sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Mulheres...

Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas.
São espiãs...espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco?
Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva.
O que acontece?
O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça..."Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...
O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus! Assim é muito fácil...
As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...Tudo isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?
Homens também choram, mas é um choro diferente.
As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino.
É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.
EN-FEI-TI-ÇAM !
E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas?Para estudar os homens, é claro!
Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro".
Quer evidência maior do que essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva para perto dele, já que Ele é o próprio amor.
Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.
Mas elas são anjos depois do sexo-amor.
É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.
E levitam.
Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso.
E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora.

(Luís Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Recomeçar

Recomeçar...

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante:
Acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de aprender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento",
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis...
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o "Amor".

(Paulo Roberto Gaefke)

Eu Aprendi...

Eu aprendi...

Que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;
Que ser gentil é mais importante do que estar certo;
Que nunca se deve negar um presente a uma criança;
Que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;
Que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;
Que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;
Que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;
Que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;
Que dinheiro não compra "classe";
Que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;
Que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;
Que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?
Que ignorar os fatos não os altera;
Que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;
Que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;
Que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. Que quando o ancoradouro se torna amargo à felicidade vai aportar em outro lugar;
Que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;
Que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;
Que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorrem quando você esta a escalando;
Que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;
Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

(William Shakespeare)

Michelangelo

Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni ("Caprese , 6 de Março de 1475 — Roma, 18 de Fevereiro de 1564) foi pintor, escultor, poeta e arquiteto renascentista italiano.
Apesar de ter feito poucas atividades além das artes, sua versatilidade em vários campos fez com que rivalizasse com Leonardo da Vinci no título de ícone da Renascença. Michelangelo foi genial em vários campos e, além disso, também recebeu tarefas diplomáticas. Duas biografias foram escritas sobre ele ainda em vida (uma de Giorgio Vasari).
Duas de suas mais famosas obras (a Pietà e o David) foram realizadas antes de seus trinta anos. Apesar de sua pouca afeição à pintura, criou duas obras históricas: as cenas do Gênesis, no teto da Capela Sisitina, e o O Juízo Final, também no mesmo local. Projetou também a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma. Entre suas outras esculturas, contam-se a também a Virgem, o Baco, o Moisés, a Raquel, a Léa e membros da família Médici.

Michelangelo nasceu em Caprese, perto de Arezzo, na Toscana, o segundo de cinco filhos. Seu pai, Ludovico, quando residente em Caprese, era um magistrado. Michelangelo cresceu em Florença e mais tarde viveu com um escultor e sua esposa na localidade florentina de Settignano, onde seu pai tinha uma mina de mármore e uma pequena fazenda.
Contra a vontade de seu pai, o canhoto Michelangelo escolheu ser aprendiz de Domenico Ghirlandaio por três anos começando em 1488. Também foi aprendiz, na escultura, de Bertoldo di Giovanni. Impressionado com a técnica de Michelangelo, Ghirlandaio recomendou-o para Florença para estudar com Lourenço de Médici. De 1490 a 1492, Michelangelo freqüentou a escola de Lourenço e durante sua estada, seria influenciado por muitas pessoas proeminentes, e pela filosofia platônica da época, que modificariam e expandiriam suas idéias na arte e ainda seus sentimentos sobre sexualidade.
Foi durante este período que Michelangelo criou dois relevos: a Batalha de Centauros e a Madonna da Escada. A primeira obra foi baseada em um tema sugerido por Poliziano e encomendada por Lourenço de Médici. Após sua morte, Michelangelo deixou a corte dos Medici. Nos meses seguintes, produziu um crucifixo de madeira para o pároco da Igreja de Santa Maria del Santo Spirito, que tinha o deixado estudar anatomia a partir de alguns cadáveres do hospital da Igreja.
Pedro de Médici, filho mais velho de Lourenço de Médici, recusou-se a financiar o trabalho artístico de Michelangelo. Também nessa época, as idéias de Savonarola tornaram-se populares em Florença. Sob tais pressões, Michelangelo decide sair definitivamente de Florença e vai para Bolonha por três anos. Logo depois, o Cardeal San Giorgio compra a obra de Michelangelo em mármore Cupido e decide chamá-lo a Roma em 1496. Influenciado pela antiguidade de Roma, ele produz Baco e a Pietà. A Pietà foi uma encomenda do embaixador francês na Santa Sé. Apesar de praticamente se dedicar à escultura, Michelangelo nunca deixou de desenhar, ele desenhava por prazer de desenhar.


David de Michelangelo

Quatro anos mais tarde, Michelangelo retornou a Florença, onde produziu seu mais famoso trabalho: David.
A cidade, na época, estava mudando, após a queda de Savonarola e a ascensão de Pier Soderini. O David foi uma encomenda da Guilda de Lã da cidade. Era, originalmente, um trabalho incompleto, iniciado quarenta anos antes por Agostino di Duccio. O David deveria ser o símbolo da liberdade de Florença e seria colocado na Piazza della Signoria, na frente do Palazzo Vecchio. A obra foi concluída em 1504. Essa obra-prima, feita em mármore de Carrara, colocou-o definitivamente como um escultor de extraordinária técnica e habilidade. Na época, também pintou a Sagrada Família da Tribuna, agora na Galeria Uffizi. Michelangelo era considerado um artista renascentista porque em todas suas obras, ele representava somente figuras do homem.


A Capela Sistina

Michelangelo foi convocado novamente a Roma em 1503 pelo recém-designado Papa Júlio II e foi comissionado para construir a tumba papal. Entretanto, durante a patronagem de Júlio II, Michelangelo tinha constantemente que interromper seu trabalho para fazer outras numerosas tarefas. Por essa e outras interrupções, Michelangelo trabalharia na tumba por quarenta anos sem nunca a terminar.
A mais famosa das tarefas foi a pintura monumental do teto da Capela Sisitina no Vaticano, que levou quatro anos para ser feita (1508 – 1512). Michelangelo originalmente deveria pintar os 12 Apóstolos, mas protestou e pediu uma tarefa mais audaciosa: um esquema que representasse a Criação, a Queda do Homem e a Promessa da Salvação. O trabalho faz parte de uma decoração muito mais complexa que, em conjunto, representa toda a doutrina da Igreja Católica.
A composição contém 300 figuras e se centra nos episódios do livro do Genesis, divididos em três grupos: a Criação da Terra por Deus, a Criação da Humanidade e sua queda e, por fim, a Humanidade representada por Noé. Entre os afrescos mais famosos estão:


A Criação de Adão







O Fruto Proibido







O Juízo Final












A Pietà

Em 1513, o Papa Júlio II morreu, e seu sucessor, o Papa Leão X, um Médici, pediu que Michelangelo reconstruísse o interior da Igreja de São Lourenço, em Florença, e a adornasse com esculturas. Michelangelo relutantemente aceitou, mas foi incapaz de terminar a tarefa (o exterior da igreja ainda não está adornado até hoje).
Em 1526, os cidadãos de Florença, encorajados pelo saque de Roma, expulsaram os Médici e restauraram a república. Michelangelo voltou para sua amada Florença para ajudar a construir as fortificações da cidade de 1528 a 1529. A cidade caiu em 1530 e os Médici voltaram ao poder.


