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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ao Amor Antigo...

Ao Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede.
Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona,
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém,
nunca fenece e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não.
Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
(Carlos Drummond de Andrade)


domingo, 30 de novembro de 2008

Quadros Adormecidos


A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos,
os seus rostos envolvidos pela sombra.
Sua beleza é triste e nostálgica porque,
sendo moradores da alma...
sonhos,
eles não existem do lado de fora.
Vez por outra, entretanto,
defrontamo-nos com um rosto...
ou será apenas uma voz...
ou uma maneira de olhar...
ou um jeito da mão...
que, sem razões, faz a bela cena acordar.
E somos possuídos pela certeza de que este rosto
que os olhos contemplam...
é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra.
O corpo estremece.
Está apaixonado.
Acontece, entretanto,
que não existe coisa alguma que seja do tamanho
do nosso amor.
A nossa fome de beleza é grande demais.
Cedo ou tarde descobrirá que
o rosto não é aquele.
E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma.
E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...

(Rubem Alves)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Metade...


Metade


Que a força do medo que eu tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo seja para sempre amada mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas,como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor, e a outra metade...também.

(Ferreira Gullar)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Importante da Amizade

O Importante da Amizade

O importante da amizade não é conhecer o amigo;
e sim saber o que há dentro dele!...
Cada amigo novo que ganhamos na vida,
nos aperfeiçoa e enriquece,
não pelo que nos dá,
mas pelo quanto descobrimos de nós mesmos.
Ser amigo não é coisa de um dia.
São gestos, palavras,
sentimentos que se solidificam no tempo e não se apagam jamais.
O amigo revela, desvenda, conforta.
É uma porta sempre aberta em qualquer situação.
O amigo na hora certa,
é sol ao meio dia, estrela na escuridão.
O amigo é bússola e rota no oceano,
porto seguro da tripulação.
O amigo é o milagre do calor humano
que Deus opera no coração.

(Autor Desc.)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Vida...


Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo...
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando.
Porque,
embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

(Fernando Pessoa)

domingo, 16 de novembro de 2008

Isso é Muita Sabedoria

ISSO É MUITA SABEDORIA...
"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos,
resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.
Por isso, digo, quando não obtivermos o amor,
o afeto ou a ternura que havíamos solicitado,
melhor será desistirmos e procurar mais adiante
os sentimentos que nos negaram.
Não fazer esforços inúteis,
pois o amor nasce, ou não, espontaneamente,
mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;
outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
Os sentimentos são sempre uma surpresa.
Nunca foram uma caridade mendigada,
uma compaixão ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal,
e desprezamos quem melhor nos quer.
Assim, repito...
quando tivermos feito tudo para conseguir um amor,
e falhado,
resta-nos um só caminho...
o de mais nada fazer."
(Clarice Lispector)

sábado, 15 de novembro de 2008

Poemas

POEMAS
"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde
e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro,
eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante
em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."
(Mário Quintana)

Alma Gêmea...

ALMA GÊMEA
Alma gêmea de minha alma
flor de luz de minha vida
sublime estrela caída
das belezas da amplidão.
Quando eu errava no mundo...
triste e só, no meu caminho,
chegaste, devagarinho,
e encheste-me o coração.
Vinhas na benção das flores da divina claridade,
tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor!
És meu tesouro infinito.
Juro-te eterna aliança
porque sou tua esperança,
como és todo meu amor!
Alma gêmea de minha alma
se eu te perder algum dia...
serei tua eterna agonia,
da saudade nos seus véus...
se um dia me abandonares
luz terna dos meus amores,
hei de esperar-te,
entre as flores da claridade dos céus.

(Extraido do Livro "Há 2000 anos")

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cativar...

"Eu não preciso de ti.
Tu não precisas de mim.
Mas, se tu me cativares, e se eu te cativar...
Ambos precisaremos, um do outro.
só conhecemos bem as coisas que cativamos.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas! "

(Antoine de Saint-Exupery)




segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A vida me ensinou


A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração; Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrar que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros...afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo;
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que for necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar...
A vida me ensinou...a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro...
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
(Charles Chaplin)






sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poesia

- A Arca de Noé - (Desc.Autoria)
- A Arte de Ser Feliz - (Cecília Meireles)
- A chuva chove - (Cecília Meireles)
- A eternidade do amor - (W.B.Yeats)
- A maior solidão - (Vinícius de Moraes)
- A Miséria do meu ser - (Fernando Pessoa)
- A Perfeição - (Clarice Lispector)
- A Vida - (Fernando Pessoa)
- A vida me ensinou - (Charles Chaplin)
- Adiamento - (Alvaro Campos)
- Alma Gêmea -
- Alvorecer - (Autor Desc.)
- Amai-vos - (Gibran Khalil Gibran)
- Amigos São Flores e Poemas - (Letícia Thompson)
- Amizades - (Ilona Bastos)
- Amor e Amizade - (William Shakespeare)
- Amores eternos - (Augusto Branco)
- Aninha e Suas Pedras - (Cora Coralina)
- Ao Amor Antigo - (Carlos Drummond de Andrade)
- As Coisas que amamos - (Carlos Drummond de Andrade)
- Assaltei o Entardecer - (Autor Desc.)
- Assim eu vejo a vida - (Cora Coralina)
- Assim é minha vida - (Pablo Neruda)
- Ausência - (Carlos Drummond de Andrade)
- Balada de Lisboa - (Manuel Alegre)
- Bom dia todas as cores - (Ruth Rocha)
- Canção de Outono - (Cecília Meireles)
- Canção na Plenitude - (Lya Luft)
- Cativar - (Antoine de Saint-Exupery)
- Chove - (Fernando Pessoa)
- Chuva - (Osvaldo Crimaldi)
- Crepúsculo de outono - (Manoel Bandeira)
- Da minha aldeia - (Alberto Caeiro)
- De que são feitos os dias - (Cecília Meireles)
- De quem é o olhar - (Fernando Pessoa)
- Desejo - (Victor Hugo)
- Desejos - (Carlos Drummond de Andrade)
- Desejos - (Carlos Drummond de Andrade)
- Desiderata - (Max Ehrmann)
- Dias outonais - (Ilona Bastos)
- Entardecer - (Fernando Pessoa)
- Espaço Curvo e Finito - (José Saramago)
- Este é o inverno - (Clarice Pacheco)
- Eu aprendi - (William Shakespeare)
- Eu gosto - (Germana Facundo)
- Existe um lugar - (Mony Mello)
- Flor que não dura - (Fernando Pessoa)
- Hino à Amizade - (Letícia Thompson)
- Houve um tempo - (Ilona Bastos)
- Infinito - (Carlos Drummond de Andrade)
- Isso é muita sabedoria - (Clarice Lispector)
- Lá Onde eu Moro - (Fatima Castro)
- O Importante da Amizade - (Autor Desc.)
- Mal-Me-Quer - (Fernando Pessoa)
- Mania de Solidão - (Cesare Pavese)
- Metade - (Ferreira Gullar)
- Metade I - (Ferreira Gullar)
- Mistério - (Florbela Espanca)
- Na ilha por vezes habitada - (José Saramago)
- Não Direi - (José Saramago)
- Não me esqueças - (Ilona Bastos)
- No entardecer dos dias - (Fernando Pessoa)
- O que alguém disse - (Florbela)
- O Sono - (Álvaro Campos)
- Os Ombros Suportam o Mundo - (Carlos Drumond de Andrade)
- Outonal - (Florbela)
- Palavras em Flor - (Ilona Bastos)
- Para o meu coração - (Pablo Neruda)
- Pedaços de mim - (Marta Medeiros)
- Pedras Antárticas - (Pablo Neruda)
- Perfil - (Ilona Bastos)
- Pintor - (Adelaide Monteiro)
- Poemas - (Mário Quintana)
- Poema de primavera - (Alice Poltronieri)
- Poemas antigos - (Caroline Schneider)
- Presença - (Mário Quintana)
- Quadros Adormecidos - (Rubem Alves)
- Quero - (Carlos Drumond de Andrade)
- O Ritual do Café - (Ilona Bastos)
- Poema de Natal - (Vinicius de Morais)
- Portugal - (Abílio Guerra Junqueira)
- Recordo Ainda - (Mario Quintana)
- Reflexões - (Ilona Bastos)
- Ruínas - (Florbela Espanca)
- Ser Mulher - (Autor Desc.)
- S.O.S. Planeta Terra - (Carmem Lucia)
- Sinto saudade - (Nicholas Montessori)
- S'i fossi foco - (Cecco Angiolieri)
- Sobre o amor - (Gibran Khalil Gibran)
- Soneto de fidelidade - (Vinìcius de Moraes)
- Soneto de Florença - (Vinícius de Moraes)
- Soneto do amigo - (Vinícius de Moraes)
- Sorriso audível das folhas - (Fernando Pessoa)
- Sossega Coração - (Fernando Pessoa)
- Talvez - (Pablo Neruda)
- Vaidade - (Florbela Espanca)
- Voz do Brasil - (Wanderley Assis)