mas para olharmos para ele

e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia;

tenho sentidos...

Se falo na natureza

não é porque saiba o que ela é,

mas porque a amo,

e amo-a por isso.

Porque quem ama nunca sabe o que ama.

Nem sabe por que ama,

nem o que é amar...


(Fernando Pessoa)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

História da Sicília


História da Sicília



A Sicília é a maior das ilhas do mar Mediterrâneo, separada da Calábria, na península itálica, pelo estreito de Messina, que possui apenas três quilômetros de largura. Devido à sua posição geográfica, a Sicília sempre teve um papel de importância nos eventos históricos que tiveram como protagonistas os povos do Mediterrâneo.
A vizinhança de múltiplas civilizações enriqueceu a Sicília de assentamentos urbanos, de monumentos e de vestígios do passado que fazem da região um dos lugares privilegidos onde a história pode ser revista através das imagens dos sinais que o tempo não apagou. Trata-se de uma região riquíssima em monumentos antigos e sítios de interesse arqueológico (Agrigento, Selinunte, Siracusa, Segesta e Taormina).

Sicília grega e fenícia (735 a.C. a 241 a.C.)
No século VIII a.C., os fenícios fundaram entrepostos de comércio no oeste da ilha, enquanto os gregos colonizaram as costas leste e sul, região que se tornou conhecida como Magna Grécia, fundando prósperas colônias de comércio (Siracusa por exemplo). A Sicília tornou-se uma das regiões mais importantes do Império cartaginês. Entre os séculos V e III a.C., conflitos entre Cartago e os gregos (liderados por Siracusa) caracterizaram a história da ilha.

Sicília romana (241 a.C . a 440 d.C)
Em 264 a.C., começou a primeira guerra púnica (212 a.C.) entre Cartago e Roma, e em 210 a.C.. O banditismo e a pirataria aceleraram o declínio da ilha, que chegou a ser uma das províncias mais ricas de Roma, no tempo da República.

Sicília vândala (440 - 493)
A ilha esteve totalmente sob controle romano, até a invasão dos vândalos em 440 que dominaram a ilha até a chegada dos ostrogodos.

Sicília ostrogoda (493-555)
Depois da queda do Império Romano do Ocidente, os ostrogodos, ao dominarem toda a Península Itálica, acrescentaram a Sicília a seus domínios por mais de meio século. Em 468, sob o rei Genserico, os vândalos vindos da África conquistaram a Sicília, e a Sardenha. Os vândalos restituíram a ilha a Odoacro mediante o pagamento de grande tributo, porém mais tarde o rei Teodorico não manteve o acordo.

Sicília bizantina (535-1043) e Sicília árabe (827-1091)
No decorrer das Guerras Góticas, Belisário anexou a ilha ao Império Bizantino em 535 d.C., um domínio que durou até o século IX.

Conquista bizantina
No início do século VII, a Sicília tornou-se um thema por ordem do Imperador Heráclio de Bizâncio. Ainda no século VII, os árabes iniciaram incursões na Sicília, considerada por eles um ponto estratégico, de onde se podia controlar todo o mar Mediterrâneo.

Primeira tentativa de invasão árabe
A desagregação do Império Bizantino e sua debilidade se faziam sentir na Sicília, alimentando um descontentamento, em uma área que sempre, seja politicamente seja culturalmente, se sentia mais vizinha e atraída por Roma e pelo Império Romano do Ocidente que por Constantinopla e pelo Império Bizantino.
Entre 803 e 820, a eficiência bizantina no quadrante central do Mediterrâneo começou a decrescer vistosamente, na época do governo da Imperatriz Irene de Bizâncio.
O turmarca da frota bizantina Eufêmio de Messina, que havia tomado o poder na Sicília com a ajuda de vários nobres pede ajuda aos árabes em 825 para apoiar seu domínio sobre a ilha. Os bizantinos reagiram duramente sob a liderança de Fotino e Eufêmio, derrotado em Siracusa, escapou a Ifrigiya. Lá encontrou refúgio sob o emir Aghlabidi de Qayrawãn, Ziyãdat Allãh I, a quem pediu ajuda para realizar um desembarque na Sicília e caçar os odiados bizantinos.
Os Aghlabidi eram então dotados de um agudo contraste que contrapunha a componente indígena berbere, islamizada em seguida às primeiras conquistas islâmicas do século VII e conduzida por Mansūr al-Tunbūdhī, ao exército árabe que se juntava em Ifrīqiya (na atual Tunísia na época da instituição do Emirado, por vontade do califa Hãrun al-Rashid com o primeiro Emir Ibrahim Ibn-Aghlad.
Os muçulmanos, que talvez já tivessem planejado uma invasão da Sicília, preparavam uma frota de 70 navios, chamando ao jihad marítimo o maior número de voluntários, oficialmente para atender a uma obrigação moral mas de fato para afastar de Ifrigiya o maior número possível de súditos facínoras que criavam graves tensões, tanto enre a população árabe quanto entre os berberes, com graves problemas para a população civil.

Conquista árabe
A invasão teve início em 17 de junho de 827 e a massa em grande parte berbere, mas sob liderança árabe ou persa, foi creditada ao qãdi di Qayrawān, Asad b. al-Furãt, grande jurista malikita autor da famosa Asadiyya, de origem persa de Khorãsãn. O desembarque ocorreu em Capo Granitola, próximo a Mazara del Vallo e foi ocupada Marsala (em árabe Marsa ‘Alī, o porto de ‘Alī ou Marsa Allāh, o porto de Deus) e os centros foram fortificados e usados como cabeça de ponte e base de atracamento para os navios.
A expedição que pretendia com toda probabilidade (além do lendário imaginário cristão) efetuar uma penetração profunda na ilha, não se ilude de poder superar as formidáveis defesas de Siracusa, a capital bizantina da ilha, mas a substancial debilidade bizantina, há pouco saída de uma duro conflito contra o usurpador Tomás o Eslavo, fez Asad pensar na concreta possibilidade que a inicial tentativa estratégica pudesse ser mudada a uma expedição de verdadeira conquista.
Foi assim possível aos muçulmanos, que já haviam tomado Girgenti (atual Agrigento, sempre com a grande maioria berbere), tomar, em agosto e setembro 831, Palermo, eleita capital da Sicília islâmica (Siqilliyya), depois Messina, Modica (845) e Ragusa, enquanto Castrogiovanni (atual Enna) foi tomada somente em 859. Resistia Siracusa, sede do strategos da qual dependiam tanto o drungariato de Malta quanto os ducados de Calabria, de Otranto e, ao menos teoricamente, de Nápoles.
Foi necessário mais de uma década para vencer a resistência dos habitantes do solo Val di Mazara e para apoderar-se entre 841 e 859 de Val di Noto e Val Dèmone. Siracusa, superado o bloqueio imposto em 872 - 873 por Khafāja b. Sufyān b. Sawādan, caiu em 21 de maio de 878, a meio século do primeiro desembarque, ao término de um implacável assédio que se conclui com o massacre de 5.000 habitantes e com a escravidão dos sobreviventes, resgatados somente muitos anos mais tarde.
A última fortaleza importante da resistência bizantina a ceder foi Tauromenium (atual Taormina) em 1º de agosto de 902 sob o ataque do emir Ibrãhim b. Ahmad.
O último pedaço de terra a resistir aos muçulmanos foi Rometta que capitulou somente em 963. Ibrãhim II na sua vontade de prosseguir a jihad, tentou alcançar a Itália para depois chegar, se disse com grande fantasia, até Constantinopla. Passou portanto o Estreito de Messina e percorreu na direção norte para a Calábria. Não encontrou particular resistência mas sua marcha parou nas imediações de Cosenza que talvez tenha sido a primeira cidade a opor uma certa resistência ao invasor. Porém a parada ocorreu mais por desordens com as quais as operações militares foram envolvidas e pela carência de condução militar e de resultados concretos. Ademais Ibrāhīm, com disenteria, morreu e suas tropas, no limite da desordem, se retiraram. Assim se conclui a tentativa de conquista da "Terra grande" (al-arḍ al-kabīra).

Tentativa de reconquista bizantina
Sabe-se que Basílio II de Bizâncio em 1025 tinha planejado a reconquista da Sicília. Mas não pode iniciá-la porque morreu no mesmo ano. O plano de Basílio foi esquecido por alguns anos, mas depois o imperador Miguel IV de Bizâncio, reencontrando as cartas do projeto de Basílio, e tão logo os viu se entusiasmou, e quis iniciar logo esta campanha de reconquista, que foi confiada ao grande general bizantino Jorge Maniace.
Durante o século XI, houve na Sicília muçulmana uma profunda crise política que opôs o imã fatímida os governadores Kalbidi, que ao final foram vencidos. Do conflito se aproveitaram os bizantinos que, em 1038, empreenderam um efêmero intento de reconquista da ilha.
Ao comando da expedição bizantina estava Estêvão, irmão do imperador Miguel IV, enquanto o comando militar das tropas era confiado ao general Maniace. As tropas eram formadas de numerosos lombardos comandados por Arduíno e por uma companhia de normandos comandados pelo futuro rei da Sicília Guilherme.
A expedição usou como cabeça-de-ponte a base de Reggio Calabria e após cruzar o estreito, ocupou Messina e depois se dirigiu à antiga capital da ilha, Siracusa. Maniace foi o único comandante que conseguiu, antes dos normandos e temporariamente (provavelmente em 1043), libertar a cidade dos muçulmanos. Como testenho do fato, mandou as relíquias de Santa Lúcia a Constantinopla e construiu na cidade uma fortificação que ainda existe, embora ampliado, e tem o nome de "Castelo de Maniace". Também o transporte das relíquias de Santa Ágata durante o século XI ocorreu durante a mesma expedição.
Em 1040, entre Randazzo e Troina estavam as tropas muçulmanas de Abdallah. No local da batalha foi fundado o monastério de Santa Maria di Maniace. O antigo cenóbio se encontra hoje próximo a Maniace na província de Catânia. Abdallah por sorte ou talvez por erro de estratégia de Estevão se recusou a enfrentá-lo.
Porém uma série de eventos funestos, e uma revolta de Arduíno puseram em crise a expedição que teve que abandonar a Sicília e retirar-se até a Apúlia. Em 1043, à frente do exército Jorge Maniace repreendeu a revolta, constituída de normandos e lombardos e graças ao bom resultado da batalha, os seus soldados quiseram colocá-lo no lugar do imperador bizantino Constantino IX.
Sob o domínio árabe, Palermo floresceu. Dois séculos de domínio sarraceno encerraram-se no século XI quando a Sicília tornou-se, no século XI, um Estado normando.

Sicília normanda (1060-1194)
Quase contemporaneamente à conquista da Inglaterra, grupos de normandos se dirigiram ao sul da península itálica, inicialmente como mercenários, motivados pela possibilidade que ofereciam as rebeliões anti-bizantinas na Puglia. Nessa época a maior parte da Península Itálica era dominada pelo Reino Lombardo, enquanto a Sicília estava dominada pelos árabes, lá chamados de sarracenos. Os mercenários normandos, por volta de 1025, prestavam seus serviços para várias tarefas, como a proteção dos peregrinos que iam ou retornavam de Jerusálem ou a luta aos sarracenos. Desta maneira enriqueceram, constituindo-se em senhores territoriais (o primeiro foi o condado de Aversa com Rainulfo Drengot em 1027). Logo, para dar uma direção política se aliaram à família dos Altavilla guiada por Guilherme Braço de Ferro (morto em 1046, que liderou uma mudança radical no domínio político-territorial do Mezzogiorno.
O Papa Leão IX, vendo sua Benevento ameaçado, tentou enfrentá-lo; mas o exército pontifício foi derrotado na Batalha de Civitate (1054), o Papa foi capturado, e assim Benevento permaneceu uma ilha pontifícia em terra normanda.
A conquista normanda na Itália meridional deu-se em duas frentes: por um lado continuou a erodir o poder bizantino na Apúlia e Calábria e por outro começou a luta para tomar a Sicília dos muçulmanos.
Em 1059, Roberto o Guiscardo dos Altavilla fez um pacto com o Papa Nicolau II, a Concordata de Melfi, com a qual se declarava formalmente seu vassalo, obtendo em troca os títulos (ainda somente nominais) de duque de Puglia (que compreendia também a Basilicata) e da Calábria (que estava porém ainda em parte nas mãos dos bizantinos), parte da Campânia e Sicília (que estava porém em mãos dos árabes). Os normandos conseguiram rapidamente livrar o Sul da presença bizantina com repetidas expedições que se concluíram com a conquista, por Roberto o Guiscardo da cidade de Reggio de Calabria, onde ele confirmou o título de duque de Calábria. Os Altavilla assim puderam rapidamente dedicar-se à Sicília.
Rogério Bosso Altavilla, irmão de Roberto, no comando de um grupo de cavaleiros, em 1061, desembarcou em Messina e invadiu a ilha (então sob domínio árabe). Até 1064, conseguiu instalar-se somente no canto nordeste da ilha e avançar até Cefalù e Noto. Enquanto isso, Roberto tomou Brindisi e Bari (1071) e veio então em ajuda ao irmão. Em 1072, os normandos chegaram a Palermo, que foi escolhida capital e em 1077 a Taormina. No continente, caíram em suas mãos Amalfi em 1073 e Saleno em 1077.
Em 1088, Boeundo I de Antioquia, filho da primeira esposa de Roberto, se tornou soberano incontestável do Principado de Taranto. Na noite de Natal de 1130, Rogério II, filho de Rogério de Altavilla, foi nomeado rei de Sicília e duque da Apúlia e da Calábria, criando assim na Itália meridional um Estado de dimensões consideráveis: o Reino normando da Sicília. Ele estendeu o domínio normando com a conquista do Ducado de Nápoles (1137) e, com Assise di Ariano (1140), conferiu ao seu Reino uma organização feudal rigidamente hierárquica e estreitamente ligada à pessoa do soberano.
O domínio dos normandos na Itália meridional teve fim em 1194 (morte de Tancredo de Lecce) e em 1198, quando Henrique, Imperador do Sacro Império Romano (morto em 1197), em virtude de seu matrimônio com Constança de Altavilla (morta em 1198), uniu à coroa imperial a de rei da Sicília.

Sicília suábia (1185-1266)
A dominação pela dinastia suábia dos Hohenstaufen na Sicília teve início com um matrimônio de Estado entre Henrique VI, filho do imperador Frederico Barbarossa, e Constança de Altavilla, filha de Rogério II da Sicília. Em 1185, abriu-se assim a estrada para a conquista suábia. Em 1194, com a morte de Guilherme III, a ilha foi conquistada pela soberano germânico, passando a integrar o Sacro Império. Tinha assim início a dinastia suábia na Sicília que com Frederico II, filho de Constança, atingiu seu máximo esplendor.

Sicília angevina (1266-1282)
Ao fim da dinastia dos Hohenstaufen, em 1266, a Sicília foi designada pelo Papa, que considerava a ilha patrimônio da Igreja, a Carlos I, mas o domínio angevino na Sicília teve curta duração.
No verão de 1282, Messina foi posta sob assédio por Carlos I de Anjou, que sabia que não poderia avançar ao interior da Sicília sem haver dominado a cidade sobre o estreito. O assédio durou até o final de setembro, mas a cidade não foi derrotada.
Catânia foi um dos centros da revolta contra os anjevinos: os cataneses, que haviam sofrido injustiças e danos econômicos devido ao fechamento do porto da cidade, contribuíram valorosamente para derrubar os "maus senhores". Os mais importantes nomes que conduziram a revolta em Catânia foram Palmiero, abade de Palermo, Gualtiero da Caltagirone, Alaimo da Lentini e Giobanni da Procida. Este último, em 1280, disfarçado de monge, recorreu ao papa Nicolau II, ao imperador de Bizâncio Miguel VIII Paleólogo e ao rei Pedro III de Aragão, para pedir: ao papa para não apoiar Carlos de Anjou em caso de revolta; ao imperador Miguel o apoio externo contra o inimigo comum; e ao rei de Aragão para fazer valer o seu direito ao trono da Sicília enquanto marido de Constança, filha de Manfredo, o último dos Hohenstaufen.
Nesse ínterim, os sicilianos haviam oferecido a coroa da Sicília a Pedro III de Aragão, marido de Constança, filha do falecido rei Manfredo da Suábia, transformando a insurreição em um conflito político entre sicilianos e aragoneses por uma lado e os anjevinos, o Papado, o Reino da França e as várias facções guelfas de outro lado.
Em 1282, o moto melhor conhecido como Vésperas sicilianas pôs fim ao domínio da ilha por parte da dinastia francesa. Apenas estourou a revolta na Sicília, a frota aragonesa já estava em Palermo e a ocupação da cidade por Pedro dava assim início à dominação dos aragoneses na Sicília (1282-1410).
Em 26 de setembro de 1282, o Rei Carlos, derrotado, retornou a Nápoles.

Sicília aragonesa (1282-1513)
Em 1282, imediatamente após as Vésperas Sicilianas (revolta contra os franceses que aí se haviam instalado com a casa de Anjou), o Reino da Sicilia foi dividido em duas partes (Sicília e Itália meridional), mas ambas conservaram oficialmente o nome de Reino da Sicília. Nápoles (Itália meridional) continuou sob o controle da dinastia francesa, mas a ilha da Sicília se proclamou independente e elegeu como rei Pedro III, o Grande, rei de Aragão. Seguiram-se então mais de cinco séculos de governo dos príncipes aragoneses e reis espanhóis.
Em 1442, Afonso V, príncipe de Aragão, reuniu o Reino da Sicília e o Reino de Nápoles sob o nome de Reino das Duas Sicílias, o que não foi bastante para evitar nova cisão, sobrevinda em 1458.

Os judeus na Sicília
Nesta ilha viviam várias famílias judaicas, que já tinham sido vítimas de pogroms anterioremente. Mas os judeus tinham também um papel predominante no comércio e na medicina na ilha.
Quando em 1492 os reis católicos, Fernando II (rei da Sicília desde 1468) e Isabel, ordenaram a expulsão ou a conversão dos judeusna Espanha, e a Sicília teve de fazer o mesmo. O vice-rei siciliano hesitou, mas acabou por tomar medidas lesivas dos judeus: proibiu-os de vender as suas posses e impediu-os de levar consigo quaisquer armas. Como consequência da saída dos judeus sabemos que o comércio e a economia siciliana sofreu bastante.
No século XVII alguns sicilianos pediram ao rei que fizesse alguma coisa para fomentar o comércio na ilha. Carlos II concedeu a Messina o privilégio de porto livre (ver Stadluft Macht frei) e concedeu aos judeus o direito de estabelecer o comércio ali, com a condição de eles dormirem fora da cidade e que usassem um sinal distintivo na sua roupa. Esta posição ambígua não encorajou os judeus a virem e em 1728, foi concedido aos judeus o direito do comércio em qualquer parte da ilha, que residissem em Messina, terem uma sinagoga e um cemitério e a poderem possuir e dispor de propriedade. Mesmo isto não ajudou, e em 1740 o rei convidou explicitamente os judeus a virem para a ilha. Algumas famílias aceitaram mas viram-se maltratadas pela população. Pouco depois, os judeus foram culpados por elementos da igreja católica pela incapacidade do rei em gerar um sucessor de sexo masculino. Sete anos tinham passado desde que estas últimas famílias tinham chegado e os judeus voltaram a ser expulsos.
Fernando II, o Católico, recuperou em 1504 o reino de Nápoles sob os auspícios da coroa espanhola. Com o Tratado de Utrecht (1713), a Sicília separou-se novamente de Nápoles.

Sicília espanhola (1513-1716)
A dominação espanhola na Sicília começou em 23 de janeiro de 1516, com a ascensão de Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico ao trono de Espanha, e terminou em 10 de junho de 1713, com a assinatura do Tratado de Utrecht, que sancionou a passagem da ilha de Filipe V a Vítor Amadeu II, Duque de Sabóia.

Sicília piemontesa (1713-1718)
A dominação Piemontesa na Sicília começou em 10 e junho de 1713, que marcou a passagem da ilha de Filipe V a Vítor Amadeu II, Duque de Sabóia, e se concluiu em 1720, quando Carlos VI invadiu a ilha e a trocou com a Sardenha.

Sicília burbônica (1734-1860)
Em 1720, a Sicília passou ao controle dos Habsburgos e, em seguida, foi novamente incorporada ao Reino das Duas Sicílias, já então governado pelos Bourbons (1738).
Em 1799 , o exército revolucionário francês derrotou Fernando II, rei das Duas Sicílias, e conquistou o Reino de Nápoles. Sete anos depois, Napoleão Bonaparte impôs seu irmão José Bonaparte (José I) no trono napolitano, no qual permaneceu por um breve período.
Depois do Congresso de Viena de 1815, que restaurou os monarcas europeus nos tronos que haviam perdido durante a época napoleônica, o rei Fernando I, já então rei Fernando IV de Nápoles e de Sicília, atribuiu-se o Reino de Nápoles que havia perdido em 1806 e, em 8 de dezembro de 1816 uniu os dois reinos restaurando assim o Reino das Duas Sicílias.

Sicília da Itália unificada (1860-hoje)
Freqüentemente conturbada por agitações, a Sicília foi palco, em 1820, de um levante militar, dirigido pelos carbonários, e em 1861 foi ocupada pelas tropas do nacionalista italiano Giuseppe Garibaldi. Garibaldi reconheceu Vitor Emanuel II como rei, monarca do Piemonte e Sardenha, e a Sicília se unificou-se ao novo Reino da Itália.
Após a Segunda Guerra Mundial, e mediante a Constituição de 1948, a Sicília recebeu um estatuto de autonomia, convertendo-se numa região autônoma da Itália, com amplos poderes de autogoverno.