De novo em Roma

A pintura de O Juízo Final, na janela do Altar da capela Sistina foi comissionada pelo Papa Paulo III, e Michelangelo trabalhou nela de 1534 a 1541. O trabalho é grandioso e toma uma parede inteira atrás do altar da Capela Sistina. O Juízo Final é uma representação da segunda vinda de Cristo e do apocalipse, quando as almas da humanidade seriam levadas a seu destino final e julgadas por Cristo, rodeado de santos.
Uma vez concluída, as representações de nudez na própria Capela foram consideradas obscenas e um sacrilégio. Após a morte de Michelangelo, decidiu-se obscurecer os órgãos, o que foi feito por um aprendiz de Michelangelo, Daniele da Volterra. Quando o trabalho foi restaurado em 1993, decidiu-se deixar algumas das figuras ainda cobertas, como documentos históricos. A censura sempre perseguiu Michelangelo, que às vezes era chamado de "inventor delle porcherie" ("inventor das obscenidades").
Em 1547, Michelangelo foi apontado como arquiteto da Basílica de São Pedro no Vaticano. Anos mais tarde, em 18 de Fevereiro de 1564, Michelangelo morre em Roma aos 88 anos de idade.


Legado

Michelangelo, muitas vezes arrogante com os outros e constantemente insatisfeito com ele mesmo, via a arte como originada da inspiração interna e da cultura. Via a natureza como uma inimiga que tinha de ser superada. Suas figuras são dinâmicas. Para ele, a missão do escultor era libertar as formas que estavam dentro da pedra. Conta-se que após Michelangelo ter executado sua estátua Moisés, bateu violentamente com o martelo no joelho da obra e gritou: Porque não falas? (Perché non parli).
Na vida pessoal, Michelangelo era abstêmio. Era indiferente à bebida e à comida. Era uma pessoa solitária e melancólica.
Para além da pintura e da escultura, Michelangelo deixou também cerca de trezentos poemas em italiano vernáculo, que escreveu entre 1501 e 1560. Os seus poemas são marcados por uma forte carga homerótica. Porém, esta foi alterada na primeira edição da sua poesia, em 1623, publicada pelo seu sobrinho Michelangelo, o Jovem. Em 1893, John Addington Symonds traduziu os poemas originais para inglês.
Fundamental para a arte de Michelangelo era sua paixão pela beleza masculina, que o atraía de modo emocional e estético. Era, em parte, uma expressão da idealização renascentista do corpo humano. Mas, para Michelangelo, há uma resposta única a essa estética. Tais sentimentos o faziam sentir uma profunda angústia, uma contradição entre a filosofia platônica e o sentimento carnal.



quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Alvorecer...

Olhe o dia amanhecendo e você vai sentir que, em quase tudo, há anjos tecendo o alvorecer.
Uns são raios de sol que vêm descendo, para iluminar o que de bom a gente sonha fazer.
Outros são canções suaves que quando em silencio, a gente ouve em toda fonte que jorra, em cada onda que bate, em cada sopro de vento, em cada silvo selvagem, em cada bicho que corre, em cada flor ao nascer.
Eles são fontes de energia e proteção, presentes em seus planos, desejos, vontades, em tudo o que o amanhecer inspira.
Só que é preciso fechar os olhos para ver, e ouvir o coração dizendo que a gente é como gota d'água, nesse mar imenso do universo, com o poder infinito de transformar o que é invisível em cores do arco-íris.
Acredite...cada manhã dá luz a um novo dia, mas é você quem faz nascer a alegria...

(Autor Desc.)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cativar...

"Eu não preciso de ti.
Tu não precisas de mim.
Mas, se tu me cativares, e se eu te cativar...
Ambos precisaremos, um do outro.
só conhecemos bem as coisas que cativamos.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas! "

(Antoine de Saint-Exupery)




segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Florença

Florença


Florença (Firenze em italiano), capital da região da Toscana. Estende-se por uma área de 102 km², fazendo fronteira com Bagno a Ripoli, Campi Bisenzio, Fiesole, Impruneta, Scandicci, Sesto Fiorentino.
É considerada o berço do Renascimento italiano e uma das cidades mais belas do mundo.
Tornou-se muito conhecida, por ser a cidade natal de Dante Alighieri, autor da “Divina Comédia”, que é um marco da literatura universal. Neste poema ele descreve a cidade de Florença em muitas passagens, assim como alguns de seus contemporâneos florentinos famosos, que também são personagens da obra.
Florença teve origem num antigo povoado etrusco. A cidade foi governada pela Família Médici desde o ínicio do século XV até meados do século XVIII. O primeiro líder da cidade pertencente à Família Médici foi Cosme, o Velho, chegou ao poder e 1437. Foi um protector dos judeus na cidade, iniciando uma longa relação da família com a comunidade judaica, uma relação tensa, que se tornaria comprometedora com a Inquisição italiana.
Florença teve antes e durante o período de governo dos Médici uma influente comunidade judaica, que deteve papel fundamental na arte, finanças e negócios da cidade até que os judeus passaram a ser perseguidos mais fortemente pela Inquisição italiana.
A Grande Sinagoga de Florença, também conhecida como Tempo Maggiore, é considerada uma das mais belas da Europa.
Destacam-se as diversas e belíssimas catedrais e épocas e estilos diferentes. A cidade também é cenário de obras de artistas do Renascimento, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Gioto, entre outros.
Nesta cidade nasceram os papas: Leão X, Clemente VII, Clemente VIII, Leão XI, Urbano VIII, Clemente XII.



Santa Maria del Fiori

É uma das obras da arte gótica e da primeira renascença italiana, considerada de fundamenal importância. A Basílica di Santa Maria del Fiore é a catedral, da Arquidiocese da Igreja Católica Romana para a História da Arquitetura, registro da riqueza e do poder da capital da Toscana nos séculos XIII e XIV. Seu nome (cuja tradução é Santa Maria da Flor) parece referir-se ao lilium, símbolo de Firenze, mas, documento do Século XV, por outro lado, informa que “flor”, no caso, refere a Cristo.

Duomo

O Duomo de Firenze, como o vemos hoje, é o resultado de um trabalho que se estendeu por seis séculos. Seu projeto básico foi elaborado por Arnolfo di Cambio no final do século XIII, sua cúpula é obra de Filippo Brunelleschi, e sua fachada teve de esperar até o século XIX para ser concluída. Ao longo deste tempo uma série de intervenções estruturais e decorativas no exterior e interior enriqueceriam o monumento, dentre elas a construção de duas sacristias e a execução de esculturas e afrescos por Paolo Uccello, Andrea del Castagno, Giorgio Vasari e Federico Zuccari, autor do Juízo Final no interior da cúpula. Foi construída no lugar da antiga catedral dedicada a Santa Reparata, que funcionou durante nove séculos até ser demolida completamente em 1375.
Em 1293, durante a República Florentina, o notário Mino de Cantoribus sugeriu a substituição de Santa Reparata por uma catedral ainda maior e mais magnificente, de tal forma que "a indústria e o poder do homem não pudessem inventar ou mesmo tentar nada maior ou mais belo", e estava preparado para finaciar a construção. Entretanto, esperava-se que a população contribuísse, e todos os testamentos passaram a incluir uma cláusula de doação para as obras. O projeto foi confiado a Arnolfo em 1294, e ele cerimoniosamente lançou a pedra fundamental em 8 de setembro de 1296.
Arnolfo trabalhou na construção até 1302, ano de sua morte, e embora o estilo dominante da época fosse o gótico, seu projeto foi concebido com uma grandiosiddade clássica. Arnolfo só pôde trabalhar em duas capelas e na fachada, que ele teve tempo de completar e decorar só em parte. Com a morte do arquiteto o trabalho de construção sofreu uma parada. Um novo impulso foi dado quando em 1330 foi descoberto o corpo de São Zenóbio em Santa Reparata, que ainda estava parcialmente de pé. Giotto então foi indicado supervisor em 1334, e mesmo que não tivesse muito tempo de vida (morreu em 1337) ele decidiu concentrar suas energias na construção do campanário. Giotto foi sucedido por Andrea Pisano até 1348, quando a peste reduziu a população da cidade de 90 mil para 45 mil habitantes.
Francesco Talenti, supervisor entre 1349 e 1359, o campanário foi concluído e preparou-se um novo projeto para o Duomo, com a colaboração de Giovanni di Lapo Ghini: a nave central foi dividida em quatro espaços quadrangulares com duas alas retangulares, reduzindo o número de janelas planejadas por Arnolfo. Em 1370 a construção já estava bem adiantada, o mesmo se dando com o novo projeto para a abside, que foi circundada por tribunas que amplificaram o trifólio de Arnolfo. Por fim Santa Reparata terminou de ser demolida em 1375. Ao mesmo tempo continuou-se o trabalho de revestimento externo com mármores e decoração em torno das entradas laterais, a Porta dei Canonici (sul) e a Porta della Mandorla (norte), esta coroada com um relevo da Assunção, última obra de Nanni di Banco.
Contudo, o problema da cúpula ainda não fora resolvido. Brunelleschi fez seu primeiro projeto em 1402, mas o manteve em segredo. Em 1418, a Opera del Duomo, a centenária empresa administradora dos trabalhos na Catedral, anunciou um concurso que Brunelleschi haveria de vencer, mas o trabalho não iniciaria senão dois anos mais tarde, continuando até 1434. A Catedral foi consagrada pelo Papa Eugênio IV em 25 de março (o Ano Novo florentino) de 1436, 140 anos depois do início da construção. Os arremates que ainda esperavam conclusão eram a lanterna da cúpula (colocada em 1461) e o revestimento externo com mármores brancos de Carrara, verdes de Prato, e vermelhos de Siena, de acordo com o projeto original de Arnolfo.
A fachada original, desenhada por Arnolfo di Cambio, só foi começada em meados do século XV, realizada de fato por vários artistas em uma obra coletiva, mas de toda forma só foi terminada até o terço inferior. Esta parte foi desmantelada por ordem de Francesco I de' Medici entre 1587 e 1588, pois era considerada totalmente fora de moda naquela altura. O concurso que foi aberto para a criação de uma nova fachada acabou em um escândalo, e os desenhos subseqüentes que foram apresentados não foram aceitos. A fachada ficou, então, despida até o século XIX, mas estatuária e ornamentos originais sobrevivem no Museu Opera del Duomo e em museus de Paris e Berlim.
Em 1864 Emilio de Fabris venceu um concurso para uma nova fachada, que é a que vemos hoje, um enorme e magistral trabalho de mosaico em mármores coloridos em estilo neogótico, com uma volumetria dinâmica e harmoniosa. Pronta em 1887, foi dedicada à Virgem Maria, e é ricamente adornada com estatuária de elegante e austero desenho. Em 1903 terminaram-se as monumentais portas de bronze, com várias cenas em relevo e outras decorações.
Sua planta é basilical, com três naves, divididas por grandes arcos suportados por colunas monumentais. Tem 153m de comprido por 38m de largo, e 90m no transepto. Seus arcos se elevam até a 23 m de altura, e o cume da cúpula, a 90 m.
Suas decorações internas são austeras, e muitas se perderam no curso dos séculos. Alguns elementos acharam abrigo no Museu Opera del Duomo, como os coros de Luca della Robbia e Donatello. Subsistem também os monumentos a Dante, a John Hawkwood, a Niccolò da Tolentino, a Antonio d'Orso, e os bustos de Giotto (Benedetto de Maiano), Brunelleschi (de Buggiano - 1447), Marsilio Ficino, e Antonio Squarcialupi.
Sobre a porta de entrada há um relógio colossal com decoração em pintura de Paolo Uccello, e acertado de acordo com a hora italica, uma divisão do tempo comumente empregada na Itália até o século XVIII, que dava o por-do-sol como o início do dia.
Os vitrais são os maiores em seu gênero na Itália entre os séculos XIV e XV, com imagens de santos do Velho e Novo Testamento. O crucifixo é obra de Benedetto da Maiano, a talha do coro de Bartolommeo Bandinelli, e as portas da sacristia são de Luca della Robbia.
Foi ampliado consideravelmente no século XVI (de 1557 a 1566) por Bartolomeo Ammannati que, a mando de Dona Leonor de Toledo, esposa do conde Cosmo de Médici, converteu um palácio inacabado num complexo palácio dividido em três alas. Porém, na primeira metade do século XVII, Giulio e Afonso Parigi encarregaram-se de ampliar o palácio novamente, mas desta feita, somente na parte frontal. Esta foi também a última ampliação do palácio.
No século XIX, o palácio foi usado como base militar por Napoleão I, e de seguida serviu por um curto período de tempo como residência oficial dos reis da Itália. No início do século XX, o Palazzo Pitti, juntamente com o seu conteúdo, foi doado ao povo italiano por Vítor Emanuel III; por esse motivo, as suas portas foram abertas ao público e converteu-se numa das maiores galerias de arte de Florença. Hoje em dia, mantém-se como museu público, mas as suas colecções iniciais foram ampliadas.

Palazzo Pitti

O banqueiro Luca Pitti (1398- 1472) iniciou os trabalhos no palácio em 1458. A construção deste severo e imponente edifício foi encomendada pelo banqueiro florentino , amigo e aliado de Cosme de Médicis. O início da história deste palácio é uma mistura de mito e realidade. Diz-se que Luca Pitti queria construir um grande palácio capaz de suplantar o Palazzo Medici Riccardi, dando precisas instruções sobre o tamanho das janelas (estas deviam ser maiores que o pórtico do Palazzo Medici Riccardi). Ilustres personalidades como Vasari, mantiveram que Brunelleschi foi o verdadeiro arquitecto do palácio e que o seu aprendiz Luca Fancelli realizou simplesmente a tarefa de ajudante. Actualmente, atribui-se o desenho do palácio a Fancelli.
Alem das óbvias diferenças estilísticas entre ambos os arquitectos, Brunelleschi morreu doze anos antes do início das obras do palácio. O desenho e a posição dos vãos sugerem que Fancelli tinha mais experiência em arquitectura utilitária doméstica que nas regras do Humanismo, definidas por Alberti no seu manual De Re Aedificatoria.
O palácio original, embora impressionante, não logrou rivalizar em termos de tamanho e conteúdo com a magnificência das residências da Família Médici. O arquitecto ia em contracorrente em relação à moda da época, pois a alvenaria acumulada da pedra reforçada pela repetição de vãos e arcadas dão ao edifício uma aparência severa e dura, que recorda um aqueduto do Império Romano (arte all'antica). Este desenho original superou o avançar do tempo, pois a fórmula da sua fachada manteve-se durante as sucessivas ampliações do palácio, estendendo a sua influência em numerosas imitações durante a sua época e nas recriações do século XVIII.
Os trabalhos do palácio pararam devido aos incidentes financeiros sofridos por Luca Pitti provocados pela morte de Cosme de Médicis, em 1464, permanecendo o edifício incompleto aquando da morte do banqueiro, em 1472.
O edifício foi vendido, em 1549, por Buonaccorso Pitti, descendente de Luca, a Leonor de Toledo, esposa de Cosmo I, Grão-Duque da Toscana, e que havia sido educada na luxuosa Corte de Nápoles. Ao mudar-se para o palácio, Cosme encomendou a Vasari a ampliação do edifício para adequá-lo aos seus gostos e necessidades. O tamanho do palácio aumentou consideravelmente, tendo sido construído um passadiço elevado desde a antiga residência Real, o Palazzo Vecchio, atravessando os Uffizi e a Ponte Vecchio, até ao Palazzo Pitti. Este passadiço recebeu o nome de Corridoio Vasariano (Corredor Vasariano). Isto permitia ao Grão-Duque e à sua família deslocar-se, facilmente e de uma forma segura, entre a sua residência oficial e o Palazzo Pitti.
Inicialmente, este palácio foi usado, essencialmente, para alojar hóspedes oficiais e, ocasionalmente, funções da Corte, enquanto a principal residência dos Médici permanecia no Palazzo Vecchio. Foi somente durante o reinado do filho de Leonor de Toledo, Fernando I, e da sua esposa, Cristina de Lorena que o palácio foi ocupado a tempo inteiro e se tornou casa da colecção de arte dos Médici.
Foram adquiridos uns terrenos ao fundo do palácio, na colina do Bóboli, para criar um grande parque, os Jardins do Bóboli. Os paisagistas que trabalharam neste projecto foram Niccolo Tribolo e Bartolomeo Ammannati. O desenho original do jardim rodeava um anfiteatro, situado por trás do corps de logis do palácio, no qual se representavam teatrais de dramaturgos do nível de Giovanni Battista Cini para a culta Corte florentina, com elaborados cenários desenhados pelo arquitecto da Corte, Baldassarre Lanci.
Com o projecto do jardim em boas mãos, Ammanati voltou as suas atenções para a criação de uma grande praça imediatamente por trás da fachada principal, para ligar o palácio com o seu novo jardim. Para que estivesse ao mesmo nível da praça, foi necessário escavar na ladeira da colina de Bóboli. A alvenaria acanalada deste pátio viria a ser largamente copiada, nomeadamente no palais Parisiense de Maria de Médici, o Palácio de Luxemburgo. Ammanati também criou as finestre inginocchiate na fachada principal, substituindo as reentrâncias em cada extremo. Entre os anos 1558 e 1570, Ammanati criou uma monumental escadaria, que permitiu aceder com maior pompa ao piano nobile, e acrescentou duas alas na fachada do jardim, as quais rodeavam o recém criado pátio. Do lado do jardim, Amannati construiu uma gruta chamada de Gruta de Moisés devido à estátua do profeta que ali está instalada, e no terraço por cima desta, ao nível das janelas do piano nobile, criou uma fonte centrada no eixo; esta foi mais tarde substituída pela Fontana del Carciofo ("Fonte da Alcachofra"), desenhada pelo antigo assistente de Giambologna, Francesco Susini, e finalizada em 1641.
Em 1616 foi aberto um concurso para desenhar as ampliações à principal fachada urbana, mediante três módulos em cada extremo, cujo vencedor foi Giulio Parigi; os trabalhos na ala Norte começaram em 1618 e na Sul em 1631, estes últimos a cargo de Alfonso Parigi.
Durante o século XVIII foram construídas duas alas perpendiculares, desenhadas pelo arquitecto Giuseppe Ruggeri, a fim de criar uma praça central em frente da fachada, protótipo do cour d’honeur (pátio de honra), logo copiado em França. Muitas outras alterações e adições de menor importância foram feitas ao longo dos anos, sob diferentes governantes e a cargo de arquitectos diversos.

O Palazzo Pitti na atualidade

Em comparação com muitos dos maiores palácios italianos, o exterior do Palazzo Pitti não se destaca à primeira vista: o palácio não tem a imponência e impressionante presença do Reggia di Caserta, as caracetísticas de cidadela do Palazzo Reale di Torino, nem a elegância do Palazzo Reale di Napoli ou do Palácio do Quirinal, o palácio dos Papas em Roma e mais tarde palácio Real, ambos com fachadas de Domenico Fontana. O mérito da arquitectura do Palazzo Pitti reside na sua grande severidade e simplicidade. Um tema arquitectónico contínuo usado ao longo de quatro séculos produziu massivas mas ao memso tempo oimpressionantes elevações e fachadas que negam a longa evolução e história da estrutura. A arquitectura prende a atenção em virtude do tamanho, força e reflexo da luz do Sol nos vidros e pedras, ligado ao tema repetitivo, quase monótono. A ornamentação e elegância do desenho ficam em segundo plano na vasta e sólida massa dos trabalhos de pedra rusticados, realçados somente pela frequência das seteiras das janelas arcadas. Como em muitos palácios italianos, é necessário entrar no edifício para apreciar realmente a sua arquitectura.
O controle do Palazzo Pitti, actualmente transformado uma adaptação a museu a partir de um palácio Real, está nas mãos do estado italiano através do Polo Museale Fiorentino (Polo Museulógico Florentino), uma instituição que administra vinte museus, incluindo os Uffizi, e ultimamente está responsável por 250.000 obras de arte catalogadas. Apesar da sua metamorfose de residêndcia Real em propriedade pública, o palácio, situado no seu local elevado com vista privilegiada de Florença, ainda retém o aspecto e atmosfera de uma colecção privada numa grande casa. Isto também se deve, em grande parte, à organização Amici di Palazzo Pitti (Amigos do Palazzo Pitti), um grupo de voluntários e patronos fundado em 1996, a qual recolhe fundos e dá sugestões para a manutenção do palácio e das colecções, além de colaborar na melhoria contínua da exposição visual.
Actualmente, com os seus seis séculos de existência, o Palazzo Pitti está mais esplêndido e melhor conservado que em qualquer outra época da sua história. Florença recebe mais de cinco milhões de visitantes por ano e, para muitos destes, o Palazzo Pitti constitui uma paragem obrigatória. Desta forma, o palácio continua a impressionar os visitantes com os esplendores de Florença, o propósito para o qual foi originalmente construído.

Casas de Lorena e Sabóia.

O palácio foi a residência principal dos Médici até à morte, em 1737, do último herdeiro varão, João Gastão de Médici, Grão Duque da Toscana, sendo ainda ocupado brevemente pela sua irmã, Ana Maria Luisa de Médici, cuja morte iria pôr fim à ilustre linhagem. A propriedade passou, então, para as mãos dos novos Duques, membros da Casa de Lorena, na pessoa de Francisco I, Imperador do Sacro Império Romano Germânico. A posse do palácio por parte dos austríacos foi brevemente interrompida por Napoleão Bonaparte, o qual utilizou o palácio como residência durante o seu domínio da Itália.
Quando em 1860, a Toscana se tornou numa província do Reino da Itália, o palácio converteu-se em propriedade da Casa de Sabóia. Depois do Risorgimento, enquanto Florença serviu por pouco tempo como capital da Itália, o Rei Vítor Emanuel II utilizou o edifício como residência, até 1871. O seu neto, Vítor Emanuel III doou o palácio à nação em 1919.
O palácio e outros edifícios situados dentro dos Jardins do Bóboli foram divididos em cinco galerias de arte e um museu, os quais albergam a maior parte do seu conteúdo original e diversas aquisições estatais. As 140 salas abertas ao público pertencem às ampliações do núcleo original realizadas nos séculos XVI e XVII. Conservam-se interiores antigos e adições posteriores, como o Salão do Trono. No ano 2005 foram descobertos uns banhos do século XVIII, que mostram a instalação de canalizações muito semelhantes às dos sanitários atuais.

Galeria Palatina

A Galeria Palatina, situada no primeiro andar do piano nobile é, talvez, a mais famosa das galerias, com um grande conjunto de mais de 500 importantes obras de pintores da Renascença, as quais faziam parte das dolecções privadas dos Médici e dos seus sucessores. Esta galeria, que atravessa os apartamentos Reais, contém trabalhos de Rafael, Titian, Correggio, Rubens e Pietro da Cortona. A galeria mantém um carácter de colecção privada, com as obras de arte dispostas em grande parte como devem ter estado nas grandes salas para as quais foram idealizadas, em vez de estarem organizadas de seguindo uma sequência cronológica, ou de acordo com a escola de arte.
As salas mais admiráveis foram decoradas por Pietro da Cortona em puro estilo Barroco. Os bem recebidos afrescos de Cortona descrevemdo a Idade do Ouro e a Idade da Prata na Salla della Stuffa foram pintados em 1637 e seguídos, em 1641 de mais dois dedicados à Idade do Cobre e à Idade do Ferro. Representam a confusão da vida e são consideradas obras primas do pintor. O artista foi, consequentemente, convidado a decorar um conjunto de sete salas na frente do palácio. O tema para estes deveria ser a influência astrológica na vida do governante. Em 1647, quando Cortona deixou Florença, havia finalizado apenas três das salas, Marte, Júpiter e Vénus, as quais inspirariam, mais tarde as Salas dos Planetas no Palácio de Versailles de Luís XIV, desenhadas por Charles Le Brun. As outras salas foram concluídas na década de 1660 por Ciro Ferri.
A colecção foi aberta ao público pela primeira vez, embora com alguma relutância, no final do século XVIII, pelo Grão Duque Pedro Leopoldo, o primeiro governador ilustrado da Toscânia, o qual se encontrava desejoso de obter popularidade depois do fim dos Médici.

Apartamentos Reais

Os apartamentos Reais formam um conjunto de 14 salas, usadas formalmente pela Família Médici e pelos seus sucessores. Estas salas têm sido muito alteradas desde a Era dos Médici, principalmente durante o século XIX, e contêm uma colecção de retratos dos Médici, muitos deles realizados por Giusto Sustermans.
Em contraste com os grandes salões da Galeria Palatina, muitas destas câmaras são pequenas e íntimas e, embora luxuosos e formais, estão mais de acordo com as necessidades quotidianas. O Reis da Itália usaram o Palazzo Pitti como residência até 1920, pois embora este já tivesse sido convertido em museu, tinha algumas salas reservadas (actualmente a Galeria de Arte Moderna) para as suas visitas a Florença.

Galeria de Arte Moderna

Esta enorme coleção, que se estende por mais de 30 salas, inclui trabalhos de artistas do movimento Macchiaioli e de outras escolas italianas modernas do final do século XIX e início do século XX. As pinturas dos artistas Macchiaioli são de particular interesse, uma vez que estes pintores toscanos do século XIX, liderados por Giovanni Fattori foram os percursores do movimento impressionista. O título da Galeria de Arte Moderna pode parecer incorrecto a alguns, uma vez que as obras expostas nela expostas cobrem um periodo de 1700 aos primeiros anos de 1900. Não estão incluídos na colecção exemplos de arte mais recente. Isso deve-se ao facto de, na Itália, o termo "Arte Moderna" se referir ao período anterior à Segunda Guerra Mundial, sendo a arte do período que se seguiu, geralmente, conhecida como "Arte Contemporânea". Na Toscânia, esta arte pode ser encontrada no Centro per l'arte contemporanea Luigi Pecci (Centro para a Arte Contemporânea Luigi Pecci) em Prato, uma cidade localizada a aproximadamente 15 quilómetros de Florença.

Museu da Prata

O Museu da Prata, por vezes chamado de "O tesouro Médici", contém uma colecção de peças valiosas em prata, camafeus, trabalhos em gemas semipreciosas e ourivesaria da Antiguidade, pertencentes à colecção de Lourenço de Médici. Estas salas formavam parte dos apartamentos privados, decoradas com afrescos por pintores do século XVII como Giovanni di San Giovanni, entre 1635 e 1636. O Museu da Prata também possui um magnífico conjunto de prada alemã, doada pelo Grão Duque Fernando III depois do seu regresso do exílio, em 1815, no seguimento da ocupação francesa.

Museu da Porcelana

Tendo aberto ao público pela primeira vez em 1973, o Museu da Porcelana está instalado no Casino del Cavaliere, nos Jardins do Bóboli. A peças de porcelana são provenientes de várias das mais notáveis fábricas de porcelana europeias, com Sèvres e Meissen (próximo de Dresden) bem representadas. Muitos dos elementos desta colecção foram oferecidos aos governantes florentinos por outros soberanos europeus, enquanto que outros trabalhos foram encomendados propositadamente para a Corte do Grão-Duque. De particular interesse são vários grandes serviçoes de jantar da fábrica de Vincennes, mais tarde rebaptizada de Sèvres, e uma colecção de pequenas miniaturas em biscuit.

Galeria do Traje

A Galeria do Traje, situada numa ala do palácio conhecida por "Palazzina della Meridiana", contém uma colecção de figurinos teatrais datados desde o século XVI até ao presente. É, também, o único museu da Itália a detalhar a história da moda italiana. Sendo uma das mais recentes colecções do palácio, foi fundada em 1983 por Kristen Aschengreen Piacenti. A galeria expõe, adicionalmente aos trajes teatrais, artigos de vestuário usados entre o século XVIII e a actualidade. Algumas das peças exibidas são peculiares do Palazzo Pitti; entre estas incluém-se as vestes funerárias quinhentistas do Grão Duque Cosme I de Médico, da sua esposa, Leonor de Toledo e do seu filho Garcia, os dois últimos vitimados pela malária. Os seus corpos devem ter sido vestidos para o funeral de estado com roupas mais refinadas, antes de serem vestidos com roupas mais simples para o enterro. A galeria exibe também uma colecção de jóias de traje de meados do século XX. A Sala Meridiana, originalmente, ostentava um funcional instrumento meridiano solar, incorporado na decoração de afrescos por Anton Domenico Gabbiani.

Museu dos Coches

Situado no piso térreo do palácio, o Museu dos Coches exibe carruagens e outros transportes usados pela Corte Grã-Ducal, principalmente nos séculos XVIII e XIX. Algumas destas carruagens são altamente decorativas, sendo adornadas não só com dourados, mas também com pinturas de paisagens nos seus painéis. As que foram usadas nas ocasiões mais importantes, como a "Carrozza d'Oro" (Carruagem de Ouro) são encimadas por coroas de ouro, as quais deveriam indicar o lugar e a posição dos seus ocupantes. Outros pontos de interesse são as caleches do Rei das Duas Sicílias, do Arcebispo de Florença e de outros dignatários florentinos.

Palazzo Strozzi

O Palazzo Strozzi (Palácio Strozzi), na zona central de Florença, é um dos mais notáveis edifícios da fase inicial da Renascença italiana. De tamanho imponente (foi necessário destruir 15 edifícios para construí-lo), encontra-se entre as homónimas Via Strozzi e Plaza Strozzi, e a Via Tornabuoni, com grandiosos portais que fazem de entrada, todos idênticos, em cada um dos três lados que não se encontram encostados a outros edifícios.
Autêntica obra prima da arquitectura civil florentina do Renascimento, foi construído, entre 1489 e 1538, para a família Strozzi, uma das mais importantes linhagens patrícias florentinas, tradicionalmente hostil à facção dos Médici, que o manteve na sua posse até 1907, ano em que foi legado ao Estado italiano. O projecto do edifício é do arquitecto Benedetto da Maiano, que o projectou por encomenda de Filippo Strozzi.
A família Strozzi havia-se exilado de Florença, em 1434, devio à sua opocição aos Médici, mas graças à fortuna acumulada como banqueiro em Nápoles, Filippo Strozzi pôde voltar à cidade em 1466, decidido a esmagar os seus rivais. Esta ideia tornou.se numa verdadeira obsessão e durante anos comprou e demoliu edifícios em volta da sua residência para, dseta forma, dispor do terreno necessário para edificar o maior palácio alguma vez visto em Florença.
Giuliano da Sangallo fez um modelo do Palazzo Strozzi em madeira entre 1489 e 1490 (actualmente no Bargello) mas Giorgio Vasari adjudicou o projecto a Benedetto da Maiano, o arquitecto preferido de Lourenço o Magnífico. Com tanto dinheiro à disposição, nenhum aspecto do projecto foi deixado ao acaso, tendo-se chegado, inclusivamente, a chamar astrónomos para decidir qual era o dia mais propício para colocar a primeira pedra. Os trabalhos começaram, pois, em 1489, mas somente dois anos depois falecia Filippo Strozzi. Os seus herdeiros prosseguiram, embora com dificuldades, a dispendiosa construção do sonho de Filippo.
À morte de Benedetto da Maiano, quando o edifício em obras havia chegado ao segundo piso, os trabalhos foram confiados a Simone del Pollaiolo, chamado Il Cronaca, o qual realizou a coroação da fachada e o pátio porticado. Del Pollaiolo manteve-se como encarregado da obra até ao dia 31 de Outubro de 1504, como atestam documentos da época.
Depois de várias interrupções causadas pela oscilante situação económica da família, o palácio foi terminado em 1538 por Baccio d'Agnolo, que cuidou também dos espaços interiores e dos móveis, mas deixou a cornija incompleta num dos lados, tendo permanecido assim até hoje. O edifício foi confiscado pelo Grão-Duque Cosme I de Médici no mesmo ano, sendo devolvido aos Strozzi trinta anos depois.
Em 1638, Guerardo Silvani realizou a capela do primeiro andar e, em 1662, ampliou a escadaria sobra a Via Tornabuoni.
Foi somente em 1864 que se agregou o longo da Via Tornabuoni o chamado "banco de rua" (panca di via), executado por Giuseppe Poggi sob encomenda do Príncipe Ferdinando Strozzi. Nesta ocasião também se reabriu o portão da Plaza Strozzi e o pátio foi unido ao nível da rua com uma rampa, para permitir que as carroças acedessem ao coração do palácio. Entre 1886 e 1889 foram restauradas as fachadas, o que aconteceria novamente no início do século XX.
O palácio representa o exemplo mais perfeito do ideal de edifício senhorial do Renascimento.
Foi voluntariamente construído num tamanho superior ao do Palazzo Medici, do qual copiou a forma cúbica desenvolvida sobre três andares em volta dum pátio central, e a parede revestida com a típica pietraforte florentina inclinada para o alto. À altura da rua abrem-se janelas rectangulares, enquanto que nos pisos superiores se podem encontrar duas séries de elegantes janelas bíforas sobre cornijas dentadas.
Em cada um dos três lados que dão para a rua, abrem-se três portais com arcadas, de solene classicismo.
Em torno do palácio corre um rodapé contínuo, e o edifício está coroado por uma imponente cornija apoiada sobre uma faixa lisa, a qual se interrompe na Via Strozzi.
No exterior encontram-se os porta-archotes e porta-bandeiras, e as argolas de ferro forjado para os cavalos, o melhor exemplo desta forma artística e obra prima de Niccolò Grosso, chamado Il Caparra, o mais famoso ferreiro de Florença activo no século XV, mencionado também por Vasari em Le Vite. São particularmente notáveis as obras das esquinas: porta-archotes com forma de dragões e esfínges, e as lucernas com a forma de templo com pontas, parecendo assemelhar-se a cebolas, que antigamente davam nome à Plaza Strozzi.

O Palazzo Strozzi na atualidade

O palácio manteve-se como propriedade da família Strozzi até 1937, quando foi adquirido pelo Instituto Nacional de Seguros (Istituto Nazionale delle Assicurazioni), restaurado, e posteriormente cedido ao Estado Italiano em 1999. Actualmente é sede de dois importantes institutos:
O Gabinete Vieusseux, nascido da associação literária e científica de Gian Pietro Vieusseux, fundada em 1819. Esta associação foi frequentada, entre outras personalidades, por Stendhal. Conserva também uma importante biblioteca, e publica mensalmente a Nuova Antologia (desde os anos 80 a publicação é cuidada pela Fundação Giovanni Spadolini.
O Instituto Nacional de Estudos sobre o Renascimento (Istituto Nazionale di Studi sul Rinascimento).
O primeiro andar acolhe, anualmente, importantes mostras de arte contemporânea.

Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio (Ponte Velha) é uma ponte medieval sobre o Rio Arno, em Florença, na Itália, famosa por ter uma quantidade de lojas (principalmente ourivesarias e joalharias) ao longo de todo o tabuleiro.
Acredita-se que tenha sido construída ainda na Roma Antiga e era feita originalmente de madeira. Foi destruída pelas cheias de 1333 e reconstruída em 1345, com projecto da autoria de Taddeo Gaddi. Consiste em três arcos, o maior deles com 30 metros de diâmetro. Desde sempre alberga lojas e mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas, sempre com a autorização do Bargello, a autoridade municipal de então. Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a ponte não foi danificada pelos alemães. Acredita-se que tenha sido uma ordem direta de Hitler.
Ao longo da ponte, há vários cadeados, especialmente no gradeamento em torno da estátua de Benvenuto Cellini. O facto é ligado à antiga ideia do amor e dos amantes: ao trancar o cadeado e lançar a chave ao rio, os amantes tornavam-se eternamente ligados. Graças a essa tradição e ao turismo desenfreado, milhares de cadeados tinham de ser removidos com frequência, estragando a estrutura da ponte. Devido a isso, o município estipulou uma multa de 50 euros para quem for apanhado, em flagrante, a colocar cadeados na ponte.

Basílica de Santa Maria Novella

A Basílica de Santa Maria Novella é uma igreja em Florença, na Itália. Situa-se no noroeste da parte antiga da cidade, na piazza de mesmo nome, quase junto à principal estação ferroviária florentina.
No século IX, ali havia o pequeno oratório de Santa Maria delle Vigne; em 1049 foi construída a pequena Santa Maria Novella, concedida em 1221 aos dominicanos. A ampliação principia em 1279, seguindo o projeto de Fra Sisto da Firenze e Fra Ristoro da Campi. Completa em meados do século XIII, a nova igreja só é consagrada, pelo papa Eugênio IV, em 1420.
Giorgio Vasari foi o arquiteto da reforma levada a cabo entre 1565 e 1571, que removeu o recinto do coro e reconstruiu os altares laterais. Já entre 1858 e 1860, reformou-se novamente a basílica, sob ordens de Enrico Romoli.
O interior, em forma de cruz latina, é subdividido em três naves, a central com cem metros de comprimento.
Artistas que aí trabalharam incluem Filippo Brunelleschi, Domenico Ghirlandaio, Masaccio, além do próprio Vasari.


Galeria degli Uffizi

A Galleria degli Uffizi (em português, Galeria dos Ofícios), é um palácio que abriga um dos mais famosos museus do mundo.
O duque Cósimo I de Médici encomendou ao famoso arquitecto Vasari, em 1560, uma edificação para reunir em um só local os treze principais magistrados (chamados ‘’uffizi’’) então espalhados por diversos locais de Florença, onde poderia controlá-los diretamente, transformando o velho Palácio ‘’della Signoria’’ numa nova sede do governo, de acordo com o status de potência que a cidade alcançou após a conquista de Siena.
Vasari projetou um prédio em forma de U, com um braço longo a leste, que deveria incorporar a antiga igreja românica de ‘’São Pedro Scheraggio’’, um tramo curto assentado na margem do Rio Arno e outro braço curto a oeste, englobando a ‘’Zecca Vecchia’’, sede do correio por muito tempo e após o restauro de 1988, incorporado ao museu. Os três andares da construção começam com um térreo em ‘’loggiato’’ delimitado por pilastras com nichos (só decorados com estátuas a partir de 1842), um segundo andar com janelas e o terceiro destinado ao uso exclusivo do príncipe. Foi construído com pedra do vale de Mensola, adotando a ordem dórica.
Algum tempo depois, Cósimo decide unir o Palácio ‘’Vecchio’’ ao Palácio ‘’Pitti’’, nova residência da família Médici por um caminho particular e elevado, também executado por Vasari, o chamado ‘’Corredor de Vasari’’, que usava a galeria, a Ponte ‘’Vecchio’’sobre o Arno e uma passarela coberta sobre a rua.
Com Francesco de Médici, que sucedeu Cósimo a partir de 1574, completa-se a construção em 1580. Entre 1579 e 1581, decoram o tecto com afrescos, chamados de ‘’grotescos’’ por causa dos motivos utilizados. E finalmente, em 1581, Francesco decide utilizar a galeria do ultimo andar para reunir sua coleção de pinturas, estátuas, objetos de arte antigos e modernos, armaduras, miniaturas, medalhas, para deleite de sua família e da nobreza local.
Para acomodar melhor a coleção, o arquiteto Buontalenti constrói no braço longo da galeria a chamada ‘’Tribuna’’, construção octogonal inspirada na Torre dos ventos de Atenas, como descrita por Vitrúvio no seu primeiro livro. A exposição das obras segue apenas o critério de mostrar a gloria dos Médici. Com o tempo e principalmente no século 17, as exposições foram se transformando, modificando o ordenamento original. As reformas modificaram um teatro e um jardim suspenso, da mesmo época e arquiteto.
A partir de 1587, com o novo duque, Ferdinando I de Médici, novos acréscimos como uma coleção de retratos, uma seção de cartografia e uma coleção de instrumentos científicos são incorporadas. Após a morte de Ferdinando, a galeria permanece inalterada por muito tempo.
Com o fim da era dos Médici, apenas com Pietro Leopoldo de Lorena voltam as obras na ‘’Gallerie degli Uffize’’, com a construção de uma nova entrada e a abertura das visitas ao publico geral, em 1769. Propiciou também uma reorganização das coleções entre 1780 e 1782, seguindo critérios do Iluminismo. Retiraram vários objetos para outros museus, concentrando na ‘’Galleria degli Uffize’’ principalmente as pinturas e esculturas, ordenadas por escolas. Em 1779 foram trazidas as esculturas da vila Médici de Roma, um conjunto de esculturas clássicas antigas agrupadas na sala ‘’Niobe’’.
Entre 1842 e 1856 colocadas as vinte e oito estátuas dos nichos externos do edifício, homenageando homens ilustres da Toscana como Giotto, Maquiavel e Donatello. Desde então poucos acréscimos foram feitos, apenas uma grande reforma, basicamente restauro, em 1988.
Em 27 de maio de 1993, um atentado a bomba, com a explosão de um automóvel carregado de explosivos, atribuído a mafiosos, mas de autoria ainda não esclarecida, danificou alguns ambientes da galeria e do corredor de Vasari. Muitas peças foram transferidas para a reserva técnica, mas com os reparos e o aumento da segurança, as coisas voltaram ao normal.
A ‘’Galleria degli Uffize’’ é dividida em salas ou ambientes, cerca de cinqüenta, nomeadas geralmente pelo artista mais importante exposto. Temos salas dedicadas aos maiores artistas do Renascimento, como Leonardo da Vinci e Rafael, salas com arte clássica da Roma antiga, uma grande coleção de quadros de Botticelli com suas incomparáveis ‘’Primavera’’ e ‘’O Nascimento de Venus’’ e obras dos maiores artistas do mundo como Michelangelo, Tiziano, Durer ou Rubens. Cada uma delas vale a visita, e a ‘’Galleria degli Uffizi’’ hoje em dia é uma das maiores atrações turísticas de Florença e um dos mais importantes museus do mundo.


Obras

O Nascimento de Vénus, uma das obras mais importantes dos UffiziCimabue (Maestà)
Duccio (Maestà)
Giotto (A Madonna de Ognissanti, Badia Polyptych)
Simone Martini (A Anunciação)
Paolo Uccello (A batalha de San Romano)
Piero della Francesca (Díptico do Duque Federico da Montefeltro e Duquesa Battista Sforza de Urbino)
Fra Filippo Lippi (Madonna com Menino e Dois Anjos)
Sandro Botticelli (Primavera, O Nascimento de Vênus, A Adoração dos Magos entre outros)
Hugo van der Goes (O Tríptico de Portinari )
Leonardo da Vinci (O Baptismo de Cristo, A Anunciação, A Adoração dos Magos)
Piero di Cosimo (Perseus liberando Andromeda)
Albrecht Dürer (A Adoração dos Magos)
Michelangelo (The Doni Tondo)
Rafael (Madonna de Goldfinch, Papa Leão X com os cardeais Giulio de' Medici e Luigi de' Rossi)
Tiziano (Flora, A Vénus de Urbino)
Parmigianino (A Madonna do pescoço longo)
Caravaggio (Baco, O Sacrifício de Isaac, Medusa)
Andrea Mantegna Triptico com a Adoração dos Magos, Circuncisão e Ascenção
Antônio de Correggio Adoração do Menino, Repouso na fuga ao Egito, Glória da Madona



Só dê ouvidos a quem te ama...

Só dê ouvidos a quem te ama....

Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo.
Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros.
O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida.
É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.
Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos.
Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus.
Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.
Só dê ouvidos a quem te ama, repito.
Cuidado com as acusações de quem não te conhece.
Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente.
Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos.
Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.
Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor.
Por isso repito...só dê ouvidos a quem te ama.
Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas.
Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.
Ando pensando no poder das palavras.
Há palavras que bendizem, outras que maldizem.
Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas.
Quero ser também...além de bendizer com a palavra, ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou.
Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.
Quero viver para fazer esquecer...queira também.
Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto...não desista também.
Há mais beleza em construir que destruir.
Repito...só dê ouvidos a quem te ama.
Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.
Só mais uma coisa...não se preocupe tanto com o que acham de ti.
Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre você revela.
O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.

(Autor Desc.)

domingo, 9 de novembro de 2008

Jeito de ser...

Jeito de ser

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja
cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam...e quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independede status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura.

(Marta Medeiros)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A eternidade do amor

A eternidade do amor...

Quando fores velha, e grisalha, e com sono,
Pega este livro: junto ao fogo, a cabecear,
Lê com calma; e com os olhos de profundas sombras,
Sonha, sonha com o teu antigo e suave olhar.

Muitos amaram-te as horas de alegria e graça,
Com amor sincero ou falso amaram-te a beleza;
Só um, amando em ti a alma peregrina,
De teu rosto a mudar amou cada tristeza.

E curvando-te junto à grade incandescente,
Murmura com amargura como o amor fugiu..
E caminhou montanha acima, a subir sempre,
E o rosto em multidão de estrelas encobriu.

(Poema Celta - W.B.Yeats)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Itália

Itália...


A Itália é um dos países que mais influência teve na cultura europeia e mundial.
É o local de nascimento de diversos movimentos artísticos e intelectuais que se espalharam pela Europa e pelo mundo, como o Renascimento e o Barroco. A contribuição italiana para a arte e cultura surge das obras de Michelangelo, Leonardo da Vinci, Donatello, Botticelli, Titoretto, Caravaggio, Bernini, Ticiano e Rafael, entre outros.
Além da pintura, escultura e arquitetura, as contribuições da Itália para a literatura, ciência e música são indiscutíveis.
A base da moderna língua italiana foi estabelecida pelo poeta florentino Dante Alighieri, cuja obra A Divina Comédia é considerada a mais importante do período medieval. Em italiano escreveram Boccaccio, Castiglione e Pirandello, além dos poetas Tasso, Ariosto, Leopardi, e Petrarca, cujo mais famoso estilo é o soneto, uma invenção italiana. Grandes filósofos são Bruno, Ficino, Maquiavel, Vico, Gentile, e Eco.
Na atividade científica destacam-se os nomes de Galileu Galilei, Leonardo da Vinci, Fermi, Cassini, Volta, Lagrange, Fibonacci e Marconi.
Da música popular à clássica, a expressão dos sons tem um papel importatíssimo na cultura italiana. A Itália é o local onde nasceu a ópera, por Cláudio Monteverdi. Instrumentos inventados em Itália como o piano e violino permitem executar formas artísticas como a sinfonia, concerto, e sonata. Alguns dos compositores italianos mais célebres são Palestrina e Monteverdi, ambos da época da Renascença, os compositores do Barroco Corelli e Vivaldi, os clássicos Paganini e Rossini, os românticos Verdi e Puccini e os contemporâneos Berio e Nono.O cinema italiano também exerceu decisiva influência com o movimento do neorealismo, movimento nascido no país e que revelou grandes diretores como Roberto Rosselini, Vittorio de Sica e Luchino Visconti. Outros diretores se incluem no panteão dos maiores mestres da sétima arte, como Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Sergio Leone, Píer Paolo Pasoli, Ettore Scola, Bernardo Bertolucci, Mario Monicelli, Dino Risi, Marco Bellochio, e mais recentemente, Nani Moretti. Todos eles, de estilos diversos e fascinantes, possuem ao menos um ponto em comum: são alguns dos mais polêmicos, criativos e mordazes investigadores e críticos da sociedade contemporânea, isso nas artes em geral. Atores como Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Anna Magnani e Mônica Vitti são alguns dos mais conhecidos de todos os tempos.

Fonte de pesquisa: Wikipedia

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Acredite nas pessoas

Acredite nas pessoas...

Naquelas que possuem algo mais...
Aquelas que, às vezes, a gente confunde com anjos e outras divindades...
Digo daquelas pessoas que existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes...
Falo daquelas que te olham nos olhos quando precisam ser verdadeiras, tecendo elogios, que pedem desculpas com a simplicidade de uma criança...
Pessoas firmes...
Verdadeiras, transparentes, amigas, ingênuas...
Que com um sorriso, um beijos, um abraço, uma palavra de faz feliz...
Aquelas que erram...
Acertam...
Não tem vergonha de dizer não sei...
Aquelas que sonham...
Aquelas amigas...
Aquelas que passam pela vida deixando sua marca, saudades,
Aquelas que fazem à diferença...
Aquelas que vivem intensamente um grande amor...
(Desconheço a autoria)

Sinto Saudade




Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei... Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser... Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro... Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vidae que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer! Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...não sei onde...para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi... Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês...mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados...para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes...seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples "I miss you"ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...
(Nicholas Montessori)

A vida me ensinou


A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração; Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrar que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros...afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo;
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que for necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar...
A vida me ensinou...a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro...
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
(Charles Chaplin)






Seja um idiota!!!

Seja um idiota!!

A idiotice é vital para a felicidade...
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo aor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos e de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele.
Pobre dele!
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que e bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahahahaha!
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer?
Tudo que é mais díficil é mais gostoso, mas...a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria....uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os seus problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
(Arnaldo Jabour